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STF
O
Febeapá da OAB
O
presidente da Ordem rouba
a cena com fala disparatada
Ricardo Chaves/Ag. O Globo
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| Busato:
uma mistura de grosseria e desatino |
O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, resolveu
dar uma contribuição ao famoso Festival de Besteiras
que Assola o País, o Febeapá. Na posse do novo presidente
do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, Busato afirmou em discurso
que "o Brasil é um país inconstitucional". Os ministros
do Supremo ficaram ofendidos com o desatino, visto que o dever do
tribunal é justamente garantir que o país caminhe
dentro dos limites da Constituição. Em seguida, como
se não bastasse, Busato passou a atacar o governo por causa
do reajuste do salário mínimo como se isso
fosse de sua alçada. Para ele, o valor de 260 reais aprovado
na véspera pelos deputados é insuficiente. A grosseria,
dessa vez, foi com o presidente Lula, que estava presente, mas não
podia responder. Se pudesse, talvez tivesse sido o caso de reclamar
dos honorários cobrados pelos advogados num país tão
injusto, pobre, desvalido etc. Insatisfeito, Busato mirou, então,
no Congresso. Criticou as reformas feitas pelos parlamentares na
Constituição. É difícil entender o que
ele quis dizer, já que essa é uma das funções
dos congressistas. O presidente da OAB também pegou emprestado
o bordão da política estudantil e desancou "o modelo
econômico que está aí". Essas frases de efeito
poderiam cair bem numa assembléia universitária. No
Supremo, foram apenas falta de educação. Prevendo
o desastre, Jobim tinha prometido a Lula que o defenderia se Busato
atirasse. Cumpriu. A OAB teve um papel importante na redemocratização
do Brasil. Busato mostra que ela anda perdida desde que as instituições
voltaram a funcionar.
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