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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
Na mira da PF Na surdina, a Polícia Federal está investigando denúncias de fraudes ocorridas durante o processo de liquidação de vários bancos nos últimos anos incluindo-se aí o falecido Nacional. Coisas cabeludas que teriam sido armadas depois que os bancos estavam nas mãos dos liquidantes. Pesos e medidas O mercado financeiro permanece muito mais aflito com a crise argentina do que com o agitado clima político brasileiro. A montanha-russa do Playcenter O GP Investimentos, do ex-banqueiro Jorge Paulo Lemann, está passando o chapéu entre os fundos de pensão estatais. Quer que eles despejem (mais) um caminhão de dinheiro no parque Playcenter, cuja situação financeira parece um trem-fantasma. A Previ e a Petros, no entanto, já decidiram que não abrirão seus cofres e a Funcef deve ir pelo mesmo caminho. Briga em família O tempo está esquentando na família Geyer, proprietária da Unipar, um dos gigantes do setor petroquímico brasileiro. A matriarca, Maria Cecília Geyer, quer destituir seu próprio filho do conselho de administração da companhia.
A "cara" do governo FHC Para o bem ou para o mal, os eleitores já identificaram quem é a "cara" do governo FHC. O Vox Populi acaba de concluir uma pesquisa nacional, na qual incluiu a seguinte pergunta: "Qual desses ministros está mais identificado com FHC e com seu governo?" Deu José Serra na cabeça, com 24% do total. Colado no ministro da Saúde ficou Pedro Malan, com 20%. Muito, muito atrás apareceram Pimenta da Veiga (5%) e Paulo Renato Souza (3%). O silêncio como arma O ex-senador Luiz Estevão comemorou em Paris, na noite de sexta-feira passada, o desempenho de seu arquiinimigo José Roberto Arruda na acareação promovida no Senado. Mas resolveu não dar declarações. Teme que qualquer coisa que fale se volte a favor de Arruda.
O próximo round Ganhará um item de peso a pauta de desentendimentos entre Brasil e EUA atualmente capitaneada pelas patentes farmacêuticas, uma contenda na qual até o comedido FHC entrou falando grosso. Como se não bastassem as barreiras às exportações brasileiras de aço, o governo Bush está prestes a desembrulhar um pacote de pesados subsídios para a combalida indústria siderúrgica de lá.
Juan, o lavador de dinheiro... Veja como a Justiça pode ser compreensiva com um dos maiores lavadores de dinheiro do país. No mês passado, o BC foi alertado por um banco carioca de que o correntista Juan Carlos Villanueva estava realizando operações suspeitas. Villanueva, implicado até a medula num esquema de lavagem de dólares no Paraná e com mandado de prisão preventiva decretado contra ele desde 1999, trouxe do exterior o equivalente a 5 milhões de reais e aplicou em investimentos no banco carioca. Imediatamente, o BC bloqueou os recursos e impediu que Villanueva mandasse esses milhões de volta para o exterior. Se a história terminasse aí, seria uma operação mais do que bem-sucedida. Mas, há dez dias, Villanueva conseguiu que Francisco Pizzolante, juiz federal do Rio, desse um despacho liberando seus suados recursos para serem enviados ao exterior. O BC agora tenta virar o jogo enquanto o dinheiro ainda não bateu asas para fora do país. ...e o juiz O juiz federal Francisco Pizzolante, nunca é tarde para lembrar, é aquele que no ano passado concedeu liberdade provisória a um traficante internacional de drogas. E, como se não bastasse, é o mesmo que está estudando há tanto tempo o processo em que o especulador Naji Nahas está sendo alvo por crime contra a economia popular que a ação corre o risco de prescrever.
Tanure avança O empresário Nelson Tanure, o novo dono do Jornal do Brasil, assinou um acordo que lhe permite comprar 10% do jornal carioca O Dia num prazo de dois meses.
Socorro!
A violência nas ruas levou os bancos 24 horas a estipular um limite
para saques de 100 reais entre 10 da noite e 6 da manhã. Agora,
se depender dos usuários, pode vir aí outra restrição:
no Bradesco não pára de crescer o número de pedidos
para que os bancos eletrônicos não mais emitam extratos com
o valor total dos investimentos que o correntista possui. O motivo é
o pânico crescente com os seqüestros relâmpagos. Daqui
a pouco algum engraçadinho inventa uma solução definitiva
para o problema: acaba com os caixas eletrônicos...
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