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Edição 1968 . 9 de agosto de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja.com
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"A capa desta semana retrata o que o mundo dito civilizado deveria estar sentindo. A mãe chorando lágrimas de sangue. Muito tocante."
Sergio Roberto de Oliveira
São Paulo, SP

 

Oriente Médio

VEJA tem sido um oásis na imprensa nacional pela maneira como aborda a situação da guerra entre Israel e o Hezbollah. Vem sendo imparcial, ponderada e responsável, passando a seus leitores o diagnóstico correto de todo o conflito, diferente de tudo o que tenho lido nas últimas semanas em grandes veículos de imprensa ("Existe guerra justa?", 2 de agosto).
Flávio Stanger
Rio de Janeiro, RJ

Nada justifica essa brutalidade de judeus e militantes do Hezbollah. Toda guerra é burra, estúpida e desleal. Todos perdem, sempre.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Nenhum órgão da imprensa, até este momento, descreveu com tanta clareza, detalhando fatos reais, o que só não vê quem não quer: quem começou a guerra foi o Hezbollah. Israel está respondendo ao ataque inicial, principalmente porque esse grupo terrorista vem sendo financiado pelo Irã e pela Síria, que querem que Israel vá pelos ares. Por que o Líbano permitiu que o Hezbollah ocupasse suas fronteiras?
Marcia Algranti
Rio de Janeiro, RJ

Não, não existe guerra justa se não há paridade de armas, e menos ainda quando, além de não se poder pretextá-la, se procura impô-la a quem não lhe deu causa. É um erro buscar explicação no inexplicável, alhear o Líbano da belicosidade e olvidar que o Hezbollah não passa de um tumor que se carrega de forma indesejada. Não se carece de explicação para tamanha sandice. Ela é clara, desproporcional e merece a reprimenda que os fracos e subservientes – como o Estado brasileiro, para o qual os libaneses tanto contribuíram – preferem ignorar, lamentavelmente.
Rodrigo Brandeburgo Curi
Florianópolis, SC

O próprio texto – muito informativo – acaba demonstrando que o Estado de Israel não tem alternativa. Israel não enfrenta um outro Estado, mas uma organização terrorista criminosa, que não tem escrúpulos de se abrigar na população civil libanesa, em que é uma minoria. O Hezbollah é o responsável pelas baixas civis.
Harald Hellmuth
São Paulo, SP

O lado mais forte tem o dever de saber usar a força de forma responsável. A destruição do Líbano por Israel tem muito mais efeito sobre a população pacífica do que sobre as milícias do Hezbollah, reduzindo ainda mais qualquer condição que o governo do Líbano pudesse ter de controlar a fronteira.
Hani Camille Yehia
Belo Horizonte, MG

É uma tristeza enorme acompanhar a escalada de ataques de Israel ao Líbano. É certo que o Hezbollah (financiado pela Síria e pelo Irã) radicalizou invadindo o território israelense e seqüestrando soldados, mas a reação está sendo descomunal.
José Rubens Neris
Rondonópolis, MT

Sob o pretexto de combater o Hezbollah e defender a paz, o Estado de Israel declara guerra ao Líbano, destruindo toda a infra-estrutura de transportes daquele país e aniquilando uma quantidade enorme de vidas de civis inocentes, na sua maioria cristãos dotados do mais elevado nível cultural dentre todos os povos do Oriente Médio.
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP

Concordo que essa guerra está ultrapassando todos os limites que o mundo inteiro esperava. Temos de perceber que o lado mais forte dessa guerra não é Israel e o mais fraco não são os libaneses. Quem realmente sofre com a ameaça terrorista é o planeta inteiro, que vive à mercê das loucuras desses extremistas, que já provocaram muito mais mortes de inocentes pelo mundo do que esse conflito poderá causar. É só lembrar do 11 de Setembro, de Londres, do Egito.
Miriam Binsztok
Rio de Janeiro, RJ

Belíssimo o artigo do doutor Alan Dershowitz ("O conceito de reação razoável e a lógica do terrorismo"). Poucas vezes li um texto tão lúcido e sensato sobre o tema. O que vemos, por vezes, na TV não reflete o sofrimento diário de um povo (os judeus) que é fustigado dia após dia e, pouquíssimo tempo atrás, teve um terço da população dizimada. Os terroristas usam civis como escudos humanos, são aplaudidos por esses mesmos civis e ainda lucram com a "comoção" internacional.
Alexandre Albagli Oliveira
Aracaju, SE

Absurdo! Estão querendo justificar o injustificável! Os atentados terroristas promovidos por Israel, como em Qana, deixam-no num patamar muito mais sangrento que o Hezbollah. E, para aqueles que querem classificar Olmert como o "justo" da história, pergunto: por que Israel mantém ainda mais de 10.000 prisioneiros sem julgamento? Por que não desocupa a região de Shebaa, pertencente ao Líbano? Por que não permite o retorno de refugiados palestinos à sua casa, mantendo-os no Líbano? Israel tem enorme responsabilidade, e não se pode esquecer disso, da mesma forma que a ONU, que jamais fez Israel cumprir uma resolução.
Yussef Ali Abdouni
São Paulo, SP

 

Eliana Cardoso

Cumprimento VEJA e a doutora Eliana Cardoso pela brilhante entrevista das páginas amarelas (2 de agosto). A doutora Eliana é uma prova de que este país dispõe de pessoas bem formadas e capazes de iluminar os caminhos com clareza e lucidez. Infelizmente, clareza e lucidez (para não falar de honradez) é o que parece faltar à grande maioria dos nossos políticos.
Victório Siqueira
Rio de Janeiro, RJ

No tópico em que Eliana Cardoso explica as razões da diferença de renda entre o Brasil e os Estados Unidos, eu incluiria o fato de os EUA terem sido mais bem dotados pela natureza de recursos naturais necessários à industrialização. A indústria do aço é fundamental para a industrialização de um país. O primeiro processo para produção em massa de aço foi criado na Alemanha, por volta de 1870. Os EUA tinham as duas matérias-primas básicas para a sua produção: minério de ferro e carvão mineral coqueificável. O Brasil só contava com minério de ferro. Assim, os Estados Unidos puderam produzir aço com a Europa, enquanto o Brasil começou a produzi-lo somente em 1946, quando o carvão mineral coqueificável já estava sendo negociado no mercado internacional com segurança de fornecimento contínuo. Setenta e seis anos perdidos pelo Brasil.
Francisco Alves dos Reis
Rio de Janeiro, RJ

 

Congresso

Excelentes as "12 ações para caçar os corruptos" (2 de agosto). É pena que a quase totalidade seja de difícil ou até mesmo impossível aprovação, tendo em vista que feriria interesses espúrios da maioria dos próprios parlamentares. Seria necessário acrescentar uma 13ª no sentido de mudar a Constituição, impedindo que os parlamentares legislem em causa própria.
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

A única arma capaz de sanear os costumes políticos é o voto responsável. Quem pode fazer justiça é o próprio povo, cassando o mandato de todos os políticos corruptos, coniventes ou omissos, através da não reeleição. Não vamos vender, outra vez, nosso voto por uma camiseta nem por uma bolsa qualquer.
Salvatore D'Onofrio
São José do Rio Preto, SP

Com relação ao que foi publicado na edição 1 967 desta revista, gostaríamos de esclarecer que o senhor Marcos Valério Fernandes de Souza nunca atuou em defesa de interesses do Banco BMG junto ao Banco Central do Brasil, ao Congresso Nacional ou a qualquer outra instituição, pública ou privada, nem recebeu do banco tal delegação.
Márcio Araújo
Vice-presidente do Banco BMG
Belo Horizonte, MG

Fiquei a analisar, pela singularidade e perfeição da matéria, o que fazer realmente para acabar com essa chaga. O voto sem dúvida é o fato gerador para debelar esse mal; porém, alguns integrantes do Legislativo se comportam com a mentalidade e as deformações que, há décadas, têm dominado a política nacional. Daí a boa convivência com os inimigos do passado. Daí o vale-tudo em nome da governabilidade. Encarnam o que sempre criticaram. O poder venceu o sonho.
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM

 

Débora Daggy

Gostaria de manifestar minha indignação com as declarações irresponsáveis feitas pela modelo Débora Daggy na última edição de VEJA ("O povo quer votar em quem mostra conteúdo", 2 de agosto. Sou o fotógrafo que realizou as fotos em que a modelo diz ter sido enganada. As fotos foram feitas para um blog especial sobre as Eleições 2006, do Jornal do Commercio, um dos veículos mais importantes e respeitados do Nordeste. A pauta já estava marcada com mais de uma semana de antecedência pela repórter Cecília Ramos, que a entrevistou e fez a matéria. Foi Cecília, inclusive, quem me explicou como seriam as fotos, que já estavam acordadas com a modelo. Débora Daggy viu o resultado das fotos em tempo real, no visor de LCD de minha câmera digital. Elogiou e ainda sugeriu as fotos que gostaria que fossem publicadas.
Marcos Michael
Recife, PE

 

Congresso 2

Cumprimento VEJA pela reportagem "12 ações para caçar os corruptos" (2 de agosto). Concordo em gênero, número e grau com onze delas, mas, a bem da verdade, não posso deixar de me manifestar contra a sugestão de extinguir o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Não é difícil, senhor diretor, imaginar diversas situações em que a não-observância do chamado "devido processo legal" possa vir a servir a interesses políticos incontestáveis, comprometendo a estabilidade das instituições e a própria democracia. Uma pequena injustiça é uma ameaça a toda a Justiça: quaisquer que sejam a abrangência e a amplitude do instituto da imunidade parlamentar, não podemos julgar nem condenar sumariamente os representantes do povo, bem ou mal eleitos, numa espécie de tribunal de exceção.
Ricardo Izar
Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Caro Mainardi, foi com enorme pesar que li sua última coluna. Sempre pensei que essas tranqueiras haviam migrado todas aqui para Joinville. Agora descobri que minha cidade não é o único reduto desses ratos. Eles infestam o mundo. Como mãe de um portador de necessidades especiais, sei bem do que você reclama. Somos vistos como loucos que buscam um milagre, quando a única coisa que queremos é um diagnóstico confiável ("Turismo hospitalar", 2 de agosto).
Cristiane B. Wiest
Joinville, SC

Sou médica e tenho um filho com paralisia cerebral. Concordo que nós, médicos, não temos idéia do que realmente vai dar certo com essas crianças. A sociedade também não dá a mínima no que se refere à inclusão social. Na questão de acessibilidade, o Brasil é um caos. A inclusão escolar ainda parece uma brincadeira de faz-de-conta. As famílias dessas crianças, sobretudo as menos favorecidas economicamente, são igualmente discriminadas, excluídas. Felizmente elas são felizes e especiais para nós, pais, que também erramos enormemente, mas somos os únicos que as conhecem bem e as amam de modo incondicional.
Suedy Coelho
Salvador, BA

Espetacular o artigo de Diogo Mainardi. Desmascara esse rótulo de médicos americanos cheios de títulos serem os tais. São nada. Bons mesmo são os clínicos gerais nos interiores do país afora, que cuidam e tratam da população mais carente do Brasil com suporte físico e técnico precário. A medicina precisa de vida, e não de títulos para inflamar egos e acumular pó!
Bruno Leal
Clínico geral
Paranavaí, PR

Compreendemos o drama da paralisia cerebral e, sob esse viés, também entendemos o posicionamento do jornalista Diogo Mainardi. Não podemos deixar, contudo, de reprovar as generalizações inapropriadas. Pesquisa do Ibope de 2005, realizada entre dezoito categorias, aponta os médicos como os mais bem avaliados, com 81% de confiança dos entrevistados. Sabemos que essa credibilidade foi conquistada com dedicação, muito esforço e a busca constante pela preservação e restauração da saúde do próximo. Lamentavelmente, em todas as profissões existem erros e desvios, mas isso não justifica generalizações.
José Luiz Gomes do Amaral
Presidente da Associação Médica Brasileira
São Paulo, SP

 

Reggae

Até que enfim alguém se pronunciou. A música nacional está banalizada, tanto o rock, criticado por VEJA anteriormente, quanto o reggae têm letras sem nexo e de baixo nível. Estamos na pior fase da música nacional, que toca nas rádios somente por causa dos jabás pagos às emissoras de todo o Brasil. Só VEJA teve a coragem de criticá-los até agora ("O túmulo do reggae", 2 de agosto)!
Luiz André Carneiro de Castro
São Paulo, SP

De fato, o "reggae" cantarolado por Edu Ribeiro e Armandinho é uma lástima. No entanto, a afirmação de que "o Brasil produz o pior reggae do mundo" é injusta quando se pensa no reggae de qualidade produzido no Maranhão – este, sim, o verdadeiro reggae de raiz – por bandas como Tribo de Jah e tantas outras desconhecidas do grande público.
Giovanna Pacheco
São Luís, MA

Culpar o reggae pelos Armandinhos da vida seria como culpar a MPB pelos Tiriricas que ela produz a cada ano. Não se pode generalizar assim.
Santhiago Tovar Pylro
Vitória, ES

 

Stephen Kanitz

Brilhante a exposição do senhor Stephen Kanitz ("Lula e os aposentados", Ponto de vista, 2 de agosto). Como funcionário público aposentado, concordo plenamente com tudo o que foi dito, com a condição de que as regras sejam estabelecidas desde o primeiro dia de trabalho e não retroajam para quem está aposentado há muitos anos e já não tem alternativa.
Roberto João Frizzo
Caxias do Sul, RS

Os aposentados do setor privado têm seus ganhos esbulhados faz muitos e muitos anos. Pessoas que se aposentaram com oito salários mínimos há dez anos recebem pouco mais da metade. Isso evidentemente não foi ganho de produtividade, mas sim a manifestação do domínio dos que se encastelaram no setor público e, mediante regras e leis feitas por eles mesmos, se beneficiam à custa daqueles aos quais deveriam servir.
Jorge Lakatos
São Paulo, SP

 

Gustavo Ioschpe

Cumprimento VEJA por ter publicado o artigo "Falência da educação brasileira" (26 de julho), de autoria de Gustavo Ioschpe. Como deputado federal, tentei na Constituinte assegurar a todo cidadão brasileiro, independentemente de recursos financeiros, o acesso não só à escola pública e gratuita como também à rede particular de ensino – nesse caso mediante compra de vagas pelo poder público para o estudante sem recursos financeiros próprios ou da família. Educação deve ser prioridade, pois sem ela não há progresso nem desenvolvimento em nação alguma.
Victor José Faccioni
Porto Alegre, RS

 

Menopausa

Tarde fria de inverno, mesmo assim me encontro em meio a ondas de calor e suando em bicas. Acabo de ler a reportagem "Nem ervas, nem agulhas" (2 de agosto). A questão não é não querer agüentar o tranco. É que esse tranco atrapalha na maioria das vezes até mesmo o desempenho profissional. Aguardo o dia em que teremos uma terapia eficaz. Aproveito para cumprimentar VEJA, que toda semana consegue se superar. Eu me orgulho de fazer parte dos seus assinantes há mais de uma década.
Cidinha Girotto
Taquaritinga, SP

 

Exercícios físicos

Tenho 65 anos e corro 45 minutos, três vezes por semana, faz mais de vinte anos. Estou numa academia de ginástica há pouco mais de dois anos e pratico – irregularmente – musculação. Sinto-me ótimo, muito bem. Teste ergométrico, taxas de colesterol e afins estão rigorosamente dentro da normalidade. A reportagem "O preço do exagero" (2 de agosto), de Rosana Zakabi, foi bastante ilustrativa e didática, servindo para advertir os imprudentes. Mas é extraordinária a importância do exercício físico para o aparelho cardiovascular, principalmente para as coronárias. Além do mais, ele é fabuloso para o rebaixamento das taxas de gordura. As lesões musculares, tendinosas e ósseas acontecem com freqüência até com os jovens que não sabem dosar os exercícios.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB

 

VEJA Especial Tecnologia

Assinante de VEJA já por muitos anos, esta é a primeira vez que escrevo para a revista, pois não posso deixar de cumprimentá-la por esse excelente lançamento que aborda de forma magnífica a tecnologia nos dias atuais (Especial Tecnologia, julho de 2006).
André Lopes Bela
São Paulo, SP

 

Varig

O que a reportagem "A Varig parou de cair" (26 de julho) chama de benesses é uma parceria que alguns artistas têm com a empresa num projeto chamado Asas da Cultura. Essa troca existe há quase dez anos. Sobre a ajuda governamental, é minha opinião pessoal, mas acho que o governo deveria, sim, contribuir para a recuperação da Varig, pagando o que deve à companhia. Os diversos planos econômicos – inclusive o Plano Collor – foram danosos à política empresarial da Varig. Assim, "Nosso Guia" poderia dar um alento à companhia que tantos bons serviços prestou ao país. E que os próprios credores afirmam ser uma empresa viável.
Rosamaria Murtinho
Atriz
Rio de Janeiro, RJ

 

 

CADÊ A INDENIZAÇÃO?


Rose Brasil/ABR
Entrega de armas na Polícia Federal em Brasília

O leitor Alceu Emílio de Almeida quer saber o que fizeram da indenização em dinheiro prevista no programa de desarmamento do Ministério da Justiça, que até o momento ele não recebeu. "Eu, como milhares de incautos, entreguei minhas armas em 3 de dezembro de 2004 e solicitei a indenização, cujo pagamento estava prometido para dali a trinta dias. Até o momento, o ministério, além de não me pagar, nem sequer se manifestou a respeito." O site do Ministério da Justiça (www.mj.gov.br) informa que até o fim de 2005 foram pagas 448 419 indenizações, num total de 27,4 milhões de reais, esgotando a verba prevista de 28 milhões. Mas não diz quantos cidadãos ficaram sem pagamento. O leitor não é o único.

 

A DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE SANGUE


Diversas entidades ligadas à área da saúde escreveram para a redação reclamando do uso da bolsa de sangue na capa da edição que tratou da máfia dos sanguessugas (26 de julho). Uma delas foi a Associação Brasileira de Bancos de Sangue, que congrega serviços de hemoterapia privados, cujo presidente, Francisco Guilherme Fujita Neto, escreveu: "Por se tratar do início e fim de nossa especialidade, a bolsa de sangue tornou-se ícone da hemoterapia, utilizada em campanhas de solidariedade diversas, dentre as quais as de doação voluntária de sangue. A correlação entre a bolsa de sangue e a máfia dos sanguessugas produz, no leitor menos avisado ou em quem conheceu superficialmente a capa, a falsa idéia do envolvimento da atividade hemoterápica com atos fraudulentos". VEJA não acredita que seus leitores possam fazer confusão entre os atos praticados por meliantes abancados no Congresso, que sugaram recursos do Orçamento destinados à saúde, e a nobre ação dos que fazem doação voluntária de sangue. De qualquer forma, fica aqui o esclarecimento: doar sangue é um ato nobre que nada tem a ver com o escândalo dos sanguessugas de Brasília.

 

POÇOS DE CALDAS E O PRESIDENTE

Em sua coluna da semana passada, André Petry escreveu que o presidente Lula sofre o preconceito de alguns eleitores por ser monoglota, nordestino, metalúrgico e ter passado a lua-de-mel em Poços de Caldas. Maria Lúcia Mosconi, secretária municipal de Turismo da cidade mineira, comentou: "Poços de Caldas, na época dos cassinos, foi um dos dez destinos mais procurados do país. Depois, sem o glamour das casas de jogos, a cidade foi descoberta como opção para os recém-casados em lua-de-mel. Até os dias de hoje esse tipo de turismo ocorre, e Poços de Caldas nunca discriminou ninguém pela classe social. O presidente Lula, realmente, passou aqui sua lua-de-mel. Na época, ele era um sindicalista, um homem de bem". José Carlos Polli, assessor de imprensa e comunicação social da cidade mineira, também escreveu à redação: "Lembro que, em épocas passadas, Poços de Caldas era a estância preferida pela elite brasileira. Luiz Inácio Lula da Silva, então integrante da chamada elite sindicalista, passou sua lua-de-mel na cidade, mostrando que já era dado a usufruir privilégios reservados aos favorecidos pela sorte".

 

 
 
 
 
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