Edição 1 648 -10/5/2000

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Que boa idéia

Empresa americana usa jatos que
só têm primeira classe


Uma pequena companhia aérea americana abriu as portas no mês passado com uma novidade que está despertando a curiosidade dos passageiros e intrigando as empresas concorrentes. Na nova empresa, Legend Airlines, com sede em Dallas, os aviões só têm primeira classe. Todos os passageiros que embarcam em seus vôos viajam em poltronas de couro de 75 centímetros de largura, tomam champanhe francês a bordo e assistem à TV por assinatura em monitores individuais. Tudo pela tarifa econômica. Para implementar o serviço, a Legend comprou aviões para 110 passageiros e os reformou para comportar a metade. A estratégia da nova empresa está baseada numa constatação. Hoje em dia, a concorrência no setor é tão grande que raras são as rotas em que os aviões decolam com todos os lugares ocupados. Por que então não diminuir o número de assentos, aumentar o conforto e tentar atrair um passageiro que pague mais por isso?

Num mercado em que as companhias estão na pindaíba no mundo todo, a experiência da Legend Airlines vem sendo acompanhada com lupa, pois pode apontar um caminho de sobrevivência para o setor. As viagens de negócios são o filé mignon da aviação. Embora representem 10% do total de passageiros, viajantes a trabalho respondem por metade do faturamento das companhias. Motivo: turistas planejam suas viagens com antecedência e escolhem suas passagens pelo preço. Profissionais precisam viajar de uma hora para outra e elegem o vôo pelo conforto e pela conveniência de horário. No Brasil, duas companhias alteraram o desenho interno de seus aviões para atender esse tipo de passageiro. A Varig implantou a classe executiva na maior parte dos vôos domésticos. A TAM oferece classe executiva também na ponte aérea Rio–São Paulo. Nos Estados Unidos, a idéia da Legend foi copiada pela American Airlines. A companhia reformulou seus Fokker 100 para abrigar apenas assentos de primeira classe e desde a semana passada os utiliza em vôos entre Dallas, Los Angeles e Chicago. Será que a novidade chega até aqui?

 
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