Como o governo deve agir
diante dos abusos do MST?

A resposta de seis dos mais renomados especialistas

Ricardo Stuckert


"É preciso esgotar as possibilidades de diálogo para evitar o pior. A partir daí, como ocorreu na semana passada, o Estado tem a obrigação de fazer valer a lei e usar a polícia se for preciso."
Reginaldo de Castro,
presidente da OAB

Egberto Nogueira


"Essas pessoas que invadem prédios públicos têm de ser presas. O MST tem posições pré-revolucionárias e suas ações não estão sendo repelidas com a força necessária. Ele tem direito de se manifestar, não de praticar crimes."
Celso Bastos,
professor de direito constitucional em São Paulo

Sergio Amaral


"Do ponto de vista jurídico, as invasões reclamam a utilização de força pelo Estado. A inimputabilidade dos membros do MST não tem nenhuma base legal. Fazer justiça com as próprias mãos é acima de tudo uma atitude antidemocrática."
Arnaldo Malheiros Filho,
advogado criminalista

Egberto Nogueira


"O lado político da questão está sendo privilegiado em detrimento do aspecto jurídico. Os membros do MST devem ser tratados como criminosos comuns e ser responsabilizados por invasões a prédios públicos ou qualquer outro delito."
Manuel Alceu Affonso Ferreira,
jurista, ex-secretário de Justiça de São Paulo

Bia Parreiras


"O governo é diretamente culpado pelo radicalismo do MST porque foi incompetente para fazer a reforma agrária. Agora,
está pagando o preço. É claro que, quando se chega ao ponto que chegou, a polícia precisa ser acionada."
Saulo Ramos,
jurista e ex-ministro da Justiça

Ed Viggiani


"O MST depreda e danifica bens públicos. Isso tem de ser analisado por inquérito policial. É dever do Estado. Seria até prevaricação se não fizesse isso. Mas também devem ser investigados os abusos praticados pelo Estado, como a morte de um sem-terra."

Miguel Reale,
jurista