Edição 1879 . 10 de novembro de 2004

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Holofote

Felipe Patury

• DEU BICHO NO SENADO

A campanha de Renan Calheiros, do PMDB, à presidência do Senado sofreu um duro revés. O autor do disparo não foi seu adversário, o atual presidente, José Sarney, cuja candidatura empacou na aprovação de uma emenda constitucional que permita a reeleição. O tiro veio de Murici, em Alagoas, a terra de Renan. O presidente da Associação Zoolotérica de Alagoas, Plínio Batista, disse à imprensa local que Renan era bicheiro e ele, seu testa-de-ferro. O senador nega e diz que Batista é acusado de vários crimes e é seu adversário no Estado.

 

• ELE ACHOU O DINHEIRO

Divulgação


O antigo Banco Noroeste, vendido em 1998 para o Santander, foi palco de um dos maiores desfalques de que se tem notícia. Com a ajuda de funcionários do banco, vigaristas nigerianos subtraíram 242 milhões de dólares do caixa do Noroeste. O advogado Domingos Refinetti foi contratado para recuperar o dinheiro. Vasculhou bancos americanos, ingleses, suíços e nigerianos. Já recuperou 97 milhões de dólares e acredita que pode conseguir outros 60 milhões. O dinheiro é das famílias Cochrane e Simonsen, que eram donas do Noroeste.

 

• TCHAU E BENÇÃO

Nelson Veiga/Ag. O Globo


Os manda-chuvas do PL esperaram o fim da eleição para deflagrar uma faxina no partido. A limpeza começou pelo isolamento da turma da Igreja Universal, chefiada pelo senador Marcelo Crivella. Ele já perdeu a presidência da agremiação no Rio. Agora, é a vez do senador capixaba Magno Malta, que andou votando com a oposição. O PL governista convidou seu arquiinimigo, o governador Paulo Hartung, para se filiar ao partido.

 

• DIALÉTICA NA PETROBRAS

Tasso Marcelo/AE


Há no governo e no PT duas percepções distintas sobre a gestão da Petrobras. Os aliados do presidente José Eduardo Dutra estão tão entusiasmados que querem criar uma secretaria na empresa para cuidar de meio ambiente e pretendem lançá-lo ao governo do Rio de Janeiro em 2006. Os opositores de Dutra estão incomodados com o viés ideológico da diretoria da estatal e pressionam para que dois de seus integrantes sejam substituídos.

Com reportagem de Camila Antunes, Heloisa Joly e Juliana Linhares

 
 
 
 
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