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Saúde
O
implante vapt-vupt
Técnica
restaura dente em um mês,
mas só é indicada em alguns casos
Leo Feltran
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| Tatilanne
e seus dentistas: implante com função e estética em quatro horas
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Uma
nova técnica vem ganhando adeptos nos consultórios
de dentistas no Brasil: o chamado implante de carga imediata. Ou,
no popular, um tratamento vapt-vupt, que permite ao paciente submeter-se
a todas as etapas do processo numa única consulta
e sair dela já com os dentes prontinhos para ser usados.
O procedimento não é exatamente uma novidade (chegou
ao Brasil há cerca de quatro anos), mas só agora começa
a ser usado com mais freqüência e tem incendiado o debate
dos profissionais dos consultórios. Não se trata de
nenhum milagre que aposenta de vez o implante tradicional, que leva
até oito meses para conseguir o resultado definitivo. O tratamento
imediato só é recomendado para dois tipos de paciente:
aquele que perdeu um dos dentes da frente e tem estrutura óssea
suficientemente preservada e o que precisa substituir todos os dentes
da arcada inferior caso em que a prótese inteira é
fixada por meio de quatro implantes. Nas demais situações,
a melhor indicação ainda é o método
convencional.
A
maior vantagem do novo procedimento é que ele encurta a duração
da parte mais incômoda do processo. Pelo sistema tradicional,
o paciente primeiro faz a cirurgia para implantação
no osso da raiz artificial, um pino de titânio. Em seguida,
é preciso esperar até seis meses para o pino integrar-se
ao osso. Por fim, volta ao consultório para uma nova incisão
e a colocação do chamado "pilar externo", peça
que é rosqueada ao pino para sustentar o novo dente. No implante
de carga imediata tudo isso acontece num só dia. Em alguns
casos, é possível sair já com o dente definitivo.
Em outros, com um provisório, que será substituído
pela coroa definitiva cerca de um mês depois.
Esse
ganho de tempo surgiu de estudos do próprio Per Ingvar Bränemark,
o sueco que criou, há quarenta anos, o "protocolo" para implantes
dentários e é hoje radicado no Brasil. Há dez
anos, ele iniciou pesquisas para encurtar e simplificar o processo
e chegou à conclusão de que, em alguns casos, não
seria necessário esperar tanto, e os movimentos da mastigação
poderiam até estimular a integração do pino
ao osso. "Hoje, a carga imediata é comum em vários
consultórios", afirma o cirurgião-dentista José
Marcio Leite do Amaral, professor dos cursos de pós-graduação
em implantodontia da Universidade Metropolitana de Santos e do Senac-SP
e um dos primeiros a aderir à nova técnica: já
ofereceu o tratamento a 120 pacientes. A estudante Tatilanne Gonçalves
de Santos, 21 anos, implantou dois dentes frontais superiores que
não haviam nascido naturalmente. "Tive de fazer um tratamento
ortodôntico de quatro anos para criar os espaços. A
colocação dos pinos levou apenas quatro horas", conta
ela. Os dentes definitivos de Tatilanne foram construídos
sobre pilares de zircônia, material que favorece o resultado
estético, diz o professor de dentística Paulo Kano.
Por ser novidade, o implante de carga imediata é visto com
cautela, embora as chances de sucesso nos dois casos sejam as mesmas:
97%. Os preços também não variam. Em qualquer
tipo de tratamento, pagam-se entre 1.000 e 2.000 reais pelo implante
de cada pino e mais 1.000 a 3.000 reais por coroa definitiva.
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