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A lei dos carros verdes

Montadoras são obrigadas a
fabricar veículos menos poluentes


Divulgação

O protótipo da BMW: vapor d'água em vez de fumaça preta

Para diminuir a emissão de dióxido de carbono nos céus das metrópoles, a indústria automobilística está investindo no desenvolvimento dos chamados "carros verdes". No primeiro estágio dessa revolução, as montadoras "limparam" os motores a gasolina e diesel. Graças a catalisadores mais eficientes, alguns modelos atuais lançam 70% a menos de sujeira no ar do que os veículos da década de 1980. Agora, as montadoras estão sendo pressionadas a criar automóveis com taxa zero de poluição. O grande modelo desse movimento é o Estado americano da Califórnia, que implementou a mais rígida legislação ambiental do mundo em relação ao assunto. Ela obrigou os fabricantes a colocar em circulação uma cota mínima de 2% de "carros verdes". A lei prevê ainda que eles devem representar 10% do total da frota até 2003. O conjunto dessas medidas já se faz sentir na atmosfera. Los Angeles, na Califórnia, deixou de ser a cidade com a pior qualidade de ar dos Estados Unidos, posto que ocupava até quase o final da década de 1990. Mesmo em países que não adotaram medidas tão radicais ocorreram avanços. Até mesmo casos tidos como terminais pelos especialistas, como São Paulo e a Cidade do México, apresentaram sinais animadores de recuperação nos últimos anos.

O grande desafio do momento da indústria automobilística é como viabilizar comercialmente a produção dos "carros verdes". No caso da energia elétrica, a fonte de combustível alternativa há mais tempo estudada pela indústria, chegou-se a um impasse. Os engenheiros foram incapazes de solucionar alguns problemas crônicos desses automóveis, como a baixa autonomia. Por isso, as fábricas estão investindo na construção de motores híbridos, que alternam gasolina e eletricidade. É o que se pode fazer de melhor diante das circunstâncias, mas não o suficiente para atingir a meta de emissão zero de poluentes.


No momento, o campo de pesquisas mais promissor é o de carros movidos a hidrogênio líquido. A montadora alemã BMW já colocou em circulação uma frota de quinze veículos do tipo pela Europa. Em vez de fumaça preta, os escapamentos dos automóveis soltam vapor d'água. Segundo as previsões otimistas dos engenheiros da BMW, o primeiro modelo será lançado comercialmente em dois anos, ao custo aproximado de 200.000 reais. Nesse caso, a grande dificuldade não está relacionada à autonomia. Como o hidrogênio precisa ser resfriado à temperatura de 250 graus negativos para ser armazenado, a operação de abastecimento é feita por robôs. Até hoje, a cidade de Munique, na Alemanha, é a única do mundo que possui um posto do tipo.

 

   
 
   
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