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De onde eles vieram
De origem
humilde, todos
enfrentaram dificuldades até
se tornarem estrelas milionárias
Daniel Hessel
Teich
Arquivo pessoal
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Eugenio Savio
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Estado de Minas
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Ronaldo
ainda menino (acima, à esq.): para jogar bola e morar
no alojamento do Cruzeiro (acima) precisou de um registro de
trabalho numa metalúrgica |

Veja também |
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Os jogadores
da seleção brasileira têm uma trajetória comum.
São brasileiros excepcionais que saíram de uma infância
quase sempre muito pobre e se tornaram, além de ídolos,
donos de uma fortuna surpreendente. Cafu, o capitão da seleção,
morava num bairro miserável da periferia de São Paulo, o
Jardim Irene. De seus amigos de pelada, dois foram mortos pela polícia
e um terceiro, que era vigilante, por bandidos. Quatro estão presos
por roubo e um outro, motoboy de profissão, foi assassinado quando
tentava evitar que roubassem sua motocicleta. Hoje no Roma, Cafu ganha
1,8 milhão de dólares por ano. Há dez anos, Rivaldo
vendia doces no Recife e criava galos de rinha para ajudar no sustento
da família. Como jogador do Barcelona, recebe 6,5 milhões
de dólares por ano. Gilberto Silva tinha um salário mensal
de 117,30 reais numa fábrica de caramelos em Lagoa da Prata, cidade
mineira onde nasceu. Ganha agora 400 vezes mais no Atlético Mineiro
e, com o prestígio de um pentacampeão mundial, vislumbra
um rendimento de 100.000 dólares por
mês no futebol europeu.
AP
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| O
craque e a taça do penta: horas extras de treino para aprender a cabecear
|
RONALDO LUIZ
NAZÁRIO DE LIMA
Idade: 25 anos
Local onde nasceu: um bairro pobre do Rio de Janeiro
Salário: 500 000 dólares por mês
A vida antes de ser jogador: joga futebol desde os 13 anos. O
pai era cartógrafo e a mãe trabalhava em uma lanchonete
O que já comprou com o dinheiro que ganhou no futebol: dois
apartamentos na Barra da Tijuca (RJ); dois BMW, uma caminhonete Pajero
e outra Grand Cherokee, um Audi e uma Ferrari; um sítio em
Vargem Grande (RJ)
Obras sociais que patrocina ou de que participa: doações
a instituições de caridade
Estado civil: casado, tem um filho
Escolaridade: não terminou o ensino médio
Onde joga e vive hoje: Internazionale. Mora em Milão, Itália |
No passado, o esporte também oferecia aos craques grande ascensão
social. Mas nada que lembre os padrões financeiros de agora. As
exigências da profissão são também muito maiores.
O futebol se transformou num negócio global. O horizonte do esporte
no Brasil se ampliou nesse período. Antes de mais nada, porque
há mais dinheiro na jogada. Só a Nike gasta 1,5 milhão
de dólares por ano com o patrocínio de Ronaldo Nazário.
Os patrocinadores não querem apenas bons resultados dentro de campo,
mas igualmente uma imagem impecável na vida pessoal. A busca de
novos talentos pelos clubes é o primeiro passo para a produção
do atleta que será vendido ao futebol europeu por preço
de astro de Hollywood. Para vencer nos gramados estrangeiros, o brasileiro
tem de estar preparado para um desgaste maior durante uma partida
européia corre-se 40% mais que no Brasil. É fundamental
uma estrutura muscular robusta. Trinta anos atrás, quando Pelé,
Tostão e Jairzinho conquistaram o tri, os exercícios eram
basicamente coletivos. Uma coreografia única imposta a todos os
jogadores, fosse qual fosse o tipo físico ou a posição
em campo. O sucesso agora implica submeter-se a uma máquina de
preparo físico que transforma meninos magricelas em superatletas.
Além de talento e criatividade, o craque precisa ter excelente
preparo físico e altas doses de obstinação e disciplina.
Na década
de 70, os jogadores corriam de 3 a 5 quilômetros a cada partida.
Agora, corre-se em média de 9 a 12. "Em 1962, Pelé era considerado
excepcional pela musculatura que tinha. Se entrasse em campo hoje não
seria sequer notado", diz o médico paulista Victor Matsudo, especialista
em medicina esportiva. Desde aquela época, o treinamento de força
física aumentou em 300%. O volume de treino aeróbico dos
jogadores cresceu 80%. Eles dedicam pelo menos duas horas diárias
aos exercícios, entre atividades aeróbicas e de musculação.
Os jogadores agora são mais magros, mais altos, mais resistentes
e mais fortes. Enquanto a estatura média hoje é de 1,81
metro, no início da década de 70 era de 1,74 metro. O excesso
de competitividade reduz a longevidade atlética dos jogadores.
Nas condições atuais, o desempenho se mantém bom
por seis a oito anos. Depois desse período, o jogador acaba sendo
substituído por novos talentos que o superem em vigor físico.
Quando não havia essa pressão, uma carreira no futebol podia
durar 25 anos, como aconteceu com Nilton Santos ou Pelé.
Arquivo pessoal
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Claudio Rossi
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| O
menino Cafu com a família e os pais hoje, na casa num condomínio
elegante: sem esquecer o Jardim Irene |
A garotada
brasileira chega aos clubes com bom domínio de bola, mas com deficiências
alimentares, dentes cariados e baixíssima escolaridade. Os clubes
cuidam de melhorar a alimentação, providenciam tratamento
dentário e até insistem para que estudem. Existem coisas,
porém, que são inteiramente pessoais: talento com a bola,
o que é relativamente fácil de encontrar no Brasil, e determinação
e disciplina, que só os melhores têm. "Os jogadores de hoje
aposentaram a imagem do craque indisciplinado, do gênio incontrolável,
pouco profissional e cheio de regalias", diz o fisiologista Turibio Leite
de Barros, professor da Universidade Federal de São Paulo. O vício
do fumo, as escapadas da concentração e as noitadas em boates
são liberdades impensáveis na atual geração
de craques.
Reuters
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| O
capitão da seleção na chegada: consagração e mansão na praia |
MARCOS EVANGELISTA
DE MORAES (CAFU)
Idade: 32
anos
Local onde nasceu: Jardim
Irene, periferia de São Paulo
Salário: 150
000 dólares por mês
Vida antes de ser jogador: joga
futebol desde os 13 anos. O pai era pintor e a mãe, empregada
doméstica
O que já comprou com o dinheiro que ganhou: duas
casas no condomínio Alphaville, em São Paulo, uma Ferrari
e uma casa em um condomínio de Bertioga
Obras sociais que patrocina: criou
a Fundação Cafu para ajudar crianças carentes
Estado
civil: casado,
tem três filhos
Escolaridade: ensino
fundamental completo
Onde joga e vive hoje: Roma.
Mora na capital italiana |
Há
um conceito comum na sociologia brasileira segundo o qual os únicos
meios fortes de ascensão social dos pobres, sobretudo os de pele
mais escura, são o futebol, a música e o narcotráfico.
A chance de um brasileiro com idade entre 20 e 32 anos chegar ao cargo
de capitão da seleção brasileira é de 1 para
17 milhões. É bem mais fácil, por exemplo, ganhar
no concurso da Supersena, cuja probabilidade de vitória é
de 1 para 12 milhões. A carreira de um jogador de futebol começa
pelas peneiras, o processo de seleção de jovens talentos
dos grandes clubes. No Corinthians, de cada 5.000
adolescentes são selecionados quarenta, dos quais apenas três
se tornarão profissionais. No Flamengo, dos 25.000
que tentam a cada ano, 250 passam para a fase de treinos e dez viram de
fato jogadores. O processo depende bastante de persistência. Cafu
foi recusado doze vezes nas peneiras dos grandes clubes paulistas. Ronaldo,
o Fenômeno, foi barrado no Flamengo. Rivaldo foi dispensado pelo
técnico de juniores do Santa Cruz, do Recife.
Arquivo pessoal
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Antonio Milena
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| Chuteira
era um luxo na infância rural do futuro goleiro. Na foto à
direita, os pais em frente à casa da família |
Reuters
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| Marcos
aprendeu a jogar no gol por imposição dos irmãos:
eles temiam que ele se machucasse nas divididas |
MARCOS ROBERTO SILVEIRA REIS
Idade: 28 anos
Local onde nasceu: Oriente, interior de São Paulo
Salário: 60 000 reais
Vida antes de ser jogador: trabalhou em uma usina de açúcar.
O pai é lavrador e a mãe, dona-de-casa
O que já comprou com o dinheiro que ganhou: um apartamento
de 500 metros quadrados em São Paulo, um BMW, duas caminhonetes,
uma fazenda
Obras sociais de que participa: Faz doações a instituições
de caridade
Estado civil: solteiro
Escolaridade: não terminou o ensino médio
Onde joga e vive hoje: Palmeiras. Mora em São Paulo |
Na família
de Denilson há casos de gente que não passou pela peneira.
Dois primos, que a parentela jura serem tão bons de bola quanto
o atacante do Real Betis, são hoje motoristas de lotação.
Se não tivesse sido descoberto por um olheiro do São Paulo
aos 13 anos, Denilson provavelmente estaria na mesma situação.
Ele passou a morar no clube de segunda a sexta-feira. Treinava seis horas
por dia. Quando os outros iam para o chuveiro, ficava sozinho no campo
por mais meia hora, ensaiando dribles e embaixadas. Com 16 anos, assinou
seu primeiro contrato, com um salário de 700 reais. Era quase a
soma dos vencimentos do pai operário e da mãe empregada
doméstica. Com o dinheiro ajudou a reformar a casa em que a família
vivia em Diadema, na Grande São Paulo. Logo que começou
a ganhar dinheiro de verdade, realizou um sonho da mãe: revestiu
a casa toda de mármore pisos e paredes. "Eu sempre limpava
o mármore da casa das patroas e só imaginava o dia em que
ia ter isso na minha", diz a mãe, Amélia de Oliveira, que
atualmente mora com o filho em Sevilha, na Espanha. O salário mensal
de Denilson é hoje 910 vezes maior que a renda per capita de Diadema,
cidade onde nasceu.
Arquivo pessoal
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| Rivaldo
no Santa Cruz: para almoçar, foi morar no clube |
Milionários
e morando, a maioria, no exterior, os astros brasileiros continuam ligados
aos antigos vizinhos nos bairros pobres onde começaram a vida.
Filho de um pintor da prefeitura, Cafu é o quarto de seis irmãos.
Apesar do salário apertado, a família morava num sobrado
de quatro quartos cuja qualidade se destacava no Jardim Irene, como é
chamado o conjunto de quatro ruas e algumas vielas encravado no Capão
Redondo, o segundo distrito mais violento da capital paulista. O campinho
onde o craque treinou seus primeiros dribles fica encostado no Córrego
Pirajussara, que recebe o esgoto clandestino das casas da região.
Por esse motivo, a via em frente ao campo foi batizada de "Rua da Bosta".
A família deixou o bairro em 1991, quando Cafu começou a
ganhar dinheiro, e hoje vive em mansão num condomínio elegante.
Mas ele patrocina no Jardim Irene a construção da Fundação
Cafu, cujo objetivo é dar reforço escolar e aulas de esportes
a 250 crianças por dia.
AFP
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| Rivaldo
com a taça: famoso, mandou asfaltar o caminho para a casa dos
pais |
RIVALDO VÍTOR
BORBA FERREIRA
Idade: 30 anos
Local onde nasceu: Paulista, na Grande Recife (PE)
Salário: 541 000 dólares por mês
Vida antes de ser jogador: filho de um contínuo da prefeitura
do Recife e de uma dona-de-casa. Vendeu doces e treinou galos de briga
O que já comprou com o dinheiro que ganhou: tem uma casa
em Moji Mirim (SP), um apartamento de 2,8 milhões de reais
na Praia de Boa Viagem (PE). Anda de Mercedes, depois de ter vendido
uma Ferrari
Obras sociais que patrocina ou de que participa: construiu uma
escola dirigida pela irmã, na periferia de Paulista, que atende
300 crianças por preços subsidiados
Estado civil: casado, tem um casal de filhos
Escolaridade: ensino médio
Onde joga e vive hoje: Barcelona, Espanha |
Rivaldo mandou asfaltar com dinheiro do próprio bolso seis ruas
no acesso à casa dos pais, num conjunto de residências populares
construído pela Cohab, na década de 70, em Paulista, no
Grande Recife. A infância de Ronaldo, o artilheiro da Copa, não
foi miserável. Mas a pobreza esteve sempre presente na casa de
sua família em Bento Ribeiro, um subúrbio do Rio de Janeiro.
Seu pai, atualmente separado da mulher, viveu uma fase difícil,
enfrentando problemas com álcool, hoje superados. Tinha 13 anos
quando um olheiro notou seus dribles e levou-o para o São Cristóvão.
Dois anos depois foi para o Cruzeiro, em Belo Horizonte. A pouca idade
criou um problema legal, pois só poderia jogar se estivesse estudando
ou trabalhando. A solução foi um registro fajuto na carteira
de trabalho como auxiliar de torneiro mecânico na empresa de um
cartola. Incomodado com a imagem daquele garoto tão dentuço,
um dentista se dispôs a corrigir de graça seus dentes. O
resultado é o sorriso impecável do atleta. O jogador de
500.000 dólares por mês dormia
em beliche na concentração do Cruzeiro. Rivaldo também
tinha uma cama na concentração do Santa Cruz, junto com
os atletas de fora da cidade, com isso poupava o dinheiro da passagem
de ônibus e comia melhor. Deitado no beliche, ele escrevia no teto,
com insistência, que seria o melhor jogador do mundo. Foi mesmo
escolhido o melhor da Fifa, em 1999.
Filho de
um lavrador muito pobre do interior de Minas Gerais, Gilberto Silva alternou
tentativas de vencer no futebol com trabalhos de servente de pedreiro
e operário em fábrica. Só em 1996, aos 20 anos, conseguiu
se firmar no América. O goleiro Marcos também tem origem
rural. É filho de um agricultor e se criou num sítio nos
arredores de Oriente, cidade de 5.800 habitantes
a 472 quilômetros de São Paulo. Era o caçula de seis
filhos e desde pequeno jogava futebol descalço com os irmãos
no sítio. Queria atuar no meio de campo, mas os irmãos não
deixavam, com medo de que se machucasse. Nasceu ali um goleirão.
Aos 17 anos, passou no teste de seleção para os juniores
do Palmeiras. Tornou-se titular há quatro anos. Seu salário
inicial de aproximadamente 2.000 reais saltou
para os atuais 60.000 reais. Há dois
anos, comprou todas as terras em torno do sítio do pai, formando
uma fazenda de 86 hectares e 300 cabeças de gado.
Arquivo pessoal
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Antonio Milena
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| Denilson
com a mãe e a família hoje, na casa nova: descoberto
aos 13 anos |
AFP
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| Denilson
na Copa: treino duro na adolescência |
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DENILSON DE OLIVEIRA
Idade: 24 anos
Local onde nasceu: Diadema, Grande São Paulo
Salário: 250 000 dólares por mês
Vida antes de ser jogador: treina desde os 13 anos. Morava no
alojamento do São Paulo FC. A mãe era empregada doméstica
e o pai, operário
O que já comprou com o dinheiro que ganhou: construiu
uma casa em Diadema e outra em São Bernardo do Campo, tem
cerca de vinte apartamentos
Obras sociais de que participa: Orfanato Lar-Escola Pequeno
Leão
Estado civil: solteiro
Escolaridade: estudou até a 6ª série do ensino
fundamental
Onde joga e vive hoje: Real Betis, de Sevilha. Mora na mesma
cidade
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O dinheiro do futebol fez diferença na infância de Ronaldo
de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho, que hoje joga no Paris Saint-Germain
e ganha 300.000 dólares por mês.
Mas foi o irmão Assis, onze anos mais velho e hoje atleta na França,
o primeiro a fazer sucesso. Ele tirou a família da Vila Nova, um
dos bairros mais pobres de Porto Alegre, e ajudou Ronaldinho a entrar
para a escolinha do Grêmio, aos 7 anos. Por ironia, o pai de Ronaldinho
morreu num acidente na piscina da casa que Assis ganhou como parte do
pagamento de seu contrato com o Grêmio. Quando escolhia os jogadores
que levaria para a Ásia, o técnico Luiz Felipe Scolari deu
atenção especial à capacidade de esforço,
perseverança e lealdade de cada um dos convocados. São traços
que, se acompanhados de talento, levam, na opinião do técnico,
ao sucesso. Como jogador, Scolari sempre foi ruim de bola. Foi zagueiro
do Caxias, entre 1973 e 1979. Mas um traço de sua personalidade
já se impunha. "Ele era capaz de impor respeito aos companheiros
e medo entre os atacantes adversários", relembra Carlos Froner,
técnico de Scolari no Caxias. "Os jogadores habilidosos gritavam
'lá vem o caminhão', toda vez que ele aparecia para dar
combate." Um técnico perfeito para aglutinar e pôr ordem
num time de atletas que jogam em clubes de vários países.
Não foi sem razão que esses brasileiros, tendo superado
tantos maus prognósticos na infância, demonstraram em campo
a disposição de campeões.
Zero Hora
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Jefferson Bernandes
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| O
zagueiro Scolari, no Caxias: ruim de bola e apelidado de "caminhão"
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O
técnico campeão: um aglutinador de talentos |
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LUIZ FELIPE SCOLARI
Idade: 53 anos
Local onde nasceu: Passo Fundo (RS)
Salário: 330 000 reais por mês
Vida antes de ser treinador: foi jogador de futebol, professor
de educação física e bedel de escola. O pai
era dono de um pequeno armazém no interior do Rio Grande
do Sul
O que já comprou com o dinheiro que ganhou: tem uma empresa
de construção, casa de veraneio em Gramado e um patrimônio
de 3 milhões de reais em apartamentos, terrenos e salas comerciais
em Canoas
Obras sociais de que participa: distribui cestas básicas
e ajuda entidades gaúchas
Estado civil: casado, tem dois filhos
Escolaridade: é formado em educação física
Onde trabalha e vive hoje: técnico da seleção
brasileira, mora em Canoas (RS)
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Com
reportagem de Dimas
Lopes, José Edward (Belo Horizonte),
Gabriela Carelli, Valéria França, Luís Henrique Amaral,
Raul Juste Lores, Rosana Zakabi (São Paulo),
Marcelo Carneiro, Silvia Rogar,
Ronaldo França (Rio de Janeiro), Sérgio Martins,
Arlete Lorini (Porto Alegre),
Silvia Elmor (Curitiba) e Leonardo Coutinho (Recife)
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