Edição 1879 . 10 de novembro de 2004

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"VEJA conseguiu, de forma simples e criativa, traduzir com exatidão a situação dos EUA. Só faltou uma lágrima."
José Aurício de Araújo
São Paulo, SP

 

Eleição nos EUA

Os jornalistas Diogo Schelp e Vilma Gryzinski conseguiram resumir, nas reportagens "O medo de um novo fiasco" e "Bush bis? Ninguém merece" (3 de novembro), os receios e as expectativas não só dos eleitores americanos, mas de cidadãos ao redor do mundo. Seja George W. Bush, seja John Kerry o vencedor das eleições, todo um modelo de democracia estará sendo posto em xeque.
Ana Kamila Azevedo
Natal, RN  

Não me parece nem um pouco saudável esse apoio acachapante pró-Kerry no Brasil. Em um mundo globalizado, onde a informação já não encontra mais fronteiras e a liberdade de expressão, diz-se, é inalienável, como é possível que se dê uma diferença tão grande entre os pró-Kerry no Brasil e a mesma turma nos EUA?
Marcel van Hattem
Dois Irmãos, RS  

Será que não está na hora de os EUA informatizarem 100% de suas eleições? Talvez reconhecer o exemplo do Brasil e segui-lo seja a solução.
Fabrício Mortari Pereira
Brasília, DF

A capa da edição 1.878 representa de forma criativa a mancha na democracia americana. E viva a urna eletrônica brasileira.
João Lopes de Barros
Cotia, SP

 

Len Hynds

Muito interessante a entrevista com o policial inglês Len Hynds (Amarelas, 3 de novembro). Fico feliz em saber que o Brasil não está tão atrasado no combate ao crime cibernético. O tema é importante, pois nós, usuários, queremos ver a internet como um meio de comunicação mais seguro e eficiente.
Lilyan Oliveira
Maceió, AL

 

Yasser Arafat

O palestino Yasser Arafat, com seu currículo recheado de conflitos, é um homem egocêntrico, porém lutador. Considerado um dos grandes líderes de todos os tempos, Arafat, no auge dos 75 anos, consegue administrar um país todo perturbado, graças à astúcia e à força de vontade ("Arafat doente. Uma chance para a paz?", 3 de novembro).
André Bernardes Dias
Brasília, DF

 

Partidos

Parabéns a VEJA pela reportagem "Unidos na economia e separados no resto" (3 de novembro), sobre as semelhanças e as diferenças entre o PT e o PSDB. Ressalvas apenas pela falta do 21º ponto, que trataria da visão política desses partidos na área de saneamento e meio ambiente. O tema é atual e de extrema relevância. Muitos eleitos na definição do voto ponderam alto esse assunto.
Felipe De Luca
Por e-mail

 

Computador

Um bilhão de operações por segundo pode ser interessante para outros, mas, para mim, seria bem mais interessante que o computador abrisse e começasse a funcionar com maior velocidade. Quando me sentava à máquina de escrever, era só enfiar o papel e logo podia fazer meus toques. Mas a demora de meu computador para começar a operar está até me irritando. Será que os técnicos e cientistas nunca observam esse pormenor ("A 3,6 GHZ chegarás. Daí não passarás!", 3 de novembro)?
Georg Fuchs
Belo Horizonte, MG

 

Cientistas brasileiros

Gratificante saber que muitos pesquisadores brasileiros, ou que trabalham no Brasil, são respeitados internacionalmente por seu trabalho. Tive a oportunidade de conhecer um deles, o neurocientista Iván Izquierdo, durante um simpósio de neurociências ocorrido na cidade de Natal, e pude notar a participação de muitos outros jovens que, como eu, buscam nesse tipo de evento orientação e inspiração para uma futura carreira como cientista e pesquisador. Em relação à dispersão de nossos cérebros pensantes para o exterior, mereceria destaque o esforço do brasileiro Miguel Nicolelis (VEJA, edições de 24 de março de 2004 e 22 de novembro de 2000) na criação do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, com o objetivo de desenvolver pesquisa de ponta em uma região economicamente desfavorecida e atrair os muitos cientistas brasileiros que deixaram o país por falta de incentivos e oportunidades de trabalho ("Os melhores brasileiros", 3 de novembro).
Emerson Magno Fernandes de Andrade
Acadêmico de Medicina – UFPB
João Pessoa, PB

Ter o reconhecimento de uma revista como VEJA é um enorme estímulo para continuarmos lutando cada vez mais. Embora soubesse que o conjunto de minhas publicações foi mencionado mais de 3.600 vezes, foi uma surpresa descobrir que eu era a mais citada na minha área. Uma das grandes alegrias de um pesquisador é sentir que está contribuindo para o conhecimento científico. Mas o que mais almejamos é que o resultado dessas pesquisas possa ajudar na cura de doenças. Por isso pedimos aos senhores deputados que aprovem as pesquisas com células-tronco embrionárias, pois elas poderão no futuro salvar inúmeras vidas.
Mayana Zatz
Professora titular de genética humana
e médica coordenadora do Centro de
Estudos do Genoma Humano
da Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

 

Televisão

Fico-lhes muito agradecido pelo adjetivo "modorrenta" atribuído a nossa cidade ("As gladiadoras das oito da noite", 3 de novembro). Será que o jornalista considera "modorrenta" a cidade porque não é tão esculhambada quanto a sua?
Enio José Ditterich e
Maria Aparecida G. Ditterich
Curitiba, PR  

Estou indignado com o termo "modorrenta" usado na reportagem sobre a briga de Nazaré e Maria do Carmo da novela Senhora do Destino. Não sou curitibano nem vivo na cidade, porém a conheço e a considero uma cidade realmente interessante para aqueles que buscam principalmente cultura.
André Braga
Indaiatuba, SP

 

Agronegócio

Cumprimento VEJA pela edição especial Agronegócio & Exportação (outubro, 2004). As ótimas matérias mostram que a agricultura brasileira vem se destacando cada vez mais no cenário internacional. A Monsanto, que aposta no país há mais de cinqüenta anos, acredita no potencial das pesquisas e que seus resultados contribuirão ainda mais para o desempenho do setor.
Lúcio Pedro Mocsányi
Diretor de comunicação
Monsanto do Brasil
São Paulo, SP

Realmente VEJA se superou na edição especial Agronegócio & Exportação. Sou produtor rural e venho assistindo ao crescimento brutal, e participando dele, tanto em produção como em tecnologia, de nossa área (apesar do MST), aumentando as exportações. Fiquei muito feliz em saber que vários outros setores vêm obtendo os mesmos excelentes resultados. Nós somos os maiores exportadores mundiais em dez produtos.
Max Conzo Monteiro
Ourinhos, SP  

Fico contente em saber que as empresas e as estratégias do Brasil estão dando certo no campo do agronegócio e exportação. Apesar de ser um país com muitos problemas sociais, o Brasil não deixa de liderar a exportação de vários produtos, procurando melhorar seus equipamentos e investindo sempre em novas técnicas de cultivo para aperfeiçoar nossa produção. É dessa forma que o país conseguirá superar os obstáculos que o perseguem.
Gardênia Matos Paraguassú
Salvador, BA

 

Tales Alvarenga

As leis são criadas visando à proteção de um bem jurídico que a sociedade pretende preservar. No caso da lei que tipifica como crime a realização de rinhas, o que se pretende não é a preservação do animal, mas da sociedade, já que se percebe o emprego da violência na prática desse hobby ("Menos hipocrisia, por favor", 3 de novembro).
Bruno Martinez C.R. Neves
Salvador, BA  

Desculpe-me a frieza, mas sou insensível às rinhas, seja porque minha infância foi no interior – onde elas existem e reúnem multidões –, seja porque naquela época frango tinha de ser degolado em casa para ser comido num ritual banal, que nem às crianças sensibilizava. Chorei quando soube de um arrastão em Jacarepaguá que ocorreu no mesmo período, e talvez a poucos metros do cenário da rinha. Onde estavam os policiais, que chegaram atrasados?
Tatiana Cascardo
Por e-mail

O sarcasmo demonstrado para recriminar a atuação policial que resultou na prisão do publicitário Duda Mendonça é preocupante. É certo que a decisão governamental para enfrentar as quadrilhas de traficantes vem sendo protelada de forma inexplicável. Porém, ilógico é criticar uma ação policial legítima para combater uma ação delituosa descrita e tipificada na lei.
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE

 

Serginho

Não resolve agora procurar um culpado pela morte do atleta, não resolve punir o clube ou alguém pelo grave acontecimento. Neste momento, o melhor a fazer é rezar para que sua alma esteja em um ótimo lugar e que sua família inteira possa ter paz e serenidade para encarar tamanha tragédia ("Morte ao vivo", 3 de novembro).
Carlos Alberto Vila
São José do Rio Preto, SP  

No descompasso das recomendações feitas ao jogador Serginho, acrescento a errada atitude dele mesmo em substituir cafeína por achocolatado. Chocolate e café são substâncias do grupo das metilxantinas, ambas potentes causadoras de alteração no ritmo cardíaco em pessoas predispostas. Trocou seis por meia dúzia.
João Evangelista Teixeira Lima, médico
Por e-mail  

Angustiado, comecei a chorar quando vi a torcida gritar o nome de Serginho. Momentos tenebrosos ocorreram no estádio, mas logo pude ver o amor, a união e a paz que há entre as torcidas em situações iguais a essa. Orações e rezas foram feitas por todos os brasileiros, mas nada pôde evitar a dor da morte.
William Eduardo Bendinelli
Por e-mail

Com muita felicidade, a revista VEJA cita que há muito a esclarecer neste caso. Nenhum médico brasileiro de boa formação deixaria o jogador de futebol trabalhar com simples arritmia, por mínima que fosse. Tenho vários casos de patologias semelhantes em pacientes que não são jogadores de futebol, mas trabalhadores em conservação predial e motoristas, afastados por esse motivo. A imprensa deve observar o resultado das investigações e principalmente as conclusões dos conselhos Regional e Federal de Medicina.
Ricardo Augusto do Carmo Salgueiro Médico
Cotia, SP

 

Roberto Carlos

Queremos parabenizar a revista VEJA pela excelente reportagem com o cantor Roberto Carlos a respeito da sua experiência como portador do transtorno obsessivo-compulsivo ("Vou me curar", 3 de novembro). Todos os termos relacionados ao transtorno e seu tratamento são usados corretamente e na medida certa. A divulgação de conceitos corretos e a orientação sobre a procura de ajuda para os portadores desse terrível transtorno são extremamente importantes. O respeitado e admirado artista mostra que mesmo as pessoas mais bem informadas podem ficar sofrendo por anos, até receber o diagnóstico e o tratamento adequados. Precisamos de indivíduos corajosos como ele, que se disponham a enfrentar estigmas ainda remanescentes em nossa cultura, e veículos sérios como VEJA para levar informações importantes como essa à população.
Roseli Gedanke Shavitt
Médica psiquiatra
Associação Brasileira dos Portadores do Transtorno Obsessivo-Compulsivo e da Síndrome de Tourette
Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP
São Paulo, SP

Como especialista em saúde mental, cumprimento VEJA pelo excelente depoimento do rei Roberto Carlos. Muito sensível e humano, capaz de quebrar alguns estereótipos e preconceitos absurdos ainda existentes na área de saúde mental, impeditivos da restituição integral da qualidade de vida das pessoas e de seus familiares, que sofrem com transtornos mentais por décadas, isolados e marginalizados. O papel social exercido pela revista VEJA vai ter grande impacto, no sentido de encorajar a procura de tratamentos eficazes e com comprovação científica. Tal exemplo deve ser seguido por outros órgãos de imprensa.
Joel Rennó Jr.
Coordenador-geral do Pró-Mulher -- Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher
Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
Faculdade de Medicina da USP
São Paulo, SP

 

André Petry

Temo que a Assembléia do Rio venha a aprovar tal projeto, que visa a criar o serviço de atendimento psicológico para "homossexuais que queiram voltar à heterossexualidade" voluntariamente. Esse tipo ridículo de idéia aumenta o preconceito. Sem mencionar que pode dar "asas" à imaginação de certas cabecinhas que não têm o que fazer nas casas legislativas de nosso país ("Eis uma conspiração", 3 de novembro).
Josean Rego
Boa Vista, RR

 

Microsoft

A Microsoft reafirma que o governo é um cliente importante, mas as vendas para municípios, Estados e federação, somadas, representaram apenas 6% dos negócios gerados no ano fiscal de 2003. A Microsoft possui clientes na iniciativa privada que individualmente representam maior faturamento que o governo todo.
Lisa Polloni
Diretora de relações institucionais Microsoft Brasil

 

CORREÇÕES: O jogador de beisebol Manny Ramírez é rebatedor, e não arremessador ("O Corinthians do beisebol", 3 de novembro). Na foto publicada na página 60 da edição 1.877 ("Quando aquele dia chega", 27 de outubro) aparecem Camila Castro de Toledo (à esquerda) e Fernanda Campi Sophia (à direita).

 

 

AS SINFONIAS DE MOZART

Os leitores Marina Quintas Panizza, Olga Weinheber, Cristiano Dartsch, Milton Ribeiro e Saulo Krieger escreveram para a redação corrigindo o número de sinfonias atribuídas ao compositor Mozart na reportagem "As novas fronteiras da inteligência" (27 de outubro). "Na verdade, Mozart compôs 41 sinfonias e 27 concertos para piano", escreveu Saulo Krieger, de São Paulo. "São 41 as sinfonias de Mozart. E poderiam ser muitas menos, dadas a qualidade, a complexidade e a riqueza de novos horizontes que ali se deixam entrever", disse Milton Ribeiro. Segundo a enciclopédia on-line Britannica, o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) compôs 56 sinfonias, algumas delas adaptadas de aberturas e serenatas, 21 concertos para piano, 26 peças para quarteto de cordas e dezenove sonatas para piano, além de óperas.

 

POLONESA E BRASILEIRA

A respeito do ensaio "Sobre Nobel, beatos e gays" (20 de outubro), o leitor Alberto Gleidison Farias escreveu à redação para dizer que "a freira Maria Zita Gradowska, que teria rezado ao imperador Carlos I por causa de um problema nas pernas e acordado curada no dia seguinte, era polonesa e não brasileira". A missionária vicentina Maria Zita Gradowska nasceu em 1894, na Polônia, e morreu em 1989, em Curitiba. Consagrada filha da Caridade de São Vicente de Paulo, em 1919, ela chegou ao Brasil em 1927, onde se dedicou ao trabalho nas comunidades carentes do Paraná. No ano seguinte à sua morte, a Arquidiocese de Curitiba enviou ao Vaticano o relato do que teria sido o milagre de Carlos I. Na reportagem "Santo Habsburgo" (6 de outubro), VEJA informou sobre a beatificação do monarca.

 
 
 
 
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