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VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
 | | Imagens
de Marisa Monte: de aposta a diva |
MM
ao Vivo, Mais e Barulhinho Bom,
Marisa Monte (EMI) A cantora carioca é uma intérprete refinada,
trabalha com músicos e autores do primeiro time e controla a carreira com
mão-de-ferro. Os três DVDs dessa caixa (que também podem ser
adquiridos separadamente) cobrem o período que vai de 1989 a 1996 e mostram
o amadurecimento de Marisa, que passou de aposta do produtor Nelson Motta a diva
da MPB. Há momentos antológicos, como o dueto com Ed Motta em These
Are the Songs, presente em MM ao Vivo. Além do som remasterizado,
os DVDs ganham na comparação com os vídeos que existiram
anteriormente por conter diversas cenas inéditas de ensaios e bastidor.
LIVROS
Dias
de Paz em Clichy, de Henry Miller (tradução de Roberto Muggiati;
José Olympio; 112 páginas; 22 reais) Por muito tempo, os escritores
americanos fizeram de Paris o seu paradeiro preferencial no exílio. Ernest
Hemingway deixou seu testemunho sobre a cintilante capital francesa dos anos 1920
em Paris É uma Festa. Dias de Paz em Clichy trata da década
seguinte. Henry Miller compôs alguns de seus melhores romances inclusive
Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio
em Paris. Nesse livro relançado agora, depois de muitos anos fora
das livrarias , Miller recorre a um alter ego, Joey, para rememorar sua longa
temporada parisiense, na qual não poderia faltar uma dose generosa de erotismo.
O
Connaisseur Acidental, de Lawrence Osborne (tradução de
Adalgisa Campos da Silva; Intrínseca; 298 páginas; 39 reais) O
jornalista inglês Lawrence Osborne percorreu as regiões vinícolas
dos Estados Unidos, da França e da Itália para compor esse livro.
Conversou com vinicultores dos mais variados tipos hippies anacrônicos,
aristocratas decaídos, camponeses rabugentos e provou os mais diversos
vinhos. Definitivamente, esse não é um guia de vinhos convencional.
Sua originalidade está no jeito informal, quase anárquico, com que
o autor aborda o tema. Osborne não é enólogo: pelo contrário,
ele ironiza as exuberantes descrições que os críticos costumam
fazer de suas experiências gustativas, do tipo "gosto de manga, abacaxi
e um mercado de frutas asiático". Matarazzo
A Travessia e Matarazzo Colosso Brasileiro, de Ronaldo
Costa Couto (Planeta; 336 páginas e 480 páginas; 49,90 reais cada
volume, ou os dois por 90 reais) O conde Francesco Matarazzo veio da Itália
para o Brasil em 1881 e nos 55 anos seguintes construiu um dos maiores impérios
empresariais da América Latina. O homem que começou sua aventura
no Brasil como mascate, em Sorocaba, no interior de São Paulo, deixou ao
morrer, em 1937, um patrimônio que, nos valores de hoje, alcançaria
a casa dos 20 bilhões de dólares. Matarazzo chegou a ter 200 fábricas,
o que faz dele um nome fundamental da industrialização do Brasil.
Fruto de um extenso trabalho de pesquisa do historiador e economista Ronaldo Costa
Couto, essa biografia em dois volumes desvenda a vida e a trajetória dessa
figura fascinante. DISCOS
Live:
the Loom's Desire, Laura Nyro (Atração) A cantora e compositora
americana Laura Nyro (1947-1997) foi gravada pelos grandes nomes da música
pop dos anos 60 e 70, mas sua carreira-solo nunca decolou. Laura tinha medo de
se apresentar para grandes multidões desde que, em 1967, foi expulsa do
palco por um bando de hippies barulhentos. Além disso, deixou a carreira
em segundo plano por diversas vezes para se tornar dona-de-casa e cuidar dos filhos.
Laura foi precursora de diversas "cantautoras" (cantoras que também compõem)
do pop americano, como Natalie Merchant e Suzanne Vega. Gravadas nos Natais de
1993 e 1994, as músicas desse disco expõem toda a doçura
da cantora. Divulgação
 |  | | Barão
Vermelho: juntos novamente | |
Barão
Vermelho (Warner) O novo disco do Barão Vermelho provoca a mesma
sensação de deparar com um amigo dos tempos de ginásio. Os
assuntos e as piadas são os mesmos de vinte anos atrás, mas ainda
assim é um encontro saboroso. O CD marca a volta do quinteto carioca aos
estúdios de gravação após um hiato de seis anos. Nesse
meio tempo, eles soltaram um álbum ao vivo e o cantor e guitarrista Roberto
Frejat se lançou numa elogiada carreira-solo. Mas nem dá para perceber
que eles ficaram tanto tempo separados. O disco tem onze composições
inéditas, entre rocks e baladas. Dentre os destaques estão Cuidado,
que exala a influência dos Rolling Stones, e A Chave da Porta da Frente,
em que Frejat capricha no riff de guitarra à la Santana.
| CINEMA
DVD | Divulgação
 | | Step
into Liquid: nada como deslizar
na água |
As
ondas não são o forte do mar da Paraíba mas talento é
talento, e foi dessa costa mansa que Fábio Gouveia saiu para colecionar
títulos internacionais, numa trajetória contada com muita graça
em Fábio Fabuloso (Brasil, 2004), desde sexta-feira em cartaz.
Embora os créditos do documentário listem três diretores,
é um deles em especial a alma do negócio. Pedro Cezar escreveu o
roteiro, contribui para a trilha sonora e é a voz que narra a história,
à moda de um cordel. Em vez de tentar esconder o caráter artesanal
do filme, os diretores o reforçam com muito humor e criatividade. Mais
endinheirado, mas igualmente simpático, Step into Liquid
(Estados Unidos, 2003), que sai agora em DVD, é assinado por Dana Brown
filho do Bruce Brown do clássico Verão sem Fim. Não
faltam cenas magníficas com campeões como Kelly Slater, ou com aqueles
insensatos que descem ondas de 20 metros de altura. Mas há também
desesperados que correm atrás das marolas de petroleiros gigantes em canais
do Texas, crianças católicas e protestantes em paz ecumênica
no Mar da Irlanda e mais um sem-número de tipos que atestam: é uma
delícia deslizar sobre a água, tenha-se ou não estilo. Como
diz Pedro Cezar, quem olha vira menino.
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