A nova antena do Radar
Bia Parreiras
 |
Lauro Jardim: 1 247 telefones
na agenda eletrônica |
Na semana passada, o jornalista Ancelmo Gois deixou VEJA,
onde trabalhou catorze anos, como repórter, editor
assistente, chefe de sucursal e colunista. Aos 51 anos,
parte para um novo desafio profissional: escrever num site
de notícias na internet. Ancelmo, um dos mais bem
informados jornalistas do país, foi nos últimos
nove anos o titular da coluna Radar. A partir desta edição,
quem assume a tarefa em seu lugar é Lauro Jardim,
chefe da sucursal da revista no Rio de Janeiro. Nos últimos
dois anos, Lauro já havia assinado a coluna, como
interino, nas ausências de Ancelmo.
Uma das seções mais lidas de VEJA, Radar
é uma coluna feita de notas exclusivas, garimpadas
exaustivamente com as melhores fontes de informação
do país. É um trabalho que exige seleção
criteriosa, paciência e dedicação. Para
coletar as dezoito notas que, em média, compõem
o Radar, Lauro tem mais de uma centena de conversas telefônicas
por semana. Também recebe contribuições
de outros jornalistas de VEJA que mantêm contato com
fontes de informação diferentes das suas.
Entre essas fontes estão políticos, economistas,
executivos, empresários, banqueiros, pesquisadores,
gente de cinema, de emissoras de televisão. Um leque
sortido de informantes que, em comum, talvez só tenham
o fato de estar situados em posição privilegiada
em suas áreas de atuação.
Lauro Jardim é carioca, tem 37 anos e está
há dois em VEJA. Antes, foi editor de economia do
Jornal do Brasil e chefe da sucursal carioca da revista
Exame. Apaixonado por música, acaba de fazer
uma pequena reforma em casa para abrigar os 800 CDs de jazz,
MPB, rock e soul music de sua coleção. Para
se manter em forma, três vezes por semana pedala 25
quilômetros pela orla carioca. Precisa mesmo de antiestressantes,
como a música e a bicicleta, porque a maior parte
do seu tempo é gasta numa nervosa caça à
notícia. Um detalhe: sua agenda eletrônica
registra 1.247 números
de telefone.