Edição 1879 . 10 de novembro de 2004

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Cinema
Por um fio

A vida de Kim Basinger depende
– que medo – de um celular


Isabela Boscov


Divulgação
Kim: se a bateria acabar...


Jessica (Kim Basinger) é raptada e jogada num sótão, onde vai ficar até dizer onde está uma certa coisa – o quê, ela não tem a menor idéia. Jessica, que ensina ciências, consegue pôr um telefone quebrado para funcionar. Ou quase. O que ela pode fazer é encostar os fios até que eles disquem um número qualquer e alguém responda. Aí, se a linha cair, adeus Jessica. Quem atende à ligação é Ryan (Chris Evans), um surfista sem vocação para herói: ele está no meio de uma cantada, acha que é alvo de um trote e, no geral, é um irresponsável. Quando ouve Jessica sendo torturada, porém, Ryan se toma de brios – e aí é a hora de ele se ver com os melindres da telefonia móvel. Baterias descarregadas e carregadores deixados em casa, sinal fraco, estranhos falando na mesma freqüência e todos aqueles outros probleminhas que os usuários conhecem tão bem viram questões de vida ou morte no movimentado Celular – Um Grito de Socorro (Cellular, Estados Unidos, 2004), que estréia nesta sexta-feira no país. Não se pode dizer que Celular seja um filme de idéias, até porque ele tem uma só. Mas o diretor David R. Ellis, um ex-dublê, a explora com imaginação e modicidade de enrolação. O saldo é melhor do que em muitas outras produções bem mais caras e pretensiosas.

 
 
 
 
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