Edição 1 635 - 9/2/2000

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Lauro Jardim

Chico Caruso
– Acredite, doutor Villas-Boas, doeu mais em mim do que no senhor

ECONOMIA

Assédio

A Goldman Sachs está de olho grande para cima do banco Matrix.

Na onda

A Previ, do alto de seus 32 bilhões de reais de patrimônio, vai começar a estudar investimentos na área de internet, onde ainda não pôs os pés. Quer aproveitar para subir no bonde enquanto a passagem ainda está barata.

Fim da festa

Está perto de acabar a farra dos donos de postos de gasolina de Brasília, interior de São Paulo e, sobretudo, Salvador. Nesses lugares o preço médio do combustível é o mais alto do país. O governo investigou e não gostou do que viu – um escancarado cartel.

 

TRABALHO

Invasão espanhola

Rendeu frutos o aperto que o Ministério do Trabalho deu nos vistos de trabalho de estrangeiros, que estariam tirando o emprego de brasileiros. Olhe os números: em 1999, foram concedidos 2.500 vistos de contrato de trabalho permanente. Isso é a metade do ano anterior. A Espanha foi dos raros países que conseguiram furar a barreira: está mandando cada vez mais gente para cá. No ano passado, a tropa espanhola foi de 30% do total que desembarcou no Brasil.

 

EDUCAÇÃO

Revolução silenciosa

A repetência sempre foi uma das grandes pragas do sistema educacional brasileiro. Ainda não deixou de ser, mas há boas novas na área. Entre 1982 e o ano passado, caiu de 67% para 43% o número de jovens com mais de um ano de atraso escolar.

 

PETROQUÍMICA

Marlin

As refinarias da Petrobras não estão equipadas para processar o ácido óleo do campo de Marlin. Por isso, a estatal vai entrar com 20% da nova refinaria do Ceará, que será adaptada para a função. A alemã Thyssen continua majoritária no negócio. Mas haverá um terceiro sócio: o empresário Eduardo Prado – com quem o ex-presidente da Petrobras Joel Rennó trabalhou em 1991.

 

JUSTIÇA

Menor que a encomenda

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, Reginaldo de Castro, está entrando com um processo de reparação de perdas e danos contra o encrencado senador Luiz Estevão. Castro reclama que a construtora brasiliense OK, de propriedade do senador, fez o prédio da OAB com 500 metros quadrados a menos do que o acertado contratualmente.

 

GOVERNO

Saúde para briga

Nem bem cicatrizou sua rusga com o ministro Pedro Malan, José Serra mudou de alvo. Briga agora com o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, por uma questão que nada tem a ver com seu Ministério da Saúde. Por enquanto, o desentendimento é filosófico. Serra acha que as empresas do setor deveriam ser privatizadas em lotes, enquanto Tourinho defende a venda numa única tacada.

Austeridade

O governador da Bahia, César Borges, está convidando jornalistas do país inteiro para se esbaldar em Salvador durante os quatro dias de Carnaval. A folia, que inclui passagens aéreas e hotéis, será custeada pelo contribuinte baiano.

O escolhido

O professor carioca Jerson Kelman é o nome de FHC para presidir a Agência Nacional de Águas, que cuidará da política de recursos hídricos do país.

Ameaça explosiva

Os caminhoneiros estão se ouriçando novamente. Desta vez, vêm tentando se entender com o MST. Querem a colaboração dos sem-terra numa greve que ameaçam fazer em março. Bem no início da safra.

Chatos só à tarde

ACM, que andou baixando no hospital, voltou ao trabalho na semana passada, mas alterou seus hábitos. Agora, trabalha menos de manhã e não vai mais atender os chatos até altas horas da noite, como fazia antes.

 

PUBLICIDADE

Cada um por si

A matriz da Coca-Cola decidiu que não fará mais campanhas mundiais de publicidade. Assim, a Coca de cada país decidirá como será feita a propaganda. Quem perde com isso é a McCann, agência que havia décadas coordenava as campanhas globais da companhia.

 

CINEMA

Espertinho

O confuso Guilherme Fontes anda brandindo para incautos um "nada consta" da CVM, responsável por investigar a prestação de contas do filme Chatô. O tal documento diz que sua produtora não está sofrendo inquérito por parte da CVM. Malandragem pura. As contas de Chatô – O Rei do Brasil estão sendo investigadas por técnicos da autarquia. O inquérito é uma etapa posterior – e, aliás, pode sair logo, logo. Os técnicos já enviaram uma recomendação ao colegiado da CVM para que se abra o inquérito.


Em queda

Marcelo Navarro


Quando o fenômeno Ratinho explodiu, há dois anos, muita gente boa previu que seu sucesso era fogo de palha. Passada a curiosidade inicial, a audiência refluiria. Os últimos meses estão dando razão aos especialistas – ainda que parte do tombo possa ser atribuída ao "efeito Terra Nostra". O ibope do Programa do Ratinho caiu quase pela metade, numa comparação entre as médias de audiência do primeiro semestre do ano passado e de janeiro (20% contra 11%).

 

Colaborou Julio César de Barros