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Edição 1 721 - 10 de outubro de 2001
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"VEJA foi corajosa ao apontar os que querem transformar a América de vítima em culpada dos ataques que sofreu."
Carlos Dunham
Rio de Janeiro, RJ

Vírus antiamericano

Finalmente um artigo inteligente, que diz exatamente aquilo que a esmagadora maioria de brasileiros residentes nos Estados Unidos gostaria de ter dito ("O vírus anti-EUA", 3 de outubro). Não há causa, razão nem estratégia política nesta vida que justifique o terrorismo perpetrado não só contra os EUA, mas contra toda a civilização. A todas essas pessoas, a reportagem de VEJA foi uma digna resposta à altura.
Ana Somers Austin,
Texas, EUA

Depois de ver tanta ignorância e inveja vomitada por velhas raposas da esquerda e da direita tive receio de ser o único a me revoltar contra tal atitude. Confortou-me, portanto, saber que há gente sensata e justa, condenando o terrorismo. É preciso mesmo denunciar essa demagogia barata, que tenta transformar a vítima em culpada.
Diniz Esteves
Brasília, DF

De forma magistral e extremamente oportuna, a reportagem "O vírus anti-EUA" traduziu o teor das conversas que venho tendo desde o dia do ataque com pessoas que, querendo parecer cultas, falam como imbecis e, querendo se fazer de justas, falam com desumanidade. Não sou pró-EUA, mas acho que essa conversa é como aquela que culpa a mulher pelo estupro que sofre, por se vestir de forma "inadequada".
Paula Moreira Felix Costa
pfcosta@bol.com.br

Gostaria de demonstrar meu profundo contentamento pela maneira clara, honesta e sem rodeios como VEJA abordou o antiamericanismo. Mais uma vez a revista mostra por que é a mais importante do país. Enquanto isso, alguns órgãos de imprensa travestem seu preconceito ideológico de análises mesquinhas e pseudo-intelectuais. É por isso que continuo tendo de esperar o domingo para ler algo decente sobre os acontecimentos da semana. É um alívio para o cérebro saber que temos VEJA.
Carlos Gustavo Teixeira
São Paulo, SP

A reportagem veio em boa hora. No dia anterior, acabara de discutir mais uma vez com amigos que sustentavam a absurda tese de que os americanos são os verdadeiros culpados pela barbárie cometida contra seu povo. Pode parecer que não, mas essa postura irracional é bem mais comum do que se imagina.
Gisele Mendes de Carvalho
Maringá, PR

Discordo totalmente da revista VEJA, que qualifica as manifestações pela paz exercidas em todo o mundo como produto da manipulação por parte de pessoas mal-intencionadas, que abusam da ideologia e ingenuidade de pessoas desinformadas. Pessoalmente, se eu for obrigado a me posicionar entre o belicismo desenfreado americano e a insanidade fundamentalista afegã, escolho a paz.
Alex Pires de Camargo
alex.49@uol.com.br

Fiquei muito contente lendo a reportagem especial de VEJA, racional e equilibrada, sobre o antiamericanismo cego. Atualmente é tudo de que precisamos. A ingenuidade e o senso comum podem ser perigosos se estiverem travestidos de "verdade definitiva". Portanto, não sejamos complacentes com os bobinhos: pauladas de lucidez em sua cabeça oca!
Roselena Suely Pires
São Paulo, SP

Deixando de lado as tentativas de equacionar o sentimento de antiamericanismo que predomina em quase todos os povos do planeta, não podemos negar que os EUA lideram uma política econômica internacional, a qual se baseia na agiotagem e na corrupção de governos de nações pobres.
Luiz Carlos Paciullo
Santos, SP

As reportagens especiais têm sido esclarecedoras e nos têm levado a refletir sobre o que está ocorrendo. Bem oportuna a colocação "Os caipiras da América salvaram a refinada civilização européia do caos em três oportunidades – e em uma das ocasiões financiaram a reconstrução do continente". Vale ressaltar que os americanos não impõem com brutalidade seu modo de vida. Quem quiser alternativa à Disney pode ir aonde quiser, até mesmo ao Afeganistão.
José F. Franco
Curitiba, PR

 

O POLÊMICO PAUL JOHNSON


A entrevista com o historiador inglês Paul Johnson, colunista da revista The Spectator (Amarelas, 26 de setembro), provocou cartas inflamadas dos leitores. Amarildo Rezende Melo elogiou a "visão extraordinária desse homem sobre os grandes desafios que afligem a humanidade". Para José Borges, de Mato Grosso, "até que enfim uma mente consciente nos alerta para a eterna farsa dos injustiçados". Claudia Cavenaghi, de São José do Rio Preto, no interior paulista, criticou: "Dizer que todo o Islã é fundamentalista é o mesmo que dizer que todo cristão é caridoso". O pernambucano Eduardo de Assis Souza, do Recife, acha que "a entrevista mostrou um intelectual extremamente conservador e reacionário". Juliana Filus Coelho, de Curitiba, considera que "suas opiniões incitam ainda mais ódio entre judeus e muçulmanos". Cristhian dos Santos Camilo, de Brasília, concorda: "Evidentemente, o islamismo possui pontos de discordância com o modo de vida ocidental. Entretanto, atribuir ao primeiro todos os males da atualidade, isentando o Ocidente de qualquer responsabilidade, demonstra a cegueira conservadora de alguns intelectuais".



 
 
   
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