Panorama
Holofote
Felipe Patury
É doce, mas
não é mole
Ricardo Lêdo/A Gazeta
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Oito grandes bancos informaram ao BNDES que seus empréstimos
ao setor sucroalcooleiro somam 30 bilhões de reais.
Essa exposição a um único ramo da economia
começou com a escalada do preço do petróleo
em 2007, que levou os bancos a facilitar créditos para
projetos envolvendo o álcool. No fim de 2008, o preço
do petróleo caiu e as usinas balançaram. Em
maio passado, os bancos pediram ajuda oficial. O BNDES diz
que não concederá novos financiamentos, mas
pode se associar a alguns usineiros. O banco governamental
apresentou um rol dos que pretende ajudar. Encabeça
a lista o grupo Caeté, do alagoano Carlos Lyra,
que perdeu 350 milhões de reais em derivativos em 2008.
O BNDES pode liberar 100 milhões de reais para o Caeté,
mas condiciona esses recursos ao fim das disputas entre os
filhos de Lyra, Robert e Elizabeth. Os herdeiros cogitam cindir
o grupo. O BNDES prefere a profissionalização
da gestão.
A ameaça de
Roriz
Sergio Lima/
Folha Imagem
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Joaquim Roriz ameaça deixar o PMDB se o diretório
do partido no Distrito Federal lhe negar a vaga de candidato
a governador no próximo ano. E isso está muito
perto de acontecer. Separado de uma parente de Roriz, seu
padrinho político, o presidente do PMDB local, Tadeu
Filipelli, pretende apoiar a reeleição do governador
José Roberto Arruda, do DEM. Roriz quer que a direção
nacional do PMDB intervenha no diretório de Brasília
para garantir sua vaga. Caso contrário, avisou, trocará
de legenda.
Lagostas e Bob Esponja
Joedson Alves/
Folha Imagem
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Depois das algazarras com ruralistas e colegas de Esplanada,
o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem mais
uma encrenca pela frente. O ministro da Pesca, Altemir Gregolin,
tenta aumentar o número de gaiolas de pesca de lagosta
das atuais 40 000 para 50 000. Minc é contra.
Motivo: os estudos técnicos do Ibama indicam que a
pesca da lagosta já chegou ao limite do sustentável.
Se for expandida, poderá erradicar o crustáceo
do litoral brasileiro, o que já começa a acontecer
com as sardinhas no Sul do país. Será que Minc
conseguirá bancar o Bob Esponja e absorver mais esse
golpe?
Preferiu ficar em
casa
Carol do Valle
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Depois de ser muito cortejado por outras editoras, o premiado
escritor Cristovão Tezza, autor de O
Filho Eterno, fechou contrato com a Record, que o lançou
ao estrelato. A editora comprou os direitos do próximo
romance de Tezza, Um Erro Emocional, e de um
livro de contos. Em ambos, o escritor vai explorar um personagem
feminino de nome Beatriz.
Pensão de 100 000
reais
Evelson de Freitas/AE
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A ex-mulher do empresário Flávio Maluf, filho
do deputado Paulo Maluf, não tem mais a maior pensão
judicial do Brasil. Há dez dias, Jacqueline Torres
aceitou reduzir a cerca de metade os 217 000 reais mensais
cobrados de seu ex-marido e que ele relutava em pagar.
O novo acordo celebrado na 2ª Vara da Família
de São Paulo reduziu o valor da pensão para
cerca de 100 000 reais. Ah, sim: Jacqueline poderá
chamar de seu o palacete no qual o casal morava, no bairro
paulistano do Morumbi. O imóvel está avaliado
em mais de 20 milhões de reais.
Alan Marques/Folha
Imagem
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Tristes trópicos
Sabe o que tanto
discutem o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros
(AL), e o senador Fernando Collor (PTB-AL) em
almoços reservados em Brasília? A candidatura
de Collor ao governo de Alagoas. Renan já prometeu
apoio ao seu mais novo melhor amigo. Em troca, requereu
a vaga de senador na chapa de Collor. E o que se fará
com o governador tucano Teotonio Vilela, que foi eleito
em 2006 com o empenho de Renan? Bom, Collor e Renan
discutem se cederão a segunda vaga de candidato
ao senado ao atual governador.
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