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Cartas
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"Anthony Garotinho iniciou sua
campanha com tudo o que há
de mais podre na política."
Daniel Merege
Cerquilho, SP |
Anthony Garotinho
Merecem o nosso respeito aqueles
que produzem uma reportagem esclarecedora para a sociedade votante
deste país ("A face oculta de Garotinho", 3 de maio). Vamos
acabar com os populistas travestidos de bons garotinhos.
João Sandes Filho
Montes Claros, MG
O sentimento ao ver a capa de
VEJA da última semana foi de euforia, pois nós que
vivemos próximos do distrito eleitoral de Garotinho sabemos
das suas politicagens há algum tempo. Por isso a felicidade
ao saber que todos no Brasil agora têm conhecimento desses
fatos. O pré-candidado Garotinho é a representação
máxima do político que não queremos mais ver
no comando da nação.
Ronaldo Assis de Oliveira
Rio das Ostras, RJ
Sensacional a capa da edição
1 954. Entendo que o candidato "teflon" (em que nada adere) tem
escapado das acusações elencadas na reportagem utilizando-se
das ONGs (piratas) para pagar mensalões e assim adquirir
uma blindagem. Resta saber até quando o casal permanecerá
intocável. A esperança é que o "teflon" seja
de péssima qualidade, assim como seu governo.
Eduardo Valadares
Rio de Janeiro, RJ
Sou evangélico. A capa
de VEJA retrata corretamente o que sempre vi no senhor Garotinho
ou será Marotinho? e na sua esposa, a governadora
do estado do Rio de Janeiro. A Bíblia nos adverte
a respeito de pessoas como eles: "...se apresentam disfarçados
de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores".
Marcos Vieira de Souza
Belo Horizonte, MG
Esse Garotinho é muito
levado mesmo... Deixou a casa toda bagunçada, não
fez o dever de casa e agora está fazendo até greve
de fome. Cuidado que a "urna-sem-cabeça" vem te pegar, menino!
Geremias Estevão
Joinville, SC
A atitude patética de
Garotinho ao menos teve um lado inovador: mesmo tendo mordomias,
mimos e altos salários, foi possível ver um político
passando fome no Brasil.
Aurelio Minerbo
Barueri, SP
Ao se lançar pré-candidato
à Presidência pelo PMDB, um partido recheado de oportunistas,
Garotinho está encontrando uma grande resistência.
Os espertinhos que dominam o PMDB não querem repartir o território
com mais um espertalhão.
Wilson Gordon Parker
Nova Friburgo, RJ
Tenho a esclarecer que não
possuo feudo no governo do estado; não aceito comparação
com pessoas denunciadas no escândalo do mensalão como
chefes de quadrilha; não morei às expensas de ninguém,
já que pagava aluguel.
Eduardo Cunha
Deputado federal (PMDB-RJ)
Rio de Janeiro, RJ
Bolsa Família
Com relação à
reportagem sobre o programa Bolsa Família, do governo federal,
a revista mostrou exatamente o lado que faltava ser mostrado. É
muito bonito distribuir dinheiro público para famílias
pobres, muito embora os métodos de avaliação
de pobreza sejam questionáveis e pouco fiscalizados. Ainda
que fossem perfeitos os métodos e as avaliações,
isso não estimula que essas famílias continuem sem
buscar algo melhor pelo seu próprio esforço? Parece-me
uma forma legal de compra de votos com o dinheiro público.
Uma reforma tributária, e na legislação trabalhista,
que diminuísse a incrível taxa de até 102%
que uma empresa chega a recolher de impostos sobre o salário
de seu funcionário traria um benefício real à
economia do país, colocaria mais gente trabalhando, mas com
certeza não traria o benefício eleitoreiro do "Esmola
Família" ("A moeda eleitoral de Lula", 3 de maio).
Amaury de Athayde Junior
Curitiba, PR
É lamentável que,
em pleno século XXI, cidadãos brasileiros se conformem
com o Bolsa Família e, pior, achem bom. Mas essa esmola que
o governo está dando vem acabando com a auto-estima do cidadão.
Senhor presidente, lembre-se do ditado: não dê o peixe,
ensine a pescar. Se continuar assim, o senhor não terá
de onde tirar o peixe. Estamos no limite.
Adriane Alessi
Bento Gonçalves, RS
Na semana passada, tive oportunidade
de conversar com um jovem de 17 anos, morador de um dos bairros
mais carentes da cidade, sobre esses programas do governo. Ele me
contou que engravidou uma jovem após uma noitada. A garota,
grávida de quatro meses, está recebendo o Bolsa Escola,
também um programa de pão e leite da prefeitura, apesar
de não freqüentar a escola. Certamente virão
outros benefícios. Em tom de brincadeira, ele nos contou
que são muitos os casos semelhantes. Atualmente, ele está
tentado a engravidar outra jovem com quem está ficando. "O
governo toma conta", brinca. Quando ouvi aquilo, pus-me a pensar
no futuro do nosso país. Particularmente do Nordeste e da
Paraíba. Vergonha não se tem mais neste país.
Agora, o que nos resta, a não ser a indignação,
é uma resposta à altura nas urnas.
Wladimy Morais Farias
Campina Grande, PB
O sistema de acompanhamento da
freqüência escolar dos alunos beneficiários do
Bolsa Família mostra que cerca de 97% dos 10 milhões
de crianças entre 6 e 15 anos cumprem a exigência de
assistir a pelo menos 85% das aulas, conforme levantamento de outubro
e novembro de 2005. O governo não tem desprezado o controle
das exigências, mas aperfeiçoado o sistema de acompanhamento.
Nos dois últimos levantamentos foram apontados os motivos
que levam os alunos beneficiados a não ir à escola,
como violência doméstica, gravidez precoce e negligência
dos pais. Esses dados, com nomes e endereços das famílias,
foram encaminhados às prefeituras, aos conselhos tutelares
e ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda) para que providências sejam tomadas por essas instituições
e os alunos voltem à escola. Até janeiro de 2006,
45.000 famílias tiveram seus benefícios cancelados
por várias razões. O MDS também notificou,
por carta, 24.000 famílias cujas crianças não
estavam freqüentando a escola. Mais do que puni-las, o governo
trabalha para que elas voltem às aulas.
Roberta Caldo
Chefe da assessoria de imprensa
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Brasília, DF
Renato Mezan
A perspicaz análise de
Renato Mezan (Amarelas, 3 de maio) acerca da condição
da psicanálise na cultura e da pífia figura do presidente
Lula lembra Freud e um dos episódios do "folclore" psicanalítico.
Diz-se que, quando convidado a apresentar suas idéias aos
americanos, no início do século passado, Freud teria
afirmado: "Mal sabem eles que lhes trago a peste". Sabe-se que ele
jamais proferiu tal afirmação, apesar de ter intuído
as desvirtuações que seu pensamento sofreria em solo
americano. A metáfora da peste pode ser útil para
destacar esses dois pontos da entrevista do psicanalista paulista.
Os efeitos da impregnação da cultura ocidental pela
psicanálise, para o bem e para o mal, atestam sua radical
condição pestilenta, como demonstra Mezan. E, no tocante
aos brasileiros que insistem em continuar iludidos em relação
à condição messiânica do chefe da nação,
só resta torcer para que a peste que o patético Lula
e o PT alastraram não tenha o caráter de uma eterna
permanência.
Marinella Morgana de Mendonça Psicanalista
Belo Horizonte, MG
Excelente a entrevista com o
psicanalista Renato Mezan: objetiva, esclarecedora, concisa e transparente.
No entanto, quero dizer que, quando o entrevistado afirma, referindo-se
à psiquiatria, que "...em vez de apenas receitar remédios
que aliviam os sintomas", está equivocado, pois em inúmeros
casos clínicos os medicamentos psiquiátricos agem
diretamente nas causas orgânicas da doença mental,
não tendo simplesmente a finalidade de aliviar os sintomas
existentes. Concordo, no entanto, que a psicanálise tem ajudado
muito a psiquiatria clínica no entendimento da psicodinâmica
do paciente, sendo um excelente complemento no trabalho do psiquiatra.
Edson F. Nascimento
Psiquiatra e psicoterapeuta
Ribeirão Preto, SP
Fiquei duplamente satisfeito
em relação à entrevista com Renato Mezan nas
páginas amarelas: pela excelência do conteúdo
e pela elegância na forma de abordagem, além do fato
de valorizar minha tese de doutorado, em que coloco Freud como aquele
que intuiu a existência de neurotransmissores (que ele chamou
de "substâncias intermediárias"), em seu trabalho citado
por Mezan ("Projeto para uma psicologia científica", de 1895).
Wilson Daher
Psiquiatra e professor de história da medicina da Faculdade
de Medicina
São José do Rio Preto (SP)
Roberto Pompeu de Toledo
Enquanto lia o ensaio de Pompeu
"Os brasileiros uma nova interpretação" (3
de maio), ia imaginando a leitura do mesmo texto feita pelo presidente
do INSS, Valdir Moysés Simão. Imaginava a vergonha
e o constrangimento desse cidadão por haver dito tamanha
imbecilidade em relação ao atendimento no órgão
previdenciário do Brasil. Obrigado, Pompeu, por nos presentear
com mais esse ensaio. Realmente, essa turma do PT, paradoxalmente,
acaba nos auxiliando a ganhar presentes assim.
Dener Serafim Mattar
Passos, MG
Quando será que esses
apaniguados do Partido Transparente enxergarão o óbvio?
Senhor Valdir Moysés Simão, transmude-se em simples
usuário do INSS, dirija-se a um posto de atendimento e veja
se vossa senhoria divisará, nessas filas, mera "questão
cultural"! O atendimento deixa muito a desejar em todos os sentidos.
É muito simples: se não chegar cedo, não há
atendimento.
Geraldo Pereira de Barros
Barra Mansa, RJ
Ao chegar aos 71 anos de uma
vida pautada pelo "politicamente correto", desiludida com toda essa
baixaria da nossa classe política, devo dizer que Pompeu
foi mordazmente sutil, mas penso que a turma dos "40 mais seu comandante-em-chefe"
não terá o alcance suficiente para enfiar a carapuça.
É uma pena.
Anna Katharina H. Nader
Guarujá, SP
Esclareço que, na reportagem
veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo no último
dia 24, ao me referir à "questão cultural", em nenhum
momento quis transferir a responsabilidade das filas para o nosso
segurado. Na realidade, esse é um problema interno do INSS.
Desde o início do ano estamos implementando uma série
de ações para melhorar nosso atendimento.
Valdir Moysés Simão
Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social
Brasília, DF
Diogo Mainardi
Caro Diogo, estamos nós,
brasileiros honestos, perdendo a luta contra esse governo, ou, seria
melhor dizer, contra a quadrilha que se instalou em Brasília?
Diariamente escândalos são publicados e nada, nadinha
de concreto acontece. Ninguém é realmente punido,
ninguém vai para a cadeia e principalmente ninguém
perde o patrimônio que roubou à nação
("Pedi o impeachment de Lula", 3 de maio).
Maury Fonseca Bastos
Belo Horizonte, MG
Por muito menos Fernando Collor
foi banido do governo. O que impede o impeachment de Lula? É
muito estranho! Mesmo que o processo demore, um dia conseguiremos
banir, no mínimo por oito anos, a figura do sapo-cego-surdo
da política nacional.
José Luiz de Jesus Salgado
Rio de Janeiro, RJ
Claudio de Moura Castro
A reforma da educação
não depende de um setor, ou de alguns setores da sociedade,
mas de um comprometimento de todos. Quando você se propõe
a ensinar para valer, é barrado pelas atuais políticas
educacionais que mimam e emburrecem a população ("Precisamos
de uma crise", Ponto de vista, 26 de abril).
Cida Calistro, professora
Mongaguá, SP
Contexto
A liderança do Partido
Verde na Câmara dos Deputados informa que o deputado Vittorio
Medioli (PV-MG), injustamente colocado por VEJA na coluna Contexto
da edição 1954 ("Os ausentes nas votações
dos mensaleiros", 3 de maio) como um parlamentar que teria "fugido
mais vezes para não cassar os colegas", na realidade está
há semanas sob cuidados médicos intensivos em Belo
Horizonte, devido a enfermidade grave, conforme documentação
fornecida à Câmara para a devida licença médica.
Ao contrário do que diz a revista, o deputado não
fugiu de suas responsabilidades. Na verdade, ele gostaria muito
de ter estado presente a todas as sessões, para acompanhar
a orientação de sua bancada, que tem votado sistematicamente
pela cassação de parlamentares denunciados pelo Conselho
de Ética, inclusive abrindo o voto em plenário para
mostrar a cédula com o "sim".
João Arnolfo Carvalho
Assessor de imprensa da Liderança do PV
Brasília, DF
Justiça
Cumprimento VEJA pela reportagem
"É a copiadora, ministros!" (3 de maio), que nos alerta não
apenas sobre a morosidade dos processos judiciais e sua contribuição
para o clima de pizza e impunidade, mas também sobre as soluções
inteligentes e disponíveis para o problema, citando a reprografia
em quarenta cópias autenticadas. Porém, advirto que,
se fosse feita uma digitalização (com scanner) e assinatura
digital da cópia com certificado ICP Brasil, já amplamente
utilizada pelo governo, o custo seria ainda quarenta vezes menor,
e seus benefícios, ampliados.
André Lemos
Belo Horizonte, MG
Outra solução bem
factível e econômica seria digitalizar as 5.000 páginas
do processo e gravá-las em um DVD-ROM. Por esse procedimento,
o custo, excluindo a mão-de-obra, que existiria em qualquer
um dos casos seria de somente 5 reais, enquanto uma cópia
completa do processo, a 80 centavos a folha, totalizaria 400 reais.
Ou seja, geraria uma economia de 395 reais por cópia
15.800 reais no total. Com isso, a parte interessada poderia optar
por ler o processo na tela do computador ou imprimi-lo, a seu custo.
Ronaldo Borges de Oliveira
Goiânia, GO
Animais silvestres
É com apreensão
e repulsa que a Associação Protetora dos Animais de
São Caetano do Sul (APASCS) recebeu a informação
de que o Ibama tornará fiéis depositários do
animal silvestre os responsáveis pelo crime de subtração
desses animais de seu habitat. Chamar de "guardião da fauna"
um traficante da vida silvestre é um ultraje! Esperamos que
o órgão se retrate e recolha essa norma imediatamente
("O Ibama fez uma piada de mau gosto", 3 de maio).
Mercedes Sanches Graça
Presidente da APASCS
São Caetano do Sul, SP
Vimos a público manifestar
nosso apoio ao senhor Dener Giovanini, biólogo da Rede de
Combate ao Tráfico de Animais, no seu repúdio à
proposta de resolução do Ibama que permite que pessoas
que mantêm animais silvestres em cativeiro, obtidos de forma
ilegal, recebam o título de "guardiães da fauna" e
possam legalizar seu crime.
Elizabeth Mac Gregor
Gerente regional WSPA-Brasil
Sociedade Mundial de Proteção Animal
Rio de Janeiro, RJ
Adega climatizada
Oportuna a reportagem "Frigobar
de rico" (3 de maio). Porém, não concordo que as adegas
climatizadas citadas sejam simplesmente geladeiras para ricos. Elas
facilitam e contribuem para a maturação e exacerbação
das propriedades dos vinhos, além de propiciar bons momentos
de degustação no conforto da sala de estar.
Liliosa Resende Teixeira
Poços de Caldas, MG
Greve da Anvisa
Para cada morto devido à
desastrada greve da Anvisa deveria haver um grevista na cadeia.
Desabafo de uma vítima, ainda viva, da tal greve ("Eles param,
o povo sofre", 3 de maio).
Lenisio Bragante
João Pessoa, PB
Veja essa
Sujeito esperto, esse presidente
do INSS (Veja essa, 3 de maio). Só ele percebeu o tanto que
gostamos de amanhecer nas filas para marcar consulta médica.
Helcio Murad
Santa Rita do Sapucaí, MG
CORREÇÕES: No
quadro Desce (Radar, 3 de maio), a popularidade do presidente George
W. Bush é a menor desde 2001, e não desde 2000.
A foto publicada no alto da página 50, na reportagem "A
face oculta de Garotinho" (edição 1 954, de 3 de maio),
é de Geraldo Pudim, candidato derrotado nas últimas
eleições para a prefeitura de Campos dos Goytacazes
(RJ). * Linus Torvalds, criador do Linux, é finlandês,
e não sueco (Gente, 3 de maio).
A foto da cidade alemã que ilustrou a reportagem
"O cidadão de si mesmo" (3 de maio) não é de
Dresden, como foi publicado, mas de Colônia.
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E O "ALI BABÁ"?
Mais
da metade dos 277 leitores que comentaram a reportagem
de capa "O sujeito oculto" (19 de abril) trocariam a
chamada de capa ("O bando dos 40") por outra. "O título
deveria ser: 'Ali Babá e os 40 ladrões'.
Qualquer semelhança é mera coincidência?",
escreveu Maria Aparecida Moreira da Costa Máximo,
de São José dos Campos, em São
Paulo. A seguir, as chamadas mais sugeridas pelos leitores:
Ali Babá e os 40 ladrões: 103 cartas
Ali Babá e o bando dos 40: 23 cartas
Lula Babá e os 40 ladrões: 9 cartas
Lula Babá e o bando dos 40: 7 cartas
Ali Lulá e os 40 ladrões: 6 cartas
Ali Lulá e o bando dos 40: 4 cartas
Outras sugestões:
8 cartas
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GREVE DE FOME
O cartunista Vascoli (identidade
artística da dupla Ivan Vasconcellos e Magela
Oliveira), de Passos, Minas Gerais, descobriu por que
o ex-governador fluminense Anthony Garotinho não
quer comer:
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