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Divertimento Game
para maiores Animadas com o sucesso do
Sudoku, empresas estão investindo em jogos de raciocínio
para adultos  Laura
Ming
Divulgação
 | | BRAIN
AGE (NINTENDO): exercícios
com números, imagens e palavras que "rejuvenescem" o cérebro |
Os pais tanto reclamaram que os fabricantes reagiram: a novidade no mundo dos
games são jogos que exercitam, além dos polegares, o raciocínio.
Essa é a parte boa. A ruim é que os maiores adeptos provavelmente
serão... os próprios pais. Reciclagem de antigas modalidades, os
jogos apelam para o público, digamos, adulto. Bem adulto. Sucesso no Japão,
onde 2 milhões de cópias foram comercializadas em um ano, e figurando
entre os dez jogos mais vendidos, o Brain Age: Train Your Brain in Minutes
a Day (Idade Cerebral: Exercite o Cérebro em Poucos Minutos por Dia)
acena com a promessa mirabolante de rejuvenescer a mente do usuário. Desenvolvido
pelo japonês Ryuta Kawashima, um campeão de vendas da área
genericamente chamada de exercício cerebral, em parceria com a Nintendo,
o Brain Age é um cartucho de videogame portátil que mistura
jogos de memória com questões de matemática e de literatura,
apresentadas e explicadas por um cientista virtual. Ao final da jornada, o jogador
tem não só o total de pontos como também a sua "idade cerebral"
(sendo vinte anos a mais almejada). Toshiyuki
Aizawa/Reuters
 | PRACTICAL
INTELLIGENCE (PLAYSTATION): 100
quebra-cabeças para medir a "inteligência prática" |
A idéia do Brain Age surgiu no ano passado, quando diretores da
Nintendo perceberam que ninguém de sua faixa etária jogava videogame,
mas quase todo mundo havia se rendido aos joguinhos de lógica do tipo do
Sudoku, o desafio de disposição numérica que virou mania
planetária. "Quando jogos como esse ganham popularidade, corremos para
encontrar um jeito de, através deles, ampliar nosso público", diz
a Nintendo, que já programa o lançamento de outros dois games de
raciocínio: o Big Brain Academy, que, além de testar diferentes
habilidades do jogador, vai compará-las à performance de celebridades
na área, e o Sudoku Grindmaster, versão adiantada do jogo
original. Na mesma linha, a Sony lançou para seu Playstation o PQ: Practical
Intelligence Quotient, cujo propósito é medir uma modalidade
utilitária de QI: utilizando cubos, em 100 quebra-cabeças, o jogador
tem de descobrir a melhor maneira de abrir caminhos e fugir de labirintos e de
raios laser. Os resultados podem ser publicados na internet e comparados com os
de outros jogadores. "Como recompensa, o PQ identifica um índice
de inteligência de verdade", diz Yoji Takenaka, vice-presidente da D3 Publisher
of America, que desenvolveu o jogo. Um terceiro game do gênero, o IQ
Academy, é exclusivo de aparelhos celulares. Quase todos eles chegaram
neste ano à Europa e aos Estados Unidos, e, nas últimas semanas,
importadores brasileiros começaram a receber as primeiras encomendas. Aos
interessados, um aviso: sendo em inglês, e utilizando freqüentemente
recursos de voz e de escrita, os jogos de raciocínio exigem pronúncia
excelente e grafias tipicamente americanas. Quem não se enquadra já
sai, de cara, com a inteligência prejudicada. |