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Esporte Veteranos
velozes Campeões aposentados
da F-1 serão estrelas de um novo circuito mundial de corridas  Bia
Baldim
Eles já passaram dos 50
e também dos 350, ao volante dos carros mais velozes do mundo. Agora vão
rodar a 260 quilômetros por hora, numa nova categoria do automobilismo mundial,
desenvolvida apenas para a turma que já está com um pé na
terceira idade. Nigel Mansell, Riccardo Patrese, Emerson Fittipaldi e provavelmente
Alain Prost serão estrelas do Grand Prix Masters, modalidade que reunirá
dezesseis ex-pilotos de Fórmula 1. A organização do evento
é inglesa, como a da F-1, e o primeiro evento será no próximo
fim de semana, em Kyalami, na África do Sul. No ano que vem acontecerão
pelo menos cinco grandes prêmios.
Os pilotos utilizarão carros idênticos, fabricados pela empresa inglesa
Delta Motorsport. Para os fãs, é uma boa oportunidade para descobrir
quem é o melhor, independentemente da escuderia. "Na prática, os
carros terão potência próxima à dos usados por esses
pilotos na época em que competiam", diz Geraldo Rodrigues, proprietário
da Reunion, empresa cotada para organizar a competição no Brasil.
Scott Poulter, diretor executivo da GP Masters, afirma que já garantiu
500.000 dólares para premiar os primeiros colocados na corrida inaugural.
Além disso, cada piloto receberá um bônus de largada, cujo
valor não foi divulgado. Como em outros esportes, os participantes poderão
ter patrocinadores individuais, o que eleva bastante a previsão de ganhos.
No Primeiro Mundo, o potencial publicitário
das competições entre veteranos foi descoberto há muito tempo.
O Viagra, o remédio contra disfunção erétil mais conhecido,
patrocina carros da Nascar, a mais popular categoria do automobilismo americano.
Nela, grande parte dos pilotos e do público tem mais de 45
anos. O circuito de ex-campeões de golfe, por seu lado, movimenta mais
de 50 milhões de dólares por ano.
Cada prova da Masters terá duração de, no máximo,
uma hora, metade do tempo que pode durar uma corrida da F-1. Segundo o preparador
físico Nuno Cobra, faz sentido restringir o esforço exigido dos
corredores. Um piloto pode chegar a 230 batimentos cardíacos por minuto,
quando a média entre esportistas atléticos fica entre 130 e 140.
A perda do ingrediente principal para ocupar o volante, os reflexos, é
de apenas 10% até os 60 anos. "O Emerson tem hoje a mesma forma física
que tinha aos 30 anos", avalia o médico da Masters, Stephen Olvey.
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