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Cartas
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"VEJA
conseguiu, de forma simples e criativa, traduzir com exatidão
a situação dos EUA. Só faltou uma lágrima."
José Aurício de Araújo
São
Paulo, SP |
Eleição
nos EUA
Os jornalistas
Diogo Schelp e Vilma Gryzinski conseguiram resumir, nas reportagens
"O medo de um novo fiasco" e "Bush bis? Ninguém merece" (3
de novembro), os receios e as expectativas não só
dos eleitores americanos, mas de cidadãos ao redor do mundo.
Seja George W. Bush, seja John Kerry o vencedor das eleições,
todo um modelo de democracia estará sendo posto em xeque.
Ana Kamila Azevedo
Natal,
RN
Não
me parece nem um pouco saudável esse apoio acachapante pró-Kerry
no Brasil. Em um mundo globalizado, onde a informação
já não encontra mais fronteiras e a liberdade de expressão,
diz-se, é inalienável, como é possível
que se dê uma diferença tão grande entre os
pró-Kerry no Brasil e a mesma turma nos EUA?
Marcel van Hattem
Dois
Irmãos, RS
Será
que não está na hora de os EUA informatizarem 100%
de suas eleições? Talvez reconhecer o exemplo do Brasil
e segui-lo seja a solução.
Fabrício Mortari Pereira
Brasília,
DF
A capa
da edição 1.878 representa de forma criativa a mancha
na democracia americana. E viva a urna eletrônica brasileira.
João
Lopes de Barros
Cotia,
SP
Len Hynds
Muito interessante
a entrevista com o policial inglês Len Hynds (Amarelas, 3
de novembro). Fico feliz em saber que o Brasil não está
tão atrasado no combate ao crime cibernético. O tema
é importante, pois nós, usuários, queremos
ver a internet como um meio de comunicação mais seguro
e eficiente.
Lilyan Oliveira
Maceió,
AL
Yasser Arafat
O palestino
Yasser Arafat, com seu currículo recheado de conflitos, é
um homem egocêntrico, porém lutador. Considerado um
dos grandes líderes de todos os tempos, Arafat, no auge dos
75 anos, consegue administrar um país todo perturbado, graças
à astúcia e à força de vontade ("Arafat
doente. Uma chance para a paz?", 3 de novembro).
André
Bernardes Dias
Brasília, DF
Partidos
Parabéns
a VEJA pela reportagem "Unidos na economia e separados no resto"
(3 de novembro), sobre as semelhanças e as diferenças
entre o PT e o PSDB. Ressalvas apenas pela falta do 21º ponto,
que trataria da visão política desses partidos na
área de saneamento e meio ambiente. O tema é atual
e de extrema relevância. Muitos eleitos na definição
do voto ponderam alto esse assunto.
Felipe De Luca
Por
e-mail
Computador
Um bilhão
de operações por segundo pode ser interessante para
outros, mas, para mim, seria bem mais interessante que o computador
abrisse e começasse a funcionar com maior velocidade. Quando
me sentava à máquina de escrever, era só enfiar
o papel e logo podia fazer meus toques. Mas a demora de meu computador
para começar a operar está até me irritando.
Será que os técnicos e cientistas nunca observam esse
pormenor ("A 3,6 GHZ chegarás. Daí não passarás!",
3 de novembro)?
Georg
Fuchs
Belo
Horizonte, MG
Cientistas
brasileiros
Gratificante
saber que muitos pesquisadores brasileiros, ou que trabalham no
Brasil, são respeitados internacionalmente por seu trabalho.
Tive a oportunidade de conhecer um deles, o neurocientista Iván
Izquierdo, durante um simpósio de neurociências ocorrido
na cidade de Natal, e pude notar a participação de
muitos outros jovens que, como eu, buscam nesse tipo de evento orientação
e inspiração para uma futura carreira como cientista
e pesquisador. Em relação à dispersão
de nossos cérebros pensantes para o exterior, mereceria destaque
o esforço do brasileiro Miguel Nicolelis (VEJA, edições
de 24 de março de 2004 e 22 de novembro de 2000) na criação
do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, com
o objetivo de desenvolver pesquisa de ponta em uma região
economicamente desfavorecida e atrair os muitos cientistas brasileiros
que deixaram o país por falta de incentivos e oportunidades
de trabalho ("Os melhores brasileiros", 3 de novembro).
Emerson
Magno Fernandes
de Andrade
Acadêmico
de Medicina
UFPB
João
Pessoa, PB
Ter o reconhecimento
de uma revista como VEJA é um enorme estímulo para
continuarmos lutando cada vez mais. Embora soubesse que o conjunto
de minhas publicações foi mencionado mais de 3.600
vezes, foi uma surpresa descobrir que eu era a mais citada na minha
área. Uma das grandes alegrias de um pesquisador é
sentir que está contribuindo para o conhecimento científico.
Mas o que mais almejamos é que o resultado dessas pesquisas
possa ajudar na cura de doenças. Por isso pedimos aos senhores
deputados que aprovem as pesquisas com células-tronco embrionárias,
pois elas poderão no futuro salvar inúmeras vidas.
Mayana
Zatz
Professora
titular de genética humana
e médica
coordenadora do Centro de
Estudos
do Genoma Humano
da Universidade
de São Paulo
São
Paulo, SP
Televisão
Fico-lhes
muito agradecido pelo adjetivo "modorrenta" atribuído a nossa
cidade ("As gladiadoras das oito da noite", 3 de novembro). Será
que o jornalista considera "modorrenta" a cidade porque não
é tão esculhambada quanto a sua?
Enio
José Ditterich e
Maria
Aparecida G. Ditterich
Curitiba,
PR
Estou indignado
com o termo "modorrenta" usado na reportagem sobre a briga de Nazaré
e Maria do Carmo da novela Senhora do Destino. Não
sou curitibano nem vivo na cidade, porém a conheço
e a considero uma cidade realmente interessante para aqueles que
buscam principalmente cultura.
André
Braga
Indaiatuba,
SP
Agronegócio
Cumprimento
VEJA pela edição especial Agronegócio &
Exportação (outubro, 2004). As ótimas matérias
mostram que a agricultura brasileira vem se destacando cada vez
mais no cenário internacional. A Monsanto, que aposta no
país há mais de cinqüenta anos, acredita no potencial
das pesquisas e que seus resultados contribuirão ainda mais
para o desempenho do setor.
Lúcio Pedro Mocsányi
Diretor
de comunicação
Monsanto
do Brasil
São
Paulo, SP
Realmente
VEJA se superou na edição especial Agronegócio
& Exportação. Sou produtor rural e venho assistindo
ao crescimento brutal, e participando dele, tanto em produção
como em tecnologia, de nossa área (apesar do MST), aumentando
as exportações. Fiquei muito feliz em saber que vários
outros setores vêm obtendo os mesmos excelentes resultados.
Nós somos os maiores exportadores mundiais em dez produtos.
Max Conzo
Monteiro
Ourinhos,
SP
Fico contente
em saber que as empresas e as estratégias do Brasil estão
dando certo no campo do agronegócio e exportação.
Apesar de ser um país com muitos problemas sociais, o Brasil
não deixa de liderar a exportação de vários
produtos, procurando melhorar seus equipamentos e investindo sempre
em novas técnicas de cultivo para aperfeiçoar nossa
produção. É dessa forma que o país conseguirá
superar os obstáculos que o perseguem.
Gardênia Matos Paraguassú
Salvador,
BA
Tales Alvarenga
As leis
são criadas visando à proteção de um
bem jurídico que a sociedade pretende preservar. No caso
da lei que tipifica como crime a realização de rinhas,
o que se pretende não é a preservação
do animal, mas da sociedade, já que se percebe o emprego
da violência na prática desse hobby ("Menos hipocrisia,
por favor", 3 de novembro).
Bruno
Martinez C.R. Neves
Salvador,
BA
Desculpe-me
a frieza, mas sou insensível às rinhas, seja porque
minha infância foi no interior onde elas existem e
reúnem multidões , seja porque naquela época
frango tinha de ser degolado em casa para ser comido num ritual
banal, que nem às crianças sensibilizava. Chorei quando
soube de um arrastão em Jacarepaguá que ocorreu no
mesmo período, e talvez a poucos metros do cenário
da rinha. Onde estavam os policiais, que chegaram atrasados?
Tatiana Cascardo
Por
e-mail
O sarcasmo
demonstrado para recriminar a atuação policial que
resultou na prisão do publicitário Duda Mendonça
é preocupante. É certo que a decisão governamental
para enfrentar as quadrilhas de traficantes vem sendo protelada
de forma inexplicável. Porém, ilógico é
criticar uma ação policial legítima para combater
uma ação delituosa descrita e tipificada na lei.
Gabriel
Fernandes Angelo
Paulista,
PE
Serginho
Não
resolve agora procurar um culpado pela morte do atleta, não
resolve punir o clube ou alguém pelo grave acontecimento.
Neste momento, o melhor a fazer é rezar para que sua alma
esteja em um ótimo lugar e que sua família inteira
possa ter paz e serenidade para encarar tamanha tragédia
("Morte ao vivo", 3 de novembro).
Carlos
Alberto Vila
São
José do Rio Preto, SP
No descompasso
das recomendações feitas ao jogador Serginho, acrescento
a errada atitude dele mesmo em substituir cafeína por achocolatado.
Chocolate e café são substâncias do grupo das
metilxantinas, ambas potentes causadoras de alteração
no ritmo cardíaco em pessoas predispostas. Trocou seis por
meia dúzia.
João
Evangelista Teixeira Lima, médico
Por
e-mail
Angustiado,
comecei a chorar quando vi a torcida gritar o nome de Serginho.
Momentos tenebrosos ocorreram no estádio, mas logo pude ver
o amor, a união e a paz que há entre as torcidas em
situações iguais a essa. Orações e rezas
foram feitas por todos os brasileiros, mas nada pôde evitar
a dor da morte.
William
Eduardo Bendinelli
Por
e-mail
Com muita felicidade, a revista
VEJA cita que há muito a esclarecer neste caso. Nenhum médico
brasileiro de boa formação deixaria o jogador de futebol
trabalhar com simples arritmia, por mínima que fosse. Tenho
vários casos de patologias semelhantes em pacientes que não
são jogadores de futebol, mas trabalhadores em conservação
predial e motoristas, afastados por esse motivo. A imprensa deve
observar o resultado das investigações e principalmente
as conclusões dos conselhos Regional e Federal de Medicina.
Ricardo Augusto do Carmo Salgueiro Médico
Cotia, SP
Roberto Carlos
Queremos parabenizar a revista
VEJA pela excelente reportagem com o cantor Roberto Carlos a respeito
da sua experiência como portador do transtorno obsessivo-compulsivo
("Vou me curar", 3 de novembro). Todos os termos relacionados ao
transtorno e seu tratamento são usados corretamente e na
medida certa. A divulgação de conceitos corretos e
a orientação sobre a procura de ajuda para os portadores
desse terrível transtorno são extremamente importantes.
O respeitado e admirado artista mostra que mesmo as pessoas mais
bem informadas podem ficar sofrendo por anos, até receber
o diagnóstico e o tratamento adequados. Precisamos de indivíduos
corajosos como ele, que se disponham a enfrentar estigmas ainda
remanescentes em nossa cultura, e veículos sérios
como VEJA para levar informações importantes como
essa à população.
Roseli Gedanke Shavitt
Médica psiquiatra
Associação Brasileira dos Portadores do Transtorno
Obsessivo-Compulsivo e da Síndrome de Tourette
Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo do Instituto
de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP
São Paulo, SP
Como especialista em saúde
mental, cumprimento VEJA pelo excelente depoimento do rei Roberto
Carlos. Muito sensível e humano, capaz de quebrar alguns
estereótipos e preconceitos absurdos ainda existentes na
área de saúde mental, impeditivos da restituição
integral da qualidade de vida das pessoas e de seus familiares,
que sofrem com transtornos mentais por décadas, isolados
e marginalizados. O papel social exercido pela revista VEJA vai
ter grande impacto, no sentido de encorajar a procura de tratamentos
eficazes e com comprovação científica. Tal
exemplo deve ser seguido por outros órgãos de imprensa.
Joel Rennó Jr.
Coordenador-geral do Pró-Mulher -- Projeto de Atenção
à Saúde Mental da Mulher
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
Faculdade de Medicina da USP
São Paulo, SP
André Petry
Temo que a Assembléia
do Rio venha a aprovar tal projeto, que visa a criar o serviço
de atendimento psicológico para "homossexuais que queiram
voltar à heterossexualidade" voluntariamente. Esse tipo ridículo
de idéia aumenta o preconceito. Sem mencionar que pode dar
"asas" à imaginação de certas cabecinhas que
não têm o que fazer nas casas legislativas de nosso
país ("Eis uma conspiração", 3 de novembro).
Josean Rego
Boa Vista, RR
Microsoft
A Microsoft reafirma que o governo
é um cliente importante, mas as vendas para municípios,
Estados e federação, somadas, representaram apenas
6% dos negócios gerados no ano fiscal de 2003. A Microsoft
possui clientes na iniciativa privada que individualmente representam
maior faturamento que o governo todo.
Lisa Polloni
Diretora de relações institucionais Microsoft Brasil
CORREÇÕES:
O jogador de beisebol Manny Ramírez é rebatedor,
e não arremessador ("O Corinthians do beisebol", 3 de novembro).
Na foto publicada na página 60 da edição
1.877 ("Quando aquele dia chega",
27 de outubro) aparecem Camila Castro de Toledo (à esquerda)
e Fernanda Campi Sophia (à direita).
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AS
SINFONIAS DE MOZART
Os
leitores Marina Quintas Panizza, Olga Weinheber, Cristiano
Dartsch, Milton Ribeiro e Saulo Krieger escreveram para
a redação corrigindo o número de
sinfonias atribuídas ao compositor Mozart na
reportagem "As novas fronteiras da inteligência"
(27 de outubro). "Na verdade, Mozart compôs 41
sinfonias e 27 concertos para piano", escreveu Saulo
Krieger, de São Paulo. "São 41 as sinfonias
de Mozart. E poderiam ser muitas menos, dadas a qualidade,
a complexidade e a riqueza de novos horizontes que ali
se deixam entrever", disse Milton Ribeiro. Segundo a
enciclopédia on-line Britannica, o compositor
austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
compôs 56 sinfonias, algumas delas adaptadas de
aberturas e serenatas, 21 concertos para piano, 26 peças
para quarteto de cordas e dezenove sonatas para piano,
além de óperas.
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POLONESA
E BRASILEIRA
A
respeito do ensaio "Sobre Nobel, beatos e gays" (20
de outubro), o leitor Alberto Gleidison Farias escreveu
à redação para dizer que "a freira
Maria Zita Gradowska, que teria rezado ao imperador
Carlos I por causa de um problema nas pernas e acordado
curada no dia seguinte, era polonesa e não brasileira".
A missionária vicentina Maria Zita Gradowska
nasceu em 1894, na Polônia, e morreu em 1989,
em Curitiba. Consagrada filha da Caridade de São
Vicente de Paulo, em 1919, ela chegou ao Brasil em 1927,
onde se dedicou ao trabalho nas comunidades carentes
do Paraná. No ano seguinte à sua morte,
a Arquidiocese de Curitiba enviou ao Vaticano o relato
do que teria sido o milagre de Carlos I. Na reportagem
"Santo Habsburgo" (6 de outubro), VEJA informou sobre
a beatificação do monarca.
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