Japão
Sem teste do tatame
Os japoneses começam a pôr
freio
no assédio sexual
AP
 |
| Yokoyama: obrigado a pagar indenização
|
O Ministério do Trabalho do Japão acaba de
divulgar um relatório mostrando que, em 1999, o número
de consultas aos centros de aconselhamento sobre assédio
sexual aumentou 35% em relação ao ano anterior.
Foram 9.451 ao todo. É
um número expressivo, levando-se em conta que, no
Japão, assédio é uma prática
masculina tão natural quanto as neves eternas do
Monte Fuji. De acordo com o governo, mais de 60% das trabalhadoras
japonesas já sofreram constrangimentos desse tipo.
Nas repartições públicas, uma mulher
em cada sete diz ter sido forçada a manter relações
com superiores ou colegas. Por força de uma lei antiassédio,
instituída em abril do ano passado, o prefeito de
Osaka, Knock Yokoyama, 67 anos, perdeu o cargo e teve de
pagar indenização de 105.000
dólares a uma moça de 21 anos, que o acusou
de tê-la importunado durante a campanha eleitoral.
Até a aprovação da lei, qualquer mulher,
fosse ela secretária ou executiva, era obrigada a
servir chá (adoçado ao gosto) na mesa dos
colegas de trabalho. Num ambiente desses, a nova legislação,
que também proíbe chefes de chamar as subordinadas
por diminutivos, está dando um nó na cabeça
dos executivos.