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No tom errado

O programa Megatom retorna
ao estaleiro. E pode sair do ar

Marcelo Camacho

 
Divulgação/TV Globo
Tom, de peruca loira: ego enorme

Está na corda bamba o programa Megatom, comandado por Tom Cavalcante nas tardes de domingo da Globo. Ele acaba de ser tirado do ar por quatro semanas. A versão oficial é a de que a emissora precisou abrir espaço para as transmissões das finais do Campeonato Paulista de Futebol. A direção da Globo, porém, não está nada satisfeita com a atração – o que alimenta os rumores de que o Megatom pode vir a ser eliminado definitivamente. No mínimo, esse tempo no estaleiro servirá para que o programa seja reformulado pelo diretor Roberto Talma. Hoje, a audiência do Megatom patina na casa dos 16 pontos (contra 21 do SBT, no mesmo horário). Em fevereiro do ano passado, quando estreou, ele chegou a marcar 32 pontos. De início, o Megatom apostava na habilidade de Tom para imitar cantores populares. Em três meses, a fórmula se esgotou e o ibope despencou para os 18 pontos. Tom passou a investir mais nos tipos caricatos, sua especialidade. De novo, não deu certo, e Tom virou entrevistador, daquele tipo intrometido que vai andando atrás das celebridades. Mais sem graça, impossível. No novo Megatom, as entrevistas devem desaparecer. Voltarão as composições de tipos – decisão amparada no sucesso que o humorista faz com Pitbicha, caricatura de um homossexual enrustido, no Zorra Total. Para que a nova fase dê certo, no entanto, Tom precisará controlar seu ego e se acertar com o diretor Roberto Talma.

   
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