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Televisão Atroz
demais Deborah Secco vira estátua
em América. Ninguém merece  Marcelo
Marthe
Divulgação
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infeliz Sol: "Quieta, o.k.?" |
Na
semana passada, Deborah Secco conquistou o direito de não mais ser criticada
por seu desempenho em América, da Rede Globo. Nunca uma atriz foi
submetida a tantas situações vexatórias numa novela brasileira.
No capítulo de quarta-feira, Sol, sua personagem, arrumou um emprego de
estátua viva. Paramentada como a Estátua da Liberdade, ela postou-se
em frente a um bar de Miami. Com uma tocha numa mão e um cardápio
na outra, seguiu à risca a ordem do empregador: "Fique quieta, o.k.?".
Nem a súbita aparição de seu amado, o matuto Tião,
aos beijos com a sirigaita interpretada por Gabriela Duarte, fez com que ela desmanchasse
a pose. Só um filete de lágrimas correu por suas bochechas alvas
e então um toró despencou sobre ela. No começo da
novela, Sol foi acondicionada no porta-luvas de um carro, quando tentava cruzar
a fronteira americana ilegalmente. Mais tarde, a despacharam num caixote para
a sala do desavisado Ed (Caco Ciocler) que primeiro se assustou e depois
se apaixonou ao vê-la pular lá de dentro. Então fica combinado:
ninguém mais reclama da dicção rascante nem da maneira inconvincente
como Deborah tenta exprimir as dores de Sol. O ridículo a que a submetem
é atroz demais. Ninguém merece.
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