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À
prova de crise
A Nestlé recebe o prêmio de
Empresa do Ano
no ranking Melhores
e Maiores da revista Exame
Ricardo Benichio
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| Malan,
Alckmin, FHC e Civita,
na premiação de Exame: alerta para a necessidade
de reformas no país |
O
ano de 2001 foi sem dúvida um dos mais difíceis para a saúde
financeira de países e empresas. Os ataques terroristas aos Estados
Unidos, a desaceleração econômica global que se seguiu,
a crise de energia e a desvalorização do real no Brasil
abalaram a confiança dos investidores. As dívidas em dólares
das empresas aumentaram muito, e os lucros caíram. Uma pesquisa
da revista Exame mostra que as 500 maiores companhias brasileiras
venderam 5,8% mais que em 2000, mas lucraram 56,6% menos devido às
adversidades conjunturais. Também em 2001, as dívidas das
empresas cresceram 8,6%. Apesar de todas as dificuldades, muitas companhias
brasileiras conseguiram ótimos resultados. É o caso da Nestlé,
a indústria de alimentos de origem suíça, que conquistou
na semana passada o título de Empresa do Ano concedido por Exame,
na 29ª edição do prêmio Melhores e Maiores.
O grupo, que no ano passado faturou 5,7 bilhões de reais e registrou
um aumento de rentabilidade de 25%, conseguiu elevar sua participação
no mercado em 85% das áreas em que atua. Também em 2001
superou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas um recorde
para a empresa e realizou investimentos de mais de 1,7 bilhão
de reais. Parte desses recursos foi utilizada em aquisições
como a da Garoto, que permitiu à Nestlé desbancar a Lacta
na liderança do mercado de chocolates. "Nossa meta é aumentar
o faturamento para 6,5 bilhões de reais em 2002 e atingir 10 bilhões
de reais daqui a quatro anos", disse Ivan Zurita, presidente da empresa.
Alvaro Mota
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| Zurita,
da Nestlé: meta é dobrar o faturamento até 2006 |
"Há oito anos, graças especialmente ao presidente e ao ministro
que estão conosco nesta noite, começamos uma longa caminhada
na direção de um futuro melhor", disse Roberto Civita, presidente
do Grupo Abril, ao recepcionar o presidente Fernando Henrique Cardoso
e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, na cerimônia de entrega do
prêmio Melhores e Maiores. Civita lembrou a necessidade de levar
adiante as reformas, de modo a consolidar os ganhos da era FHC e permitir
ao Brasil alcançar o desenvolvimento auto-sustentável. Fernando
Henrique Cardoso aproveitou a oportunidade para revelar que pretende,
até o final de seu mandato, acabar com alguns impostos em cascata
que tanto dano ocasionam à economia e cuja erradicação
é reivindicada há anos pelos empresários brasileiros.
FHC defendeu a aceleração das reformas que ainda precisam
ser feitas e disse que o atraso em sua aprovação foi um
dos motivos que levaram o governo a buscar, recentemente, a ajuda do Fundo
Monetário Internacional.
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