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Guia
Indenizações na
corte americana
A família
do executivo Ricardo Tazoe, uma das vítimas do acidente
com o vôo JJ-3054 da TAM, foi a primeira a procurar
a Justiça dos Estados Unidos para pedir indenização,
na semana passada. Tazoe tinha 35 anos e a cidadania americana.
Mas esse não é um pré-requisito para
recorrer à Justiça de lá. Em outros dois
acidentes aéreos ocorridos no Brasil com um
avião da TAM, em 1996, e um da Gol, em setembro do
ano passado , a maioria dos parentes foi aos Estados
Unidos para cobrar as indenizações a que tinha
direito. Os especialistas explicam quando os brasileiros têm
direito a acionar a Justiça americana e dizem por que
esse pode ser o melhor caminho.
Quando é
possível acionar a Justiça americana em caso
de acidente aéreo ocorrido no Brasil?
Sempre que as empresas envolvidas direta ou indiretamente
no acidente operarem em solo americano. Esse é
o caso da TAM, da Airbus (fabricante do avião acidentado),
da Goodrich Corporation (responsável pela manutenção)
e da International Aero Engines (que produziu as turbinas
e os reversos)
Por que vale
mais a pena pedir a indenização nos Estados
Unidos do que no Brasil?
1. Ações como essas levam em média
três anos para ser concluídas nos Estados Unidos.
No Brasil, consomem cinco anos
2. O valor
das indenizações concedidas pela Justiça
americana é maior. Por danos morais, a média
é de 2 milhões de reais, contra 260000 reais
no Brasil. Em relação à indenização
por danos materiais, a vantagem de pedi-la nos Estados Unidos
é que lá se paga até cinco vezes mais
aos parentes das vítimas
Como entrar
com uma ação na Justiça americana?
Deve-se contratar um advogado habilitado a atuar nos Estados
Unidos. Existem profissionais brasileiros que trabalham em
parceria com escritórios de advocacia americanos especializados
nesse tipo de causa. Em caso de vitória, o advogado
embolsa cerca de 30% do valor da indenização
Ação
nos Estados Unidos
Photoon
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A terapeuta Neusa
Machado perdeu o marido, o engenheiro Valdomiro Machado,
então com 61 anos, no acidente com o avião da
Gol, em setembro do ano passado. Ela e outros 101 familiares
das vítimas entraram com ações contra
os fabricantes do avião nos Estados Unidos. Os processos
correm na Justiça de Nova York. A primeira audiência
será neste mês
Viagem por
terra
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Marcio Fernandes/AE

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Três alternativas
para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro sem precisar
enfrentar o aeroporto. A duração da viagem é
a mesma nos três casos, de cinco a seis horas
CARRO
Quanto custa*:
130 reais (100 reais de gasolina + 30 reais de pedágio)
Dica dos viajantes: evitar o horário entre 16
e 20 horas o mais movimentado na Rodovia Presidente
Dutra e optar pela Rodovia Carvalho Pinto (foto),
no trecho que liga Taubaté a São Paulo. Ele
é mais longo, mas quase nunca engarrafa
ÔNIBUS
Quanto custa:
de 50 a 110 reais (www.autoviacao1001.com.br,
www.expressodosul.com.br
e www.itapemirim.com.br)
Dica dos viajantes: ir de ônibus-leito, à
noite. As poltronas se inclinam 170 graus, quase como uma
cama. Há uma fileira de assentos individuais. Opte
por ela, de preferência situado no meio do ônibus,
onde o sacolejo é menor
TÁXI
Quanto custa:
de 900 a 1100 reais (ida)
Dica dos viajantes: chamar um taxista de cooperativa
é mais fácil negociar preços e
condições da viagem com ele do que com motoristas
que fazem ponto no aeroporto. Num dos arranjos mais freqüentes,
o taxista faz a viagem de ida e volta, fica à disposição
do passageiro durante um dia e cobra 1 500 reais
* Valores médios
Especialistas consultados por VEJA: Arthur
Ballen, Bruno Gomes, Carlos Paiva, João Carlos Violante,
Leonardo Amarante, Luiz Roberto de Arruda Sampaio, Renato
Guimarães Jr., Ricardo Martínez-Cid e Valeska
Teixeira Martins
Com reportagem de Camila Antunes, Daniel Salles,
Leoleli Camargo e Daniele Menezes
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