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ALEMANHA
Do
gramado ao navio negreiro
AFP

Apuros:
Akpoborie no banco (dos réus) |
Jonathan Akpoborie, o atacante da seleção da Nigéria
e do VfL Wolfsburg, da primeira divisão alemã, pode ter
dado a maior pisada na bola de sua vida. Quando surgiram os primeiros
rumores de que ele seria o dono do navio MV Etireno, que vagou
pela costa africana com crianças escravas, no mês passado,
Akpoborie disse que eram calúnias. Na semana passada, foi obrigado
a viajar às pressas para Benin. Os cartolas do Wolfsburg desconfiam
que o artilheiro nigeriano é, sim, o dono do navio negreiro. Por
pressão da Volkswagen, patrocinadora da equipe, suspenderam-no
por tempo indeterminado. Para voltar à vida confortável
na Alemanha com a mulher e dois filhos, Akpoborie terá de provar
que não tem nada a ver com o tráfico das crianças
escravas.
JAPÃO
O "Pequeno
General"
queria ver Mickey
Reuters

Kim,
da Coréia do Norte: queria passear na Disney |
Herdeiro da dinastia comunista fundada por seu avô, Kim Il Sung
("o Grande Líder", como era chamado), na Coréia do Norte,
Kim Jong Nam ("Pequeno General", como é chamado) decidiu levar
o filho de 4 anos para visitar a Disney World no Japão. Numa tentativa
canhestra de passar incógnito, muniu-se de um passaporte falso
da República Dominicana e foi pego no aeroporto, com a mulher,
o filho e uma empregada. Primeiro pensou-se que tivesse fugido de casa.
Seria razoável, visto que a Coréia do Norte é um
país fechado, atrasado e com a população morrendo
de fome. Nada disso, explicou o príncipe vermelho. Ele apenas deu
uma escapada para visitar Mickey Mouse.
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ESTADOS
UNIDOS
Guerra
nas Estrelas Episódio II
O
presidente americano, George W. Bush, anunciou a ressurreição
de um sonho de Ronald Reagan, do qual seu pai foi vice: o projeto
Guerra nas Estrelas. O argumento de Bush é que a Rússia
já não é ameaça. O problema são
os países irresponsáveis. Não citou os maus
elementos, mas todos sabem que ele pensava no Irã, no Iraque
e na Coréia do Norte. Como os planos são mais modestos
que os apresentados por Reagan em 1983, o projeto foi apelidado
maldosamente de "Filho da Guerra nas Estrelas". O custo pode chegar
a 200 bilhões de dólares, dinheiro equivalente ao
dobro de tudo que o Brasil exporta e importa por ano. As dificuldades
para tirar o plano do papel são muitas: há limitações
técnicas, alguns aliados europeus temem uma nova corrida
armamentista, a Rússia está relutando em aceitar a
idéia e os chineses estão revoltados. Mas ninguém
duvida que os Estados Unidos, a única superpotência,
são capazes de transpor todas essas barreiras.
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SUÍÇA
Chamaram
o ladrão
Os
Estados Unidos não foram eleitos para a Comissão de
Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra,
pela primeira vez desde que o órgão foi criado, em
1947. Até aí nada demais. Mas impressiona o cuidado
com a seleção dos novos membros: Sudão, Paquistão,
Serra Leoa e Uganda. Com suas ditaduras sanguinárias, guerras
civis e intolerância religiosa, esses são os países
nos quais a comissão deveria ficar de olho.
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