Edição 1 648 -10/5/2000

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Japão

Sem teste do tatame

Os japoneses começam a pôr freio
no assédio sexual

AP
Yokoyama: obrigado a pagar indenização

O Ministério do Trabalho do Japão acaba de divulgar um relatório mostrando que, em 1999, o número de consultas aos centros de aconselhamento sobre assédio sexual aumentou 35% em relação ao ano anterior. Foram 9.451 ao todo. É um número expressivo, levando-se em conta que, no Japão, assédio é uma prática masculina tão natural quanto as neves eternas do Monte Fuji. De acordo com o governo, mais de 60% das trabalhadoras japonesas já sofreram constrangimentos desse tipo. Nas repartições públicas, uma mulher em cada sete diz ter sido forçada a manter relações com superiores ou colegas. Por força de uma lei antiassédio, instituída em abril do ano passado, o prefeito de Osaka, Knock Yokoyama, 67 anos, perdeu o cargo e teve de pagar indenização de 105.000 dólares a uma moça de 21 anos, que o acusou de tê-la importunado durante a campanha eleitoral. Até a aprovação da lei, qualquer mulher, fosse ela secretária ou executiva, era obrigada a servir chá (adoçado ao gosto) na mesa dos colegas de trabalho. Num ambiente desses, a nova legislação, que também proíbe chefes de chamar as subordinadas por diminutivos, está dando um nó na cabeça dos executivos.