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Moda É o 11º,
na lista de maiores faturamentos da Forbes, mas
"Não é nem cota, nem obrigação. Por enquanto, é uma sugestão de que haja pelo menos 10% de negros, afrodescendentes ou indígenas nos desfiles", explica a promotora Deborah Kelly Affonso, do grupo de atuação especial de inclusão social do MP paulista, sobre o Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela empresa que administra a São Paulo Fashion Week, marcada para começar no dia 17. Nesse documento, que constitui uma espécie de promessa de bom comportamento vigiado, a empresa se compromete a recomendar às grifes que sigam a determinação e a posteriormente encaminhar vídeos comprovando o cumprimento ou justificativas cabíveis. "Se alguma grife quiser fazer um desfile temático sobre a Escandinávia e só usar modelos loiras de olhos azuis, tudo bem. Só precisa enviar essa justificativa", diz a promotora. Do alto do seu sucesso, Emanuela se manifesta a favor das cotas. "O Brasil é um país negro e falta uma mistura nas passarelas", afirma a exemplarmente misturada modelo, filha de mãe loira de olhos azuis (de origem holandesa), pai negro e avó descendente de índios. "Sempre fui tratada da mesma forma que as outras. Mas é comum ser a única ou uma das únicas negras nos desfiles", relata a modelo, que hoje está no catálogo da marca de lingerie Victorias Secret. No ano passado, estrelou o celebrado calendário da Pirelli. "Além de ser lindíssima, ela tem personalidade, estilo próprio e uma versatilidade incrível: funciona bem com roupa sofisticada, jeans ou lingerie", elogia o estilista Carlos Miele, que contratou Emanuela para sua última campanha. Na semana de moda de São Paulo, infelizmente, ela não estará disponível para o preenchimento da cota tem contrato de exclusividade com uma grande marca do varejo e não vai desfilar em nenhuma passarela.
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