Edição 1955 . 10 de maio de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cidades
Sinal verde para
as motonetas

Econômicas e imunes a
congestionamentos, elas
ganharam as ruas do país


Cíntia Borsato


Lailson Santos
A produtora Elen, com sua motoneta: as mulheres são grandes compradoras
EXCLUSIVO ON-LINE
Outras imagens


As motonetas, como são chamadas as scooters e motos de baixa cilindrada, caíram no gosto dos brasileiros e ganharam as ruas. Elas custam menos de um terço do valor de um carro popular, rodam até 40 quilômetros com 1 único litro de gasolina, são fáceis de estacionar e contornam sem maiores problemas os congestionamentos das grandes cidades. As vendas aumentaram 20% no primeiro trimestre de 2006 e o Brasil já produz aproximadamente 200.000 unidades por ano, pouco menos da metade da produção da Itália, país em que a scooter é tão típica quanto a pastasciutta. A frota nacional, segundo a associação dos fabricantes, passa de 1 milhão de motonetas e tem crescido, nos últimos três anos, a um ritmo maior do que o das motos tradicionais e o dos carros.

A gasolina cara é o maior combustível desse mercado. O personal trainer Kemil Wehdy Filho, de 25 anos, era dono de um Corsa que não fazia mais do que 10 quilômetros com 1 litro de gasolina. Depois de trocá-lo por uma motoneta, pode circular mais do que o triplo da quilometragem com a mesma quantidade. "Acho só um pouco mais perigoso do que o carro", diz ele. Até alguns anos atrás, o público-alvo dos fabricantes eram os adolescentes. Mas isso mudou. Inclusive porque, ao contrário do que muitos imaginam, é necessário ter uma carteira de habilitação em motocicletas para pilotar as motonetas. O grande filão é o público feminino. De acordo com a Sundown, a principal montadora nacional, as mulheres respondem por 60% de suas vendas. A Honda, líder do setor, acaba de lançar dois modelos cujo desenho foi pensado para agradar especialmente a elas.

Um atrativo para as mulheres é o fato de a maioria das motonetas produzidas no país ter câmbio automático – ou seja, não é preciso trocar marchas. O estilo também conta, e muito, no caso delas. A produtora de vídeo Elen de Almeida Prado, de 34 anos, enfrenta o trânsito sobre duas rodas desde que tirou a carteira de motorista. Recentemente, optou por uma motoneta, por considerá-la mais charmosa. "Queria um modelo mais delicado", diz ela. A estrada está aberta para a geração das motogirls.


 
 
 
 
topovoltar