Absolvida: a top model inglesa Naomi Campbell,
de 29 anos. Em 1998, Georgina Galanis, assistente da modelo
durante a realização de um filme no Canadá, acusou Naomi
de agressão. Em um de seus inúmeros ataques de nervos, Naomi
teria agarrado Georgina pelo pescoço e golpeado sua cabeça
com um telefone. Como a modelo se declarou culpada das agressões,
ela recebeu a absolvição. Contou também o fato de, no ano
passado, Naomi ter-se internado por quase um mês em um clínica
americana para aprender a controlar a agressividade. Sem
o prestígio do início da carreira, poucos dias antes da
decisão da Justiça canadense, a supermodelo anunciou que
abandonará as passarelas de Nova York e Londres, para as
quais não foi chamada na última temporada de desfiles. Dia
2, em Toronto.
Operado: o príncipe Rainier, de Mônaco.
Aos 76 anos, foi submetido a uma cirurgia para a retirada
de um nódulo no pulmão. O resultado da biópsia que apontaria
a natureza do nódulo não havia saído até sexta-feira passada.
Dia 2, em Mônaco.
Nomeado: embaixador da Boa Vontade da ONU,
o atacante brasileiro Ronaldo, de 23 anos. Além da
participação em eventos beneficentes, o jogador da Inter
de Milão cederá sua imagem para campanhas contra a fome.
Dia 1º, em Genebra, Suíça.
Ganhou: sete prêmios no Festival de Goya,
o mais importante do cinema espanhol, o cineasta Pedro
Almodóvar, de 48 anos. O filme Tudo sobre Minha Mãe,
de 1999, recebeu quinze indicações. A fita deverá concorrer
ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano. Dia 30,
em Barcelona, na Espanha.
Condenado: a dois anos de prisão, por corrupção
passiva, o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri.
Durante o governo Collor, em uma conversa gravada por um
assessor, ele disse ter recebido 30 000 dólares para liberar
recursos do ministério para uma obra de saneamento no Acre.
Dia 31, em Brasília.
Eduardo Albarello
 |
| João Gordo: insuficiência respiratória |
Internado: com insuficiência respiratória aguda,
o apresentador da MTV e vocalista da banda de punk rock
Ratos do Porão, João Francisco Benedam, o João Gordo,
de 35 anos. Por causa de uma bronquite infecciosa, ele havia
perdido 50% de sua capacidade respiratória. A gravidade
do quadro deve-se à obesidade e ao tabagismo. Antes da internação,
o roqueiro pesava 211 quilos. Em menos de uma semana, perdeu
15. Apesar da melhora de seu estado, na última sexta-feira
ainda não havia previsão de alta da unidade de tratamento
intensivo. Dia 29, em São Paulo.
Indiciados: por crime de peculato, o ex-presidente
do Banco Central Francisco Lopes. Na quarta-feira
2, Lopes se negou a prestar depoimento à Polícia Federal
sobre a operação de socorro prestada pelo BC aos bancos
Marka e FonteCindam em janeiro de 1999, durante a crise
cambial. No dia seguinte, foi a vez do ex-dono do Banco
Marka, Salvatore Cacciola, e da ex-diretora jurídica
da instituição, Cinthia Costa e Souza. Cacciola é
acusado de gestão fraudulenta e co-autoria de peculato.
Cinthia, por co-autoria de peculato. No Rio de Janeiro.
Morreram: o ex-senador Jutahy Magalhães.
Apesar de carioca, ele construiu toda a carreira política
na Bahia, para onde se mudou ainda criança com a família.
Iniciou a vida pública como vereador da Ilha de Itaparica,
aos 30 anos, e elegeu-se deputado estadual em 1962. Em 1971,
quando era vice-governador da Bahia, rompeu com o então
governador Antonio Carlos Magalhães. Com isso, tornou-se
um dos principais adversários políticos do atual presidente
do Senado. Defensor do parlamentarismo, negou apoio à legalização
do Partido Comunista Brasileiro e sempre se pronunciou a
favor da reforma agrária. Depois de passar pelo PMDB, em
1990, filiou-se ao PSDB. Dia 31, aos 70 anos, de câncer
de fígado, em Salvador.
o mestre chinês Liu Pai Lin, precursor do tai chi
chuan no Brasil. Começou a treinar aos 7 anos com o avô.
Aos 17 anos, entrou para o Exército chinês e, aos 34, chegou
a general. Em 1975, ao visitar uma filha na capital paulista,
decidiu ficar no país. Dia 3, aos 94 anos, de causas naturais,
em São Paulo.
Venceu: o Aberto da Austrália, o tenista
americano Andre Agassi, de 29 anos. Número 1 do mundo,
ele derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov por 3 sets a 1.
Com a vitória, sobe para seis o número de títulos que conquistou
em torneios do Grand Slam, os mais importantes do mundo.
Dia 30, em Melbourne.
Cai o pano
Frederic Jean
 |
| Prado: vida ligada ao teatro |
Depois de quase seis décadas de serviços prestados ao
teatro brasileiro, como crítico profissional e estudioso,
o paulista Décio de Almeida Prado morreu no último
dia 4, aos 82 anos, vítima de infarto. Prado estreou
na crítica em 1940, numa revista fundada com amigos.
Depois passou 22 anos escrevendo para o jornal O
Estado de S. Paulo. Nesse posto, ajudou a implantar
uma revolução nos palcos, incentivando atores e diretores
a abandonar a tradição agonizante das comédias de costumes
e partir para vôos mais altos. Em 1968, ele trocou de
vez o jornal pela universidade. Coroou sua extensa produção
lançando, no ano passado, História Concisa do Teatro
Brasileiro. Membro de família tradicional, aluno
das primeiras turmas da Universidade de São Paulo, Prado
era conhecido por sua enorme gentileza. Nos últimos
anos, não ia ao teatro. Temia por sua saúde frágil,
mas também não via em cartaz nada que o empolgasse.
Preferia ficar em casa lendo e assistindo a jogos de
futebol, sua outra paixão. |
|

O pequeno órfão
Fama Filmes
 |
| Pablito, no filme: lágrimas |
No cinema repleto de lágrimas da Europa do pós-guerra,
poucos filmes fizeram a platéia chorar com tanto gosto
quanto o espanhol Marcelino, Pão e Vinho, de
1954. Dirigida por Ladislao Vajda, um húngaro exilado
na Espanha, a fita contava a história de um órfão
encontrado na porta de um mosteiro. O pequeno Marcelino
se apega a uma imagem de Cristo, à qual oferece todos
os dias pão e vinho. Em recompensa à devoção do menino,
Jesus leva Marcelino ao encontro da mãe no céu.
Sem o jeito ingênuo e cativante de Pablito Calvo,
no papel principal, o filme dificilmente teria feito
tanto sucesso, a ponto de se tornar uma espécie de
cult católico. Pablito tinha 5 anos quando foi escolhido
para protagonista da fita. Em 1955, ganhou uma menção
especial do júri do Festival de Cannes. O garoto fez
ainda outros sete filmes, até 1962. Nos últimos, teve
de ser dublado por uma mulher para esconder a voz
que mudava. Formado em engenharia industrial, nos
últimos anos dedicava-se aos negócios imobiliários
e hoteleiros na cidade de Torrevieja, na costa espanhola.
Dizia não ter saudade dos tempos de ator. Na terça-feira
passada, Pablito morreu vítima de um aneurisma cerebral.
Tinha 50 anos. Como era de seu desejo, o corpo foi
cremado e as cinzas jogadas no mar.
|