Rapaziada desinibida
Autor de Uga Uga lança mão
de um truque
na busca pelo sucesso galãs seminus
Fernando Martinho
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Martins, um veterano
das tramas libidinosas de Lombardi: sempre suado
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Para fisgar as mulheres, que tradicionalmente compõem
a maioria do público das novelas das 7, o autor Carlos
Lombardi escreveu Uga Uga, que estréia nesta
segunda-feira, na Rede Globo. O folhetim trará um
desfile constante de rapazes bonitos, com corpos desenvolvidos
na razão inversa de seus cérebros tudo
à vista, sem o incômodo do excesso de roupas.
O ponto de partida do enredo é o índio louro
Tatuapu, vivido pelo ex-paquito Cláudio Heinrich.
Esse Mogli oxigenado é, na realidade, o neto de um
milionário. Perdido na infância, ele foi criado
por silvícolas. O avô consegue localizá-lo,
mas outros parentes querem impedir que ele receba sua herança.
Daí, surgem muitas correrias e perseguições.
Não que isso realmente importe. O que chama mesmo
a atenção é o visual de Heinrich: músculos
anabolizados, revelados em toda a sua amplidão por
uma tanga que só lhe cobre a parte da frente. O bumbum
desnudo vai de brinde. "Todo mundo está acostumado
a ver mulheres pouco vestidas. Por que não homens?",
pergunta Lombardi, com uma objetividade cativante. "No horário
das 7, as mulheres mandam. Se a novela só tiver mulher
pelada, elas não vão gostar", acrescenta.
Nem por isso faltarão beldades do sexo feminino.
O autor promete que a louraça Danielle Winits aparecerá
mais voluptuosa do que nunca, perdida na selva e com o vestido
"ridiculamente rasgado".
Divulgação
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Roberto Valverde
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De ex-paquito a índio
louro: a tanga de Heinrich não dá conta
de tanta anatomia
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Heitor Martinez: playboy
cafajeste |
Com essa esperteza, a Globo pretende vitaminar o ibope
do horário, já que a fraca Vila Madalena
terminou oscilando na casa dos 35 pontos, um desempenho
medíocre para os padrões da casa. A julgar
pela performance alcançada por Lombardi em Quatro
por Quatro, de 1995, a emissora tem razão para
se animar. Pioneira no estilo "quanto menos roupa, melhor",
a novela chegava aos 47 pontos de audiência. Naquela
época, o casal Babalu e Raí, interpretado
por Letícia Spiller e Marcelo Novaes, vivia no vídeo
uma explosão de desejo dentro de trajes sumários.
Ela sempre de minissaia e miniblusa. Ele, só de calção.
Humberto Martins era um médico que, em casa, só
andava de shortinho. No hospital, de jaleco aberto, mostrava
o peito cabeludo.
Gays Novaes e Martins voltam à ribalta
em Uga Uga, sempre muito suados e tirando a camiseta
sob qualquer pretexto. Luciano Szafir aparece, logo de cara,
numa seqüência praiana para colocar a
falta de roupa num "contexto", claro. O elenco de galãs
sensuais é completado pelo ator Heitor Martinez Mello,
que faz um playboy cafajeste e protagonizará calientes
cenas de alcova. "Os personagens do Lombardi sentem muita
atração uns pelos outros. Então, é
natural que a libido esteja acentuada nesta novela", diz
o diretor-geral Wolf Maya, com aquela perspicácia
que lhe é peculiar. Além das mulheres, há
outro público interessadíssimo no novo folhetim
global os gays. Entre o pessoal do terceiro sexo,
Uga Uga deve virar atração obrigatória.
A novela, aliás, renderá aos editores de revistas
de homem pelado um farto material a ser explorado. Que bonitão
de Uga Uga tem o Uga Uga maior? Só o tempo
dirá.
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