Edição 1 635 - 9/2/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Roberto Campos
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Veja recomenda

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

AGENTE MINEIRO NA EUROPA

O ex-embaixador José Aparecido de Oliveira vai deixar em breve o cargo de conselheiro do governador Itamar Franco para cumprir a função estratégica de agente mineiro na Europa. Oficialmente, ele terá o pomposo cargo de chefe do escritório de representação de Minas Gerais em Portugal. Sua missão: bater na porta das empresas para fazer propaganda das vantagens que elas teriam ao investir no Estado. A tarefa de Oliveira está fadada ao fracasso. Após assumir o governo, Itamar deu o calote em seus credores, inclusive nas dívidas em eurobônus.

 

ASSESSORA COM PRAZO DE VALIDADE

Uma nomeação feita pelo ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann, causou estranheza na semana passada. Ele colocou Teresa Jucá, esposa do senador Romero Jucá, no cargo de assessora especial do ministério nas regiões Norte e Centro-Oeste. O problema é que Teresa deve ser candidata do PSDB à prefeitura de Boa Vista, em Roraima, apesar de ter prometido a Jungmann que não disputará a eleição. Se quebrar a promessa, ela só deverá permanecer quatro meses no cargo. A dúvida é saber o que ela conseguirá realizar em tão pouco tempo no governo.

 

O CUIDADO NÃO FOI SUFICIENTE

O deputado Delfim Netto mandou instalar recentemente quatro pára-raios para proteger a casa de campo onde costuma passar os fins de semana. O técnico responsável avisou que a residência estava protegida mas havia o risco de o raio cair no poste que fica próximo da rua. Dito e feito. Há poucas semanas, um raio caiu no poste, a descarga entrou na casa pela ligação elétrica e queimou uma série de aparelhos da casa do deputado, entre eles o fax e o computador. Delfim não sabe a quem processar como responsável pelo estrago.

ELES NÃO FALAM EM DINHEIRO

O deputado Ronaldo Cezar Coelho tem reparado que o mecenato está se tornando cada vez mais raro e difícil no Brasil. Quando se encontram para discutir empréstimos para financiar projetos culturais, empresários e artistas não falam a mesma língua. O descompasso ocorre na disposição diferente para discutir o assunto. Os ricos, acostumados com o dinheiro, mostram-se cansados do tema e só querem discutir arte. Já os artistas, sedentos por novos recursos para realizar seus projetos, querem mesmo é falar em valores.

Fotos: J .L .Bulcão, Ana Araujo, Regis Filho,
Bia Parreiras