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Cartas
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"A capa desta semana retrata o que
o mundo dito civilizado deveria estar sentindo. A mãe chorando
lágrimas de sangue. Muito tocante."
Sergio Roberto de Oliveira
São Paulo, SP |
Oriente Médio
VEJA tem sido um oásis
na imprensa nacional pela maneira como aborda a situação
da guerra entre Israel e o Hezbollah. Vem sendo imparcial, ponderada
e responsável, passando a seus leitores o diagnóstico
correto de todo o conflito, diferente de tudo o que tenho lido nas
últimas semanas em grandes veículos de imprensa ("Existe
guerra justa?", 2 de agosto).
Flávio Stanger
Rio de Janeiro, RJ
Nada justifica essa brutalidade
de judeus e militantes do Hezbollah. Toda guerra é burra,
estúpida e desleal. Todos perdem, sempre.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP
Nenhum órgão da
imprensa, até este momento, descreveu com tanta clareza,
detalhando fatos reais, o que só não vê quem
não quer: quem começou a guerra foi o Hezbollah. Israel
está respondendo ao ataque inicial, principalmente porque
esse grupo terrorista vem sendo financiado pelo Irã e pela
Síria, que querem que Israel vá pelos ares. Por que
o Líbano permitiu que o Hezbollah ocupasse suas fronteiras?
Marcia Algranti
Rio de Janeiro, RJ
Não, não existe
guerra justa se não há paridade de armas, e menos
ainda quando, além de não se poder pretextá-la,
se procura impô-la a quem não lhe deu causa. É
um erro buscar explicação no inexplicável,
alhear o Líbano da belicosidade e olvidar que o Hezbollah
não passa de um tumor que se carrega de forma indesejada.
Não se carece de explicação para tamanha sandice.
Ela é clara, desproporcional e merece a reprimenda que os
fracos e subservientes como o Estado brasileiro, para o qual
os libaneses tanto contribuíram preferem ignorar,
lamentavelmente.
Rodrigo Brandeburgo Curi
Florianópolis, SC
O próprio texto
muito informativo acaba demonstrando que o Estado de Israel
não tem alternativa. Israel não enfrenta um outro
Estado, mas uma organização terrorista criminosa,
que não tem escrúpulos de se abrigar na população
civil libanesa, em que é uma minoria. O Hezbollah é
o responsável pelas baixas civis.
Harald Hellmuth
São Paulo, SP
O lado mais forte tem o dever
de saber usar a força de forma responsável. A destruição
do Líbano por Israel tem muito mais efeito sobre a população
pacífica do que sobre as milícias do Hezbollah, reduzindo
ainda mais qualquer condição que o governo do Líbano
pudesse ter de controlar a fronteira.
Hani Camille Yehia
Belo Horizonte, MG
É uma tristeza enorme acompanhar
a escalada de ataques de Israel ao Líbano. É certo
que o Hezbollah (financiado pela Síria e pelo Irã)
radicalizou invadindo o território israelense e seqüestrando
soldados, mas a reação está sendo descomunal.
José Rubens Neris
Rondonópolis, MT
Sob o pretexto de combater o Hezbollah
e defender a paz, o Estado de Israel declara guerra ao Líbano,
destruindo toda a infra-estrutura de transportes daquele país
e aniquilando uma quantidade enorme de vidas de civis inocentes,
na sua maioria cristãos dotados do mais elevado nível
cultural dentre todos os povos do Oriente Médio.
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
Concordo que essa guerra está
ultrapassando todos os limites que o mundo inteiro esperava. Temos
de perceber que o lado mais forte dessa guerra não é
Israel e o mais fraco não são os libaneses. Quem realmente
sofre com a ameaça terrorista é o planeta inteiro,
que vive à mercê das loucuras desses extremistas, que
já provocaram muito mais mortes de inocentes pelo mundo do
que esse conflito poderá causar. É só lembrar
do 11 de Setembro, de Londres, do Egito.
Miriam Binsztok
Rio de Janeiro, RJ
Belíssimo o artigo do doutor
Alan Dershowitz ("O conceito de reação razoável
e a lógica do terrorismo"). Poucas vezes li um texto tão
lúcido e sensato sobre o tema. O que vemos, por vezes, na
TV não reflete o sofrimento diário de um povo (os
judeus) que é fustigado dia após dia e, pouquíssimo
tempo atrás, teve um terço da população
dizimada. Os terroristas usam civis como escudos humanos, são
aplaudidos por esses mesmos civis e ainda lucram com a "comoção"
internacional.
Alexandre Albagli Oliveira
Aracaju, SE
Absurdo! Estão querendo
justificar o injustificável! Os atentados terroristas promovidos
por Israel, como em Qana, deixam-no num patamar muito mais sangrento
que o Hezbollah. E, para aqueles que querem classificar Olmert como
o "justo" da história, pergunto: por que Israel mantém
ainda mais de 10.000 prisioneiros sem julgamento? Por que não
desocupa a região de Shebaa, pertencente ao Líbano?
Por que não permite o retorno de refugiados palestinos à
sua casa, mantendo-os no Líbano? Israel tem enorme responsabilidade,
e não se pode esquecer disso, da mesma forma que a ONU, que
jamais fez Israel cumprir uma resolução.
Yussef Ali Abdouni
São Paulo, SP
Eliana Cardoso
Cumprimento VEJA e a doutora
Eliana Cardoso pela brilhante entrevista das páginas amarelas
(2 de agosto). A doutora Eliana é uma prova de que este país
dispõe de pessoas bem formadas e capazes de iluminar os caminhos
com clareza e lucidez. Infelizmente, clareza e lucidez (para não
falar de honradez) é o que parece faltar à grande
maioria dos nossos políticos.
Victório Siqueira
Rio de Janeiro, RJ
No tópico em que Eliana
Cardoso explica as razões da diferença de renda entre
o Brasil e os Estados Unidos, eu incluiria o fato de os EUA terem
sido mais bem dotados pela natureza de recursos naturais necessários
à industrialização. A indústria do aço
é fundamental para a industrialização de um
país. O primeiro processo para produção em
massa de aço foi criado na Alemanha, por volta de 1870. Os
EUA tinham as duas matérias-primas básicas para a
sua produção: minério de ferro e carvão
mineral coqueificável. O Brasil só contava com minério
de ferro. Assim, os Estados Unidos puderam produzir aço com
a Europa, enquanto o Brasil começou a produzi-lo somente
em 1946, quando o carvão mineral coqueificável já
estava sendo negociado no mercado internacional com segurança
de fornecimento contínuo. Setenta e seis anos perdidos pelo
Brasil.
Francisco Alves dos Reis
Rio de Janeiro, RJ
Congresso
Excelentes as "12 ações
para caçar os corruptos" (2 de agosto). É pena que
a quase totalidade seja de difícil ou até mesmo impossível
aprovação, tendo em vista que feriria interesses espúrios
da maioria dos próprios parlamentares. Seria necessário
acrescentar uma 13ª no sentido de mudar a Constituição,
impedindo que os parlamentares legislem em causa própria.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF
A única arma capaz de sanear
os costumes políticos é o voto responsável.
Quem pode fazer justiça é o próprio povo, cassando
o mandato de todos os políticos corruptos, coniventes ou
omissos, através da não reeleição. Não
vamos vender, outra vez, nosso voto por uma camiseta nem por uma
bolsa qualquer.
Salvatore D'Onofrio
São José do Rio Preto, SP
Com relação ao que
foi publicado na edição 1 967 desta revista, gostaríamos
de esclarecer que o senhor Marcos Valério Fernandes de Souza
nunca atuou em defesa de interesses do Banco BMG junto ao Banco
Central do Brasil, ao Congresso Nacional ou a qualquer outra instituição,
pública ou privada, nem recebeu do banco tal delegação.
Márcio Araújo
Vice-presidente do Banco BMG
Belo Horizonte, MG
Fiquei a analisar, pela singularidade
e perfeição da matéria, o que fazer realmente
para acabar com essa chaga. O voto sem dúvida é o
fato gerador para debelar esse mal; porém, alguns integrantes
do Legislativo se comportam com a mentalidade e as deformações
que, há décadas, têm dominado a política
nacional. Daí a boa convivência com os inimigos do
passado. Daí o vale-tudo em nome da governabilidade. Encarnam
o que sempre criticaram. O poder venceu o sonho.
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM
Débora Daggy
Gostaria de manifestar minha
indignação com as declarações irresponsáveis
feitas pela modelo Débora Daggy na última edição
de VEJA ("O povo quer votar em quem mostra conteúdo", 2 de
agosto. Sou o fotógrafo que realizou as fotos em que a modelo
diz ter sido enganada. As fotos foram feitas para um blog especial
sobre as Eleições 2006, do Jornal do Commercio,
um dos veículos mais importantes e respeitados do Nordeste.
A pauta já estava marcada com mais de uma semana de antecedência
pela repórter Cecília Ramos, que a entrevistou e fez
a matéria. Foi Cecília, inclusive, quem me explicou
como seriam as fotos, que já estavam acordadas com a modelo.
Débora Daggy viu o resultado das fotos em tempo real, no
visor de LCD de minha câmera digital. Elogiou e ainda sugeriu
as fotos que gostaria que fossem publicadas.
Marcos Michael
Recife, PE
Congresso 2
Cumprimento VEJA pela reportagem
"12 ações para caçar os corruptos" (2 de agosto).
Concordo em gênero, número e grau com onze delas, mas,
a bem da verdade, não posso deixar de me manifestar contra
a sugestão de extinguir o Conselho de Ética e Decoro
Parlamentar. Não é difícil, senhor diretor,
imaginar diversas situações em que a não-observância
do chamado "devido processo legal" possa vir a servir a interesses
políticos incontestáveis, comprometendo a estabilidade
das instituições e a própria democracia. Uma
pequena injustiça é uma ameaça a toda a Justiça:
quaisquer que sejam a abrangência e a amplitude do instituto
da imunidade parlamentar, não podemos julgar nem condenar
sumariamente os representantes do povo, bem ou mal eleitos, numa
espécie de tribunal de exceção.
Ricardo Izar
Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar
da Câmara dos Deputados
Brasília, DF
Diogo Mainardi
Caro Mainardi, foi com enorme
pesar que li sua última coluna. Sempre pensei que essas tranqueiras
haviam migrado todas aqui para Joinville. Agora descobri que minha
cidade não é o único reduto desses ratos. Eles
infestam o mundo. Como mãe de um portador de necessidades
especiais, sei bem do que você reclama. Somos vistos como
loucos que buscam um milagre, quando a única coisa que queremos
é um diagnóstico confiável ("Turismo hospitalar",
2 de agosto).
Cristiane B. Wiest
Joinville, SC
Sou médica e tenho um
filho com paralisia cerebral. Concordo que nós, médicos,
não temos idéia do que realmente vai dar certo com
essas crianças. A sociedade também não dá
a mínima no que se refere à inclusão social.
Na questão de acessibilidade, o Brasil é um caos.
A inclusão escolar ainda parece uma brincadeira de faz-de-conta.
As famílias dessas crianças, sobretudo as menos favorecidas
economicamente, são igualmente discriminadas, excluídas.
Felizmente elas são felizes e especiais para nós,
pais, que também erramos enormemente, mas somos os únicos
que as conhecem bem e as amam de modo incondicional.
Suedy Coelho
Salvador, BA
Espetacular o artigo de Diogo
Mainardi. Desmascara esse rótulo de médicos americanos
cheios de títulos serem os tais. São nada. Bons mesmo
são os clínicos gerais nos interiores do país
afora, que cuidam e tratam da população mais carente
do Brasil com suporte físico e técnico precário.
A medicina precisa de vida, e não de títulos para
inflamar egos e acumular pó!
Bruno Leal
Clínico geral
Paranavaí, PR
Compreendemos o drama da paralisia
cerebral e, sob esse viés, também entendemos o posicionamento
do jornalista Diogo Mainardi. Não podemos deixar, contudo,
de reprovar as generalizações inapropriadas. Pesquisa
do Ibope de 2005, realizada entre dezoito categorias, aponta os
médicos como os mais bem avaliados, com 81% de confiança
dos entrevistados. Sabemos que essa credibilidade foi conquistada
com dedicação, muito esforço e a busca constante
pela preservação e restauração da saúde
do próximo. Lamentavelmente, em todas as profissões
existem erros e desvios, mas isso não justifica generalizações.
José Luiz Gomes do Amaral
Presidente da Associação Médica Brasileira
São Paulo, SP
Reggae
Até que enfim alguém
se pronunciou. A música nacional está banalizada,
tanto o rock, criticado por VEJA anteriormente, quanto o reggae
têm letras sem nexo e de baixo nível. Estamos na pior
fase da música nacional, que toca nas rádios somente
por causa dos jabás pagos às emissoras de todo o Brasil.
Só VEJA teve a coragem de criticá-los até agora
("O túmulo do reggae", 2 de agosto)!
Luiz André Carneiro de Castro
São Paulo, SP
De fato, o "reggae" cantarolado
por Edu Ribeiro e Armandinho é uma lástima. No entanto,
a afirmação de que "o Brasil produz o pior reggae
do mundo" é injusta quando se pensa no reggae de qualidade
produzido no Maranhão este, sim, o verdadeiro reggae
de raiz por bandas como Tribo de Jah e tantas outras desconhecidas
do grande público.
Giovanna Pacheco
São Luís, MA
Culpar o reggae pelos Armandinhos
da vida seria como culpar a MPB pelos Tiriricas que ela produz a
cada ano. Não se pode generalizar assim.
Santhiago Tovar Pylro
Vitória, ES
Stephen Kanitz
Brilhante a exposição
do senhor Stephen Kanitz ("Lula e os aposentados", Ponto de vista,
2 de agosto). Como funcionário público aposentado,
concordo plenamente com tudo o que foi dito, com a condição
de que as regras sejam estabelecidas desde o primeiro dia de trabalho
e não retroajam para quem está aposentado há
muitos anos e já não tem alternativa.
Roberto João Frizzo
Caxias do Sul, RS
Os aposentados do setor privado
têm seus ganhos esbulhados faz muitos e muitos anos. Pessoas
que se aposentaram com oito salários mínimos há
dez anos recebem pouco mais da metade. Isso evidentemente não
foi ganho de produtividade, mas sim a manifestação
do domínio dos que se encastelaram no setor público
e, mediante regras e leis feitas por eles mesmos, se beneficiam
à custa daqueles aos quais deveriam servir.
Jorge Lakatos
São Paulo, SP
Gustavo Ioschpe
Cumprimento VEJA por ter publicado
o artigo "Falência da educação brasileira" (26
de julho), de autoria de Gustavo Ioschpe. Como deputado federal,
tentei na Constituinte assegurar a todo cidadão brasileiro,
independentemente de recursos financeiros, o acesso não só
à escola pública e gratuita como também à
rede particular de ensino nesse caso mediante compra de vagas
pelo poder público para o estudante sem recursos financeiros
próprios ou da família. Educação deve
ser prioridade, pois sem ela não há progresso nem
desenvolvimento em nação alguma.
Victor José Faccioni
Porto Alegre, RS
Menopausa
Tarde fria de inverno, mesmo
assim me encontro em meio a ondas de calor e suando em bicas. Acabo
de ler a reportagem "Nem ervas, nem agulhas" (2 de agosto). A questão
não é não querer agüentar o tranco. É
que esse tranco atrapalha na maioria das vezes até mesmo
o desempenho profissional. Aguardo o dia em que teremos uma terapia
eficaz. Aproveito para cumprimentar VEJA, que toda semana consegue
se superar. Eu me orgulho de fazer parte dos seus assinantes há
mais de uma década.
Cidinha Girotto
Taquaritinga, SP
Exercícios físicos
Tenho 65 anos e corro 45 minutos,
três vezes por semana, faz mais de vinte anos. Estou numa
academia de ginástica há pouco mais de dois anos e
pratico irregularmente musculação. Sinto-me
ótimo, muito bem. Teste ergométrico, taxas de colesterol
e afins estão rigorosamente dentro da normalidade. A reportagem
"O preço do exagero" (2 de agosto), de Rosana Zakabi, foi
bastante ilustrativa e didática, servindo para advertir os
imprudentes. Mas é extraordinária a importância
do exercício físico para o aparelho cardiovascular,
principalmente para as coronárias. Além do mais, ele
é fabuloso para o rebaixamento das taxas de gordura. As lesões
musculares, tendinosas e ósseas acontecem com freqüência
até com os jovens que não sabem dosar os exercícios.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB
VEJA Especial Tecnologia
Assinante de VEJA já por
muitos anos, esta é a primeira vez que escrevo para a revista,
pois não posso deixar de cumprimentá-la por esse excelente
lançamento que aborda de forma magnífica a tecnologia
nos dias atuais (Especial Tecnologia, julho de 2006).
André Lopes Bela
São Paulo, SP
Varig
O que a reportagem "A Varig parou
de cair" (26 de julho) chama de benesses é uma parceria que
alguns artistas têm com a empresa num projeto chamado Asas
da Cultura. Essa troca existe há quase dez anos. Sobre a
ajuda governamental, é minha opinião pessoal, mas
acho que o governo deveria, sim, contribuir para a recuperação
da Varig, pagando o que deve à companhia. Os diversos planos
econômicos inclusive o Plano Collor foram danosos
à política empresarial da Varig. Assim, "Nosso Guia"
poderia dar um alento à companhia que tantos bons serviços
prestou ao país. E que os próprios credores afirmam
ser uma empresa viável.
Rosamaria Murtinho
Atriz
Rio de Janeiro, RJ
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CADÊ
A INDENIZAÇÃO?
Rose Brasil/ABR
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| Entrega de armas na Polícia Federal
em Brasília |
O leitor Alceu Emílio
de Almeida quer saber o que fizeram da indenização
em dinheiro prevista no programa de desarmamento do
Ministério da Justiça, que até
o momento ele não recebeu. "Eu, como milhares
de incautos, entreguei minhas armas em 3 de dezembro
de 2004 e solicitei a indenização, cujo
pagamento estava prometido para dali a trinta dias.
Até o momento, o ministério, além
de não me pagar, nem sequer se manifestou a respeito."
O site do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br)
informa que até o fim de 2005 foram pagas 448
419 indenizações, num total de 27,4 milhões
de reais, esgotando a verba prevista de 28 milhões.
Mas não diz quantos cidadãos ficaram sem
pagamento. O leitor não é o único.
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A DOAÇÃO
VOLUNTÁRIA DE SANGUE
Diversas
entidades ligadas à área da saúde
escreveram para a redação reclamando do
uso da bolsa de sangue na capa da edição
que tratou da máfia dos sanguessugas (26 de julho).
Uma delas foi a Associação Brasileira
de Bancos de Sangue, que congrega serviços de
hemoterapia privados, cujo presidente, Francisco Guilherme
Fujita Neto, escreveu: "Por se tratar do início
e fim de nossa especialidade, a bolsa de sangue tornou-se
ícone da hemoterapia, utilizada em campanhas
de solidariedade diversas, dentre as quais as de doação
voluntária de sangue. A correlação
entre a bolsa de sangue e a máfia dos sanguessugas
produz, no leitor menos avisado ou em quem conheceu
superficialmente a capa, a falsa idéia do envolvimento
da atividade hemoterápica com atos fraudulentos".
VEJA não acredita que seus leitores possam fazer
confusão entre os atos praticados por meliantes
abancados no Congresso, que sugaram recursos do Orçamento
destinados à saúde, e a nobre ação
dos que fazem doação voluntária
de sangue. De qualquer forma, fica aqui o esclarecimento:
doar sangue é um ato nobre que nada tem a ver
com o escândalo dos sanguessugas de Brasília.
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POÇOS
DE CALDAS E O PRESIDENTE
Em
sua coluna da semana passada, André Petry escreveu
que o presidente Lula sofre o preconceito de alguns
eleitores por ser monoglota, nordestino, metalúrgico
e ter passado a lua-de-mel em Poços de Caldas.
Maria Lúcia Mosconi, secretária municipal
de Turismo da cidade mineira, comentou: "Poços
de Caldas, na época dos cassinos, foi um dos
dez destinos mais procurados do país. Depois,
sem o glamour das casas de jogos, a cidade foi descoberta
como opção para os recém-casados
em lua-de-mel. Até os dias de hoje esse tipo
de turismo ocorre, e Poços de Caldas nunca discriminou
ninguém pela classe social. O presidente Lula,
realmente, passou aqui sua lua-de-mel. Na época,
ele era um sindicalista, um homem de bem". José
Carlos Polli, assessor de imprensa e comunicação
social da cidade mineira, também escreveu à
redação: "Lembro que, em épocas
passadas, Poços de Caldas era a estância
preferida pela elite brasileira. Luiz Inácio
Lula da Silva, então integrante da chamada elite
sindicalista, passou sua lua-de-mel na cidade, mostrando
que já era dado a usufruir privilégios
reservados aos favorecidos pela sorte".
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