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Edição 1 712 - 8 de agosto de 2001
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"O cidadão brasileiro deve conscientizar-se da ausência do Estado na saúde, na segurança, na educação e também na Previdência."
André Lauria Dutra
São Paulo, SP

 

Previdência privada

Em 1988, com apenas 20 anos, encantei-me com o plano de previdência privada do Bradesco, comecei a pagar um e em novembro de 1994 migrei para um novo tipo, com menor taxa de carregamento e participação nos excedentes de aplicação no mercado financeiro, recolhendo por volta de 500 reais por mês. Em junho de 2000, aderi ao moderno Plano Gerador de Benefícios Livres, sempre com o objetivo de ter uma aposentadoria tranqüila aos 55 anos de idade. Pois bem, no início deste ano precisei sacar 2.000 reais do PGBL, e qual não foi minha surpresa ao constatar que saques ou mesmo aposentadorias mensais até 1.800 reais estão sujeitos a recolhimento de imposto de renda de 18%, e de 27,5% para valores acima disso. Ora, se aplicações no mercado financeiro são taxadas em 20% sobre o rendimento, não dá para concordar com o pagamento de 27,5% de IR sobre o total recebido ("Quando eu me aposentar...", 1º de agosto).
Francisco de Assis Bonfati
Americana, SP

Quem depositar 500 reais por mês na caderneta de poupança durante trinta anos, com a rentabilidade de hoje, terá um saldo de 1 milhão e uma renda mensal de 8.000, superior aos 6.888 reais prometidos pela previdência privada.
Sidney Baldini
São Paulo, SP

É muito salutar a grande variedade de planos de previdência privada oferecida à população. Porém, melhor ainda seria se os planos fossem uma complementação à aposentadoria oficial, e não a alternativa para ter uma renda razoável. E a única saída, frise-se, para quem pode pagar um plano privado – que não é o caso da grande maioria da população.
Roberto Szabunia
Joinville, SC

 

Andrea Jung

A entrevista com a presidente mundial da Avon é mais um sinal dos tempos. Revela que as mulheres estão assumindo o controle. Num mundo em que a força bruta tem cada vez menos influência, elas se destacam. Temos de nos acostumar com a idéia e aprender a cozinhar, lavar e passar. E, é lógico, a cuidar dos filhos (Amarelas, 1º de agosto).
José Ewerton S. Filho
Ibitiara, BA

Muito bom e saudável que mulheres e homens fiquem atentos à aparência pessoal. A vaidade pode ser uma virtude quando não é colocada em primeiro plano na vida. No entanto, é bom lembrar que, cedo ou tarde, a velhice chega. E que o valor perene, em termos de beleza, está na tão falada mas tão pouco valorizada beleza interior.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Magistral o Ensaio da última edição, no qual o autor suscita uma reflexão diferente sobre a questão da eutanásia. Muito antes de tentar tirar a vida, é imprescindível o desenvolvimento de condições para a criação e a perpetuação de forma sadia da mesma (1º de agosto).
Fábio Vieira Batista de Nazaré
Maceió, AL

O citado assassino de pacientes no Rio de Janeiro era um auxiliar de enfermagem. O enfermeiro é um profissional de nível superior, responsável pela equipe de enfermagem, que inclui auxiliares e técnicos.
Andrey Macedo Miranda
Uberaba, MG

 

Show do Milhão

Estava na hora de o Show do Milhão optar por uma maneira mais justa de sorteio entre seus participantes. O programa original tem um pequeno vestibular que faz uma pergunta aos participantes, e o que responder primeiro e certo terá direito a concorrer ao prêmio. Na Inglaterra é assim, e dá muito certo. É claro que as questões são mais difíceis, tanto que nos EUA tiveram de baixar o nível das perguntas. Imagine então o que tiveram de fazer para implantar o programa no Brasil ("Vai continuar", 1º de agosto).
Alexandre Teles
Porto Alegre, RS

 

Seleção brasileira

A Seleção Brasileira de Futebol tem obrigação de ganhar, sim! Mas isso só voltará a acontecer quando os jogadores não forem tratados como deuses nem ganharem salários astronômicos e totalmente injustificáveis ("A seleção caiu no buraco", 1º de agosto).
José Luiz Trigo
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Concordo inteiramente com o senhor Diogo Mainardi. A televisão tem um altíssimo poder de influência sobre as pessoas. Quando suas atrações se tornarem eruditas, inteligentes ou, no mínimo, educativas, teremos outro padrão de cultura popular, não havendo necessidade de tanto empenho na cobrança de impostos sobre outras áreas para cobrir essa carência de cultura ("Antiglobalização e 5%", 1º de agosto).
Hugo Lins B. Coelho
hugocoelho@globo.com

 

Siro Darlan

Tenho 27 anos e aos 12 fui pela primeira vez a um show de rock. No decorrer desses anos, vi algumas vezes pessoas fumando maconha, mas nunca coloquei um cigarro na boca. Na minha época de adolescente, quem era responsável pela educação eram os pais, e não um juiz (Perfil, 1º de agosto).
Maria Fernanda Garcia Sampaio
Rio de Janeiro, RJ

 

Exército

A possibilidade de colocar o Exército nas ruas, em caso de greve da polícia, não pode ser desprezada sob a alegação de inconstitucionalidade, pois não há infração maior à Carta Magna do que deixar a população desprovida do direito pétreo à segurança ("Exército fazendo prisões?", 1º de agosto).
Gustavo de França Costa Gomes
Campina Grande, PB

 

George W. Bush

Alguém aí avise ao Capitão Sujeira, em inglês bem rústico e de maneira pausada, que o planeta se chama Terra, e não Estados Unidos, é esférico e não adianta salvar seu mandato e seu povo porque vão sobrar chuva ácida, efeito estufa, seca e fome para ele e seu povo também ("As aventuras do Capitão Sujeira", 1º de agosto).
Targino José Modesto
São José dos Campos, SP

 

Radar

Divisa Alegre é tida como referência em barrar o tráfico que ocorre na BR-116. A suposta relação com o tráfico decorre tão-somente de nossa localização geográfica. Estamos na divisa dos Estados de Minas Gerais e Bahia e somos cortados ao meio pela rodovia. Em nosso domínio existe um posto de fiscalização do governo de Minas Gerais onde freqüentemente vários órgãos de fiscalização e repressão ao crime nas estradas atuam em forma de mutirão. Quatro quilômetros adiante, já nos domínios do Estado da Bahia, existe um posto da Polícia Rodoviária Federal, popularmente conhecido como "posto da divisa", justamente por estar no limite dos dois Estados. Foi nele que aconteceu recentemente uma blitz do Ibama, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, em que houve uma grande apreensão de animais silvestres, no município de Encruzilhada, na Bahia ("Um recorde sem graça", 27 de junho).
Hélio Ferraz Pereira
Prefeito
Divisa Alegre, MG

 

Auto-ajuda das estrelas

A empresa Landmark Education, objeto da reportagem "Pague e seja feliz" (1º de agosto), diferentemente do que cita a matéria, está estabelecida no Brasil. A empresa que trata dos assuntos corporativos – Landmark Education Business Development – é representada oficialmente no país por Loffredi & Associados.
Rogério de Almeida
rogerio@landmark-business.com.br

 

Alfabetização Solidária

O Programa Alfabetização Solidária é uma organização não-governamental que nasceu em 1997 a partir do trabalho do Conselho da Comunidade Solidária. Atua com recursos destinados por empresas parceiras, instituições públicas, organismos internacionais, pessoas físicas e com a parceria de diversos segmentos da sociedade. O programa começou com 9.200 alunos, em 38 municípios, com onze empresas parceiras e 38 universidades participantes. Terminará este ano com 2,4 milhões de alunos atendidos em 1.578 municípios, 93 empresas parceiras e 203 universidades participantes. Certamente, esses números ainda crescerão, mas, para nós, os resultados até o momento são muito animadores (Radar, 25 de julho).
Regina Célia Vasconcelos Esteves
Superintendente executiva
Brasília, DF

 

NOTA: Na reportagem "Quando eu me aposentar..." (1º de agosto), o engenheiro Roberto Kayno pretende aumentar progressivamente sua contribuição, que hoje é de 200 reais, para ter aposentadoria de 5.000 reais quando chegar aos 50 anos de idade.

 

 

O HERÓI HOLLEMBACH

Na reportagem "Na arena do zôo" (7 de setembro de 1977), VEJA noticiou a tragédia em que o sargento do Exército Sílvio Delmar Hollembach morreu para salvar o menino Adílson Florêncio da Costa, que caíra no poço das ariranhas do zoológico de Brasília. A garotinha Julia Montazzolli Silva, 10 anos de idade, da cidade de Londrina, leu a reportagem 24 anos depois, em seu livro de português, e se interessou pelo caso. Mesmo após ter lido outro texto ("Herói esquecido", 23 de setembro de 1987), também reproduzido na obra, Julia achou que "o ato de heroísmo de Hollembach deveria ter sido mais bem reconhecido" e pediu para ter notícias da família do herói. VEJA entrou em contato com Eni Therezinha Martins, viúva de Hollembach, que vive hoje em Porto Alegre. Ela se mostrou comovida com o interesse da pequena leitora paranaense e informou que, em 1977, logo depois do acidente, o MEC providenciou bolsas de estudo para seus quatro filhos, válidas até a conclusão do 3º grau. Todos se formaram. Sílvio Júnior, o primogênito, é médico do Hospital das Forças Armadas, em Brasília, cujo auditório leva o nome de seu pai. "Ruas, avenidas, centros esportivos e outros lugares espalhados pelo país têm o nome de Sílvio", diz Eni. "Em Salvador, uma creche destinada a filhos de presidiários também ganhou o nome dele." Além de atitudes de reconhecimento como essas, a família de Hollembach recebeu a Medalha do Pacificador com Palma, condecoração que o Exército reserva a quem se distingue por atos de bravura com risco de vida. Em janeiro de 1996, o jardim zoológico da Capital Federal foi batizado com o nome dele e um busto foi inaugurado para homenageá-lo. "Hollembach tem muita importância para nós. Seu ato faz parte da história da cidade", afirma Raul Gonzalez Acosta, diretor-presidente do zoológico.

 

TROGLODITAS, NÃO!


A nota "Essa é para americano ver" (Hipertexto, 11 de julho) mexeu com uma dezena de leitores que apreciam o futebol americano. A pergunta "Quanto você pagaria para assistir a uma partida de futebol americano, aquele em que trogloditas com armaduras disputam uma bola ovalada?" incomodou os fãs do esporte. Paulo Mancha levantou a bola: "Os 'trogloditas' são obrigados a ter um diploma universitário caso queiram ser jogadores profissionais, bem diferente do nosso futebol, em que a maioria nem completa o primário". Gilnei de Souza Duarte Jr. emendou de primeira: "O futebol americano é um dos esportes mais inteligentes e organizados do planeta. Nenhum outro se iguala em termos da importância do jogo coletivo". Franz Anderson, proprietário do Copacabana Eagles, time de futebol americano do Rio de Janeiro, fala com conhecimento de causa: "Este é um esporte que remunera muito bem os seus atletas, o número de lesões é bem menor que o do futebol inglês e são raras as agressões físicas entre seus praticantes". Portanto, trogloditas, não!

 

 
 
   
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