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STF
A chácara e a
conspiração
Presidente do STF diz que
é
perseguido pelo governo
Roberto Castro/AE
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presidente do STF, Maurício Corrêa: ligação ao ministro da Justiça
para selar um armistício |
Na segunda-feira passada, o presidente da República, ministros,
deputados, senadores e representantes das principais cortes judiciárias
do país participaram da abertura da Conferência Nacional
dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília.
Chamou a atenção a ausência do presidente do
Supremo Tribunal Federal, o ministro Maurício Corrêa,
cuja assessoria informou ao Palácio do Planalto que mandaria
apenas um representante. O ministro estava magoado com as notícias
sobre as irregularidades encontradas por fiscais da Delegacia Regional
do Trabalho em sua chácara nos arredores de Brasília,
onde havia empregados trabalhando sem carteira assinada, um menor
tratando de cavalos e um pedaço de terra pública invadida.
Em um telefonema ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, o presidente do STF se disse vítima de perseguição
do PT e informou que não tinha condições de
medir forças com o Executivo. Bastos explicou que o governo
não tinha nada a ver com a fiscalização, mas
que, ainda assim, tudo seria apurado. Como as denúncias causaram
constrangimento até entre os colegas do Supremo, Maurício
Corrêa começou, na tarde da sexta-feira passada, a
regularizar a situação de seus empregados na Delegacia
do Trabalho. Mas não retirou um único mourão
da cerca que invadiu 3 hectares de terras públicas. A única
coisa que mudou foi a pastagem da área invadida, que, com
as chuvas, teve um salto de crescimento onde as cinqüenta
cabeças de gado do ministro podem agora pastar com serenidade.
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