Lauro Jardim
Chico Caruso
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| Acredite, doutor Villas-Boas, doeu mais em
mim do que no senhor |
ECONOMIA
Assédio
A Goldman Sachs está de olho grande para cima do banco
Matrix.
Na onda
A Previ, do alto de seus 32 bilhões de reais de patrimônio,
vai começar a estudar investimentos na área de internet,
onde ainda não pôs os pés. Quer aproveitar para subir no
bonde enquanto a passagem ainda está barata.
Fim da festa
Está perto de acabar a farra dos donos de postos de gasolina
de Brasília, interior de São Paulo e, sobretudo, Salvador.
Nesses lugares o preço médio do combustível é o mais alto
do país. O governo investigou e não gostou do que viu
um escancarado cartel.
TRABALHO
Invasão espanhola
Rendeu frutos o aperto que o Ministério do Trabalho deu
nos vistos de trabalho de estrangeiros, que estariam tirando
o emprego de brasileiros. Olhe os números: em 1999, foram
concedidos 2.500 vistos de
contrato de trabalho permanente. Isso é a metade do ano
anterior. A Espanha foi dos raros países que conseguiram
furar a barreira: está mandando cada vez mais gente para
cá. No ano passado, a tropa espanhola foi de 30% do total
que desembarcou no Brasil.
EDUCAÇÃO
Revolução silenciosa
A repetência sempre foi uma das grandes pragas do sistema
educacional brasileiro. Ainda não deixou de ser, mas há
boas novas na área. Entre 1982 e o ano passado, caiu de
67% para 43% o número de jovens com mais de um ano de atraso
escolar.
PETROQUÍMICA
Marlin
As refinarias da Petrobras não estão equipadas para processar
o ácido óleo do campo de Marlin. Por isso, a estatal vai
entrar com 20% da nova refinaria do Ceará, que será adaptada
para a função. A alemã Thyssen continua majoritária no negócio.
Mas haverá um terceiro sócio: o empresário Eduardo Prado
com quem o ex-presidente da Petrobras Joel Rennó trabalhou
em 1991.
JUSTIÇA
Menor que a encomenda
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB, Reginaldo
de Castro, está entrando com um processo de reparação de
perdas e danos contra o encrencado senador Luiz Estevão.
Castro reclama que a construtora brasiliense OK, de propriedade
do senador, fez o prédio da OAB com 500 metros quadrados
a menos do que o acertado contratualmente.
GOVERNO
Saúde para briga
Nem bem cicatrizou sua rusga com o ministro Pedro Malan,
José Serra mudou de alvo. Briga agora com o ministro das
Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, por uma questão que
nada tem a ver com seu Ministério da Saúde. Por enquanto,
o desentendimento é filosófico. Serra acha que as empresas
do setor deveriam ser privatizadas em lotes, enquanto Tourinho
defende a venda numa única tacada.
Austeridade
O governador da Bahia, César Borges, está convidando jornalistas
do país inteiro para se esbaldar em Salvador durante os
quatro dias de Carnaval. A folia, que inclui passagens aéreas
e hotéis, será custeada pelo contribuinte baiano.
O escolhido
O professor carioca Jerson Kelman é o nome de FHC para
presidir a Agência Nacional de Águas, que cuidará da política
de recursos hídricos do país.
Ameaça explosiva
Os caminhoneiros estão se ouriçando novamente. Desta vez,
vêm tentando se entender com o MST. Querem a colaboração
dos sem-terra numa greve que ameaçam fazer em março. Bem
no início da safra.
Chatos só à tarde
ACM, que andou baixando no hospital, voltou ao trabalho
na semana passada, mas alterou seus hábitos. Agora, trabalha
menos de manhã e não vai mais atender os chatos até altas
horas da noite, como fazia antes.
PUBLICIDADE
Cada um por si
A matriz da Coca-Cola decidiu que não fará mais campanhas
mundiais de publicidade. Assim, a Coca de cada país decidirá
como será feita a propaganda. Quem perde com isso é a McCann,
agência que havia décadas coordenava as campanhas globais
da companhia.
CINEMA
Espertinho
O confuso Guilherme Fontes anda brandindo para incautos
um "nada consta" da CVM, responsável por investigar
a prestação de contas do filme Chatô. O tal documento
diz que sua produtora não está sofrendo inquérito por parte
da CVM. Malandragem pura. As contas de Chatô O
Rei do Brasil estão sendo investigadas por técnicos
da autarquia. O inquérito é uma etapa posterior e,
aliás, pode sair logo, logo. Os técnicos já enviaram uma
recomendação ao colegiado da CVM para que se abra o inquérito.
Em queda
Marcelo Navarro
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Quando o fenômeno Ratinho explodiu, há dois anos,
muita gente boa previu que seu sucesso era fogo de
palha. Passada a curiosidade inicial, a audiência
refluiria. Os últimos meses estão dando razão aos
especialistas ainda que parte do tombo possa ser
atribuída ao "efeito Terra Nostra".
O ibope do Programa do Ratinho caiu quase pela
metade, numa comparação entre as médias de audiência
do primeiro semestre do ano passado e de janeiro (20%
contra 11%).
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Colaborou Julio César
de Barros