Edição 1930 . 9 de novembro de 2005

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Em menos de vinte dias, a Apple vendeu
mais de 1 milhão de filmes para iPod


Carlos Rydlewski


Paul Sakuma/AP
Steve Jobs apresenta o aparelho: um novo golaço com downloads legais de imagens

A Apple parece ter encontrado uma mina de ouro, depois de ter descoberto uma de diamantes, depois de ter localizado uma de prata e assim sucessivamente. O fenômeno do seu iPod não se esgota. A primeira versão do aparelho foi lançada em 2001. Desde então, já surgiram outras cinco variações sobre o mesmo tema: o Mini, outro com fotos, o Shuffle (que não tem visor), o Nano e, em 12 de outubro, um aparelho com telinha de TV. Esse último modelo custa até 399 dólares, armazena 15.000 músicas, 25.000 fotos ou até 150 horas de vídeo digital, algo como setenta longas-metragens, e já abriu de maneira ruidosa um novo filão de lucros. Na semana passada, a empresa anunciou que, em menos de vinte dias, vendeu pela internet 1 milhão de vídeos para o novo iPod, apesar de a oferta de imagens ainda ser limitada – são 2.000 clipes musicais, curtas da Pixar e episódios dos seriados Lost e Desperate Housewives. Cada download custa 1,99 dólar. "É a prova de que é forte a demanda por vídeo na internet", diz Steve Jobs, presidente da Apple.

É prova de muito mais. Deixa claro que a empresa vai continuar colhendo os frutos da inovação, com ganhos cada vez maiores. No ano fiscal de 2005, a firma de Cupertino, na Califórnia, acumulou a maior receita (13,9 bilhões de dólares) e o maior lucro líquido (1,3 bilhão de dólares) de sua história, iniciada em 1976. A estimativa do mercado é que um terço do lucro tenha origem nos iPods. Desde 2001, a Apple já vendeu mais de 28 milhões desses aparelhinhos. As vendas on-line de música, que custam 99 centavos de dólar na loja virtual iTunes, já superaram a marca de 500 milhões. O primeiro milhão de canções foi comercializado em uma semana. No caso dos filmes, baixar pela internet um capítulo do seriado Lost, com duração de cerca de quarenta minutos, pode demorar entre dez e vinte minutos. Isso nos Estados Unidos e com uma conexão com a web boa para os padrões americanos. A qualidade da imagem é razoável, mas a telinha é só isso, uma telinha. Se a Apple optasse por um padrão com excepcional definição de imagem, isso poderia compensar as pequenas dimensões do visor, mas o download dos vídeos seria muito demorado e poderia alienar a maioria dos potenciais interessados. Pelo ritmo das vendas, Jobs acertou de novo a mão.



Fotos divulgação

 
 
 
 
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