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"VEJA
foi corajosa ao apontar os que querem transformar a América
de vítima em culpada dos ataques que sofreu."
Carlos
Dunham
Rio de Janeiro, RJ
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Vírus
antiamericano
Finalmente
um artigo inteligente, que diz exatamente aquilo que a esmagadora maioria
de brasileiros residentes nos Estados Unidos gostaria de ter dito ("O
vírus anti-EUA", 3 de outubro). Não há causa, razão
nem estratégia política nesta vida que justifique o terrorismo
perpetrado não só contra os EUA, mas contra toda a civilização.
A todas essas pessoas, a reportagem de VEJA foi uma digna resposta à
altura.
Ana Somers Austin,
Texas, EUA
Depois de
ver tanta ignorância e inveja vomitada por velhas raposas da esquerda
e da direita tive receio de ser o único a me revoltar contra tal
atitude. Confortou-me, portanto, saber que há gente sensata e justa,
condenando o terrorismo. É preciso mesmo denunciar essa demagogia
barata, que tenta transformar a vítima em culpada.
Diniz Esteves
Brasília, DF
De forma
magistral e extremamente oportuna, a reportagem "O vírus anti-EUA"
traduziu o teor das conversas que venho tendo desde o dia do ataque com
pessoas que, querendo parecer cultas, falam como imbecis e, querendo se
fazer de justas, falam com desumanidade. Não sou pró-EUA,
mas acho que essa conversa é como aquela que culpa a mulher pelo
estupro que sofre, por se vestir de forma "inadequada".
Paula Moreira Felix Costa
pfcosta@bol.com.br
Gostaria
de demonstrar meu profundo contentamento pela maneira clara, honesta e
sem rodeios como VEJA abordou o antiamericanismo. Mais uma vez a revista
mostra por que é a mais importante do país. Enquanto isso,
alguns órgãos de imprensa travestem seu preconceito ideológico
de análises mesquinhas e pseudo-intelectuais. É por isso
que continuo tendo de esperar o domingo para ler algo decente sobre os
acontecimentos da semana. É um alívio para o cérebro
saber que temos VEJA.
Carlos Gustavo Teixeira
São Paulo, SP
A reportagem
veio em boa hora. No dia anterior, acabara de discutir mais uma vez com
amigos que sustentavam a absurda tese de que os americanos são
os verdadeiros culpados pela barbárie cometida contra seu povo.
Pode parecer que não, mas essa postura irracional é bem
mais comum do que se imagina.
Gisele Mendes de Carvalho
Maringá, PR
Discordo
totalmente da revista VEJA, que qualifica as manifestações
pela paz exercidas em todo o mundo como produto da manipulação
por parte de pessoas mal-intencionadas, que abusam da ideologia e ingenuidade
de pessoas desinformadas. Pessoalmente, se eu for obrigado a me posicionar
entre o belicismo desenfreado americano e a insanidade fundamentalista
afegã, escolho a paz.
Alex Pires de Camargo
alex.49@uol.com.br
Fiquei muito
contente lendo a reportagem especial de VEJA, racional e equilibrada,
sobre o antiamericanismo cego. Atualmente é tudo de que precisamos.
A ingenuidade e o senso comum podem ser perigosos se estiverem travestidos
de "verdade definitiva". Portanto, não sejamos complacentes com
os bobinhos: pauladas de lucidez em sua cabeça oca!
Roselena Suely Pires
São Paulo, SP
Deixando
de lado as tentativas de equacionar o sentimento de antiamericanismo que
predomina em quase todos os povos do planeta, não podemos negar
que os EUA lideram uma política econômica internacional,
a qual se baseia na agiotagem e na corrupção de governos
de nações pobres.
Luiz Carlos Paciullo
Santos, SP
As reportagens
especiais têm sido esclarecedoras e nos têm levado a refletir
sobre o que está ocorrendo. Bem oportuna a colocação
"Os caipiras da América salvaram a refinada civilização
européia do caos em três oportunidades e em uma das
ocasiões financiaram a reconstrução do continente".
Vale ressaltar que os americanos não impõem com brutalidade
seu modo de vida. Quem quiser alternativa à Disney pode ir aonde
quiser, até mesmo ao Afeganistão.
José F. Franco
Curitiba, PR
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O
POLÊMICO PAUL JOHNSON
A
entrevista com o historiador inglês Paul
Johnson, colunista da revista The Spectator
(Amarelas, 26 de setembro), provocou cartas inflamadas dos leitores.
Amarildo Rezende Melo elogiou a "visão extraordinária
desse homem sobre os grandes desafios que afligem a humanidade".
Para José Borges, de Mato Grosso, "até que enfim uma
mente consciente nos alerta para a eterna farsa dos injustiçados".
Claudia Cavenaghi, de São José do Rio Preto, no interior
paulista, criticou: "Dizer que todo o Islã é fundamentalista
é o mesmo que dizer que todo cristão é caridoso".
O pernambucano Eduardo de Assis Souza, do Recife, acha que "a entrevista
mostrou um intelectual extremamente conservador e reacionário".
Juliana Filus Coelho, de Curitiba, considera que "suas opiniões
incitam ainda mais ódio entre judeus e muçulmanos".
Cristhian dos Santos Camilo, de Brasília, concorda: "Evidentemente,
o islamismo possui pontos de discordância com o modo de vida
ocidental. Entretanto, atribuir ao primeiro todos os males da atualidade,
isentando o Ocidente de qualquer responsabilidade, demonstra a cegueira
conservadora de alguns intelectuais".
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