Sessão virtual
Daqui a pouco, ir ao cinema
será coisa do passado
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Divulgação
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| John Cleese, em Quantum
Project: primeiro filme feito para exibição
exclusiva na rede |
Em cartaz desde sexta-feira, dia 5, o filme
Quantum Project é estrelado por um elenco
de primeira, tem fartas doses de efeitos especiais e possui
ação e romance. Mas nem pense em vê-lo
num multiplex. Trata-se da primeira produção
cinematográfica de grande porte feita exclusivamente
para a internet. A fita, cujo orçamento foi de 3
milhões de dólares, é protagonizada
pelo comediante inglês John Cleese, oriundo do grupo
Monty Python. Encontra-se disponível no site sightsound.com,
que pertence a uma das empresas que a produziram, por cerca
de 7 reais preço de uma locação
de vídeo. Mediante um simples clique no mouse, é
possível baixá-la num computador doméstico.
Único probleminha: isso pode demorar horas. E olha
que Quantum Project é apenas um média-metragem,
com 32 minutos de duração.
A limitação técnica, que as empresas
de internet pretendem sanar com meios de transmissão
mais velozes, é uma das últimas barreiras
para que o cinema entre de vez no mundo virtual. Muita gente
graúda está apostando nisso. A produtora Miramax,
por exemplo, selou acordo com a SightSound para veicular
doze filmes no portal da empresa até o final do ano.
A DreamWorks, de Steven Spielberg, está entre as
proprietárias do site pop.com, que em breve distribuirá
curtas-metragens. Na área de livros, o casamento
com a internet também promete ser feliz. Stephen
King foi o pioneiro, lançando um livro na rede há
dois meses. Agora é a vez de Julia Roberts. Sua biografia
autorizada, Pretty Superstar, pode ser baixada sem
auxílio de nenhum equipamento especial ao custo de
10 dólares.
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