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Cidades Sinal
verde para as motonetas Econômicas e
imunes a congestionamentos, elas ganharam as ruas do país 
Cíntia Borsato
Lailson Santos  |
| A produtora Elen, com sua motoneta: as mulheres são grandes
compradoras | | As motonetas,
como são chamadas as scooters e motos de baixa cilindrada, caíram
no gosto dos brasileiros e ganharam as ruas. Elas custam menos de um terço
do valor de um carro popular, rodam até 40 quilômetros com 1 único
litro de gasolina, são fáceis de estacionar e contornam sem maiores
problemas os congestionamentos das grandes cidades. As vendas aumentaram 20% no
primeiro trimestre de 2006 e o Brasil já produz aproximadamente 200.000
unidades por ano, pouco menos da metade da produção da Itália,
país em que a scooter é tão típica quanto a pastasciutta.
A frota nacional, segundo a associação dos fabricantes, passa de
1 milhão de motonetas e tem crescido, nos últimos três anos,
a um ritmo maior do que o das motos tradicionais e o dos carros.
A gasolina cara é o maior combustível desse mercado. O personal
trainer Kemil Wehdy Filho, de 25 anos, era dono de um Corsa que não fazia
mais do que 10 quilômetros com 1 litro de gasolina. Depois de trocá-lo
por uma motoneta, pode circular mais do que o triplo da quilometragem com a mesma
quantidade. "Acho só um pouco mais perigoso do que o carro", diz ele. Até
alguns anos atrás, o público-alvo dos fabricantes eram os adolescentes.
Mas isso mudou. Inclusive porque, ao contrário do que muitos imaginam,
é necessário ter uma carteira de habilitação em motocicletas
para pilotar as motonetas. O grande filão é o público feminino.
De acordo com a Sundown, a principal montadora nacional, as mulheres respondem
por 60% de suas vendas. A Honda, líder do setor, acaba de lançar
dois modelos cujo desenho foi pensado para agradar especialmente a elas.
Um atrativo para as mulheres é o fato
de a maioria das motonetas produzidas no país ter câmbio automático
ou seja, não é preciso trocar marchas. O estilo também
conta, e muito, no caso delas. A produtora de vídeo Elen de Almeida Prado,
de 34 anos, enfrenta o trânsito sobre duas rodas desde que tirou a carteira
de motorista. Recentemente, optou por uma motoneta, por considerá-la mais
charmosa. "Queria um modelo mais delicado", diz ela. A estrada está aberta
para a geração das motogirls.
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