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Turismo
Até
que enfim
Surgem idéias para enfrentar os gargalos
na atração de estrangeiros para o Brasil

Adriana
Negreiros
Ed Viggiani
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| Diamantina:
pioneira de um novo projeto turístico |
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O Brasil sediará, de 2004 a 2006, as três primeiras
edições do Fórum Mundial de Turismo, promovido
pela Organização Mundial do Turismo e pela Unesco.
O evento trará mais 200 000 turistas a Salvador, cidade que
receberá a primeira edição do evento, mas o
país pode ganhar bem mais. O fórum permitirá,
finalmente, uma discussão séria sobre como amenizar
a corrida de obstáculos que enfrentam os estrangeiros que
se aventuram pelo território nacional. No ano passado, o
país recebeu 1,2 milhão de turistas a menos do que
no anterior, encerrando a temporada com 3,8 milhões de visitantes.
Exemplos para melhorar esse cenário não faltam (veja
o quadro). O fórum cria a oportunidade de
aprender com a experiência de outros países.
O Fórum Mundial de Turismo para a Paz e o Desenvolvimento
Sustentável discutirá metas de desenvolvimento em
regiões em que a atividade colabore na redução
da pobreza. Como nos fóruns Social e Econômico, espera-se
afluência de organizações não-governamentais
só que, desta vez, com todo mundo do mesmo lado da
mesa. No ano passado, mais de 700 milhões de viajantes cruzaram
fronteiras, num movimento que fez circular meio trilhão de
dólares. O turismo representa 10% do produto interno bruto
global e colabora até para a redução de conflitos,
já que país em guerra perde os dólares dos
visitantes. O Brasil ocupa a 35ª posição no ranking
do turismo mundial e tem 6% de seus trabalhadores ocupados em atividades
relacionadas ao setor. Esse número pode crescer.
Já há iniciativas em andamento. Pelo projeto Movimento
Brasil de Turismo e Cultura 24 cidades trocarão experiências.
Salvador e Diamantina, cidade histórica no coração
de Minas Gerais, são os primeiros municípios a desenvolver
as chamadas temporadas culturais, que levarão em conta a
vocação natural de cada região. Conhecida como
capital da seresta, Diamantina, por exemplo, sediará temporadas
de canto. Paralelamente, a organização Instituto de
Hospitalidade desenvolve um programa de certificação
para qualificar profissionais e estabelecimentos. Isso é
parte de um programa para criar 1,2 milhão de empregos até
2007, aumentar para 9 milhões por ano o número de
visitantes estrangeiros e gerar 8 bilhões de dólares
em divisas. "Os turistas ganham uma referência confiável
dos serviços", explica Sergio Foguel, presidente do instituto.
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