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Edição 1 699 - 9 de maio de 2001
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Quem não tem terá

Gravadores de CD são a melhor
novidade
dos computadores

Fernanda Colavitti


Lançados no Brasil há pouco mais de três anos, os gravadores de CD eram praticamente inacessíveis à maioria dos donos de computador. Seu preço era muito alto e a operação, trabalhosa. Agora os gravadores, chamados de drives CD-RW, se modernizaram, ficaram mais baratos, descomplicados e, finalmente, entraram para a cesta básica de muitos usuários de computador doméstico. "Queimar CDs" tornou-se uma atividade quase tão adorada pelos adolescentes quanto "ficar" ou "sair para uma balada". O maior atrativo é gravar músicas baixadas da internet em formato MP3, que são depois convertidas em arquivos musicais que podem ser reproduzidos pelos CD-players comuns. Os gravadores mais novos usam dois tipos de disco, o CD-R (que permite uma única gravação) e o CD-RW (reutilizável).

"É o acessório cuja venda mais cresceu nos últimos meses, desde o Natal", diz Walter Sitta, gerente de canais da Sony Informática no Brasil. A previsão de Sandra Faria, gerente de aplicações da Philips, é que, em pouco tempo, eles substituam os drives de CD-ROM e DVD-ROM que já vêm instalados nos melhores computadores. Isso está acontecendo nos Estados Unidos. Os diversos modelos e marcas de aparelhos existentes no mercado diferem quanto à velocidade de gravação, regravação e leitura. O tempo gasto para gravar um CD musical inteiro vai de seis a dezesseis minutos. A grande dúvida na hora de comprar diz respeito ao tipo de conexão que o novo drive terá com a máquina. Eles podem ser plugados de três ou quatro maneiras, dependendo do computador. As ligações do tipo SCSI, iLink e USB são as mais velozes e estáveis. Os discos graváveis uma única vez custam de 3 a 5 reais. São os preferidos. Não só pelo preço baixo. É que, ao contrário dos CDs-RW, eles podem ser tocados nos aparelhos de som comuns.



 
 
   
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