Edição 1930 . 9 de novembro de 2005

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Esporte
Veteranos velozes

Campeões aposentados da F-1
serão estrelas de um novo circuito
mundial de corridas


Bia Baldim

Eles já passaram dos 50 – e também dos 350, ao volante dos carros mais velozes do mundo. Agora vão rodar a 260 quilômetros por hora, numa nova categoria do automobilismo mundial, desenvolvida apenas para a turma que já está com um pé na terceira idade. Nigel Mansell, Riccardo Patrese, Emerson Fittipaldi e provavelmente Alain Prost serão estrelas do Grand Prix Masters, modalidade que reunirá dezesseis ex-pilotos de Fórmula 1. A organização do evento é inglesa, como a da F-1, e o primeiro evento será no próximo fim de semana, em Kyalami, na África do Sul. No ano que vem acontecerão pelo menos cinco grandes prêmios.

Os pilotos utilizarão carros idênticos, fabricados pela empresa inglesa Delta Motorsport. Para os fãs, é uma boa oportunidade para descobrir quem é o melhor, independentemente da escuderia. "Na prática, os carros terão potência próxima à dos usados por esses pilotos na época em que competiam", diz Geraldo Rodrigues, proprietário da Reunion, empresa cotada para organizar a competição no Brasil. Scott Poulter, diretor executivo da GP Masters, afirma que já garantiu 500.000 dólares para premiar os primeiros colocados na corrida inaugural. Além disso, cada piloto receberá um bônus de largada, cujo valor não foi divulgado. Como em outros esportes, os participantes poderão ter patrocinadores individuais, o que eleva bastante a previsão de ganhos.

No Primeiro Mundo, o potencial publicitário das competições entre veteranos foi descoberto há muito tempo. O Viagra, o remédio contra disfunção erétil mais conhecido, patrocina carros da Nascar, a mais popular categoria do automobilismo americano. Nela, grande parte dos pilotos – e do público – tem mais de 45 anos. O circuito de ex-campeões de golfe, por seu lado, movimenta mais de 50 milhões de dólares por ano.

Cada prova da Masters terá duração de, no máximo, uma hora, metade do tempo que pode durar uma corrida da F-1. Segundo o preparador físico Nuno Cobra, faz sentido restringir o esforço exigido dos corredores. Um piloto pode chegar a 230 batimentos cardíacos por minuto, quando a média entre esportistas atléticos fica entre 130 e 140. A perda do ingrediente principal para ocupar o volante, os reflexos, é de apenas 10% até os 60 anos. "O Emerson tem hoje a mesma forma física que tinha aos 30 anos", avalia o médico da Masters, Stephen Olvey.

 

 

 
 
 
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