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Olimpíadas
Tem
até porta-aviões
na segurança
Como precaução contra o terrorismo,
frota americana vai vigiar os Jogos
AP
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| Porta-aviões
Henry Truman, da Sexta Frota americana: poder de fogo
para pulverizar cidades grandes |
Os
Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto, serão protegidos
pelo maior esquema de segurança já montado para um
evento esportivo. No mês passado, o governo grego anunciou
um plano colossal orçado em 800 milhões de dólares
três vezes mais que o valor gasto nos Jogos de Sydney,
há quatro anos , que mobilizará 100.000 homens
entre policiais e soldados. Na última semana, acrescentou-se
um reforço impressionante: a Sexta Frota dos Estados Unidos
vai patrulhar o litoral grego, com todo o seu aparato bélico
de prontidão para intervir. Com base no Mar Mediterrâneo
e composta de dois porta-aviões, quarenta embarcações
diversas, entre elas quatro submarinos nucleares, 175 aviões
e 21.000 homens, a esquadra tem poder de fogo suficiente para pulverizar
países de tamanho médio. Usando apenas suas armas
convencionais, a Sexta Frota poderia aniquilar em horas uma cidade
do tamanho de Santos, que tem 400.000 habitantes. Se empregasse
seu arsenal bélico completo (estima-se que disponha de 4.000
mísseis capazes de levar ogivas nucleares), destruiria todas
as cidades da América Latina com mais de 1 milhão
de habitantes.
A
ironia é que todo esse arsenal não garante a tranqüilidade
das Olimpíadas de 2004. Um porta-aviões pouco ajuda
a prevenir um atentado realizado por homens-bomba em um estádio
esportivo. Esses são os primeiros Jogos depois dos ataques
terroristas contra Nova York e Washington, em 2001. Por ficar na
confluência geográfica entre Europa e Oriente Médio,
a Grécia é um lugar particularmente vulnerável.
Para piorar, conta com seus próprios terroristas e uma história
de atentados em seu território contra os Estados Unidos,
Israel e outros países. Pesquisas mostram que 95% dos gregos
se opõem à intervenção militar americana
no Iraque. O risco maior é a Al Qaeda e outras organizações
terroristas islâmicas aproveitarem a concentração
de atletas e a atenção da mídia para promover
novas carnificinas. No ano passado, uma onda de atentados contra
judeus e ingleses deixou 57 mortos em Istambul, a maior cidade da
vizinha Turquia. As Olimpíadas são um alvo óbvio
para fanáticos. Em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996,
uma bomba matou duas pessoas e feriu uma centena num show ao ar
livre. Nunca se descobriu o responsável. O primeiro grande
ataque palestino foi o massacre de atletas israelenses nos Jogos
de Munique, em 1972.
Além da frota americana, o governo grego contará com
uma esquadrilha de aviões-radares AWAC da Organização
do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Esses aparelhos terão
a missão de detectar aeronaves suspeitas que invadam o espaço
aéreo grego. É a primeira vez que recursos militares
da Otan serão utilizados em Olimpíadas. A Rússia
emprestou um conjunto de laboratórios móveis para
uso em caso de ataques com armas químicas e biológicas.
Navios da Itália e Turquia ajudarão a vigiar o litoral
grego. Sete países Austrália, Inglaterra, França,
Alemanha, Espanha, Israel e Estados Unidos enviaram especialistas
para auxiliar na montagem do esquema de segurança dos Jogos.
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