Edição 1908 . 8 de junho de 2005

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Guia

Uma aventura sem problemas

Praticar trekking combate o stress e traz outros benefícios à saúde. Emagrece, trabalha a musculatura de panturrilha, coxas e glúteos, aumenta a capacidade respiratória e fortalece o coração. Porém, para ficar apenas com o lado bom da atividade, é preciso tomar alguns cuidados. Eis os principais problemas que podem acontecer e as formas de lidar com eles:



No rumo certo

Equipamentos checados e roteiro escolhido, é hora de pôr o pé na trilha. Alguns fatores devem ser observados para evitar sustos:

ÁGUA
Deve-se evitar beber em fontes e riachos quando não se conhece a pureza da água. Lojas especializadas vendem produtos que purificam a água.

GUIA
É importante sua experiência na região. Um bom profissional sabe, por exemplo, onde encontrar água potável ou se proteger de uma tempestade. É fundamental que ele tenha treinamento em primeiros socorros.

CACHOEIRA
Antes de entrar, é preciso observar a profundidade do fosso e a firmeza das pedras. Deve-se tomar cuidado com correntes e redemoinhos, indícios de águas perigosas.

VELOCIDADE IDEAL
Em grupos deve-se buscar um meio-termo entre o participante mais rápido e o mais lento da turma. "A caminhada não pode ser acelerada a ponto de tirar o fôlego", diz Esdras Martins, presidente da Federação Paulista de Enduro a Pé e Trekking.

CHUVA
Enquanto a marcação do caminho estiver clara, é possível continuar. Senão, é melhor parar. Se há raios, nunca se deve ficar debaixo de árvores. Capas ajudam a se proteger.

CELULAR
É útil em emergências. Deve ser levado na mochila, protegido da água.

 

Cuidado com os pés

Bolhas são as grandes vilãs de um trekking. Para evitá-las, basta seguir algumas recomendações:

Ao escolher o calçado, lembrar que os pés geralmente incham um pouco durante a caminhada

Jamais encarar a trilha com botas ou tênis novos. Recomenda-se amaciá-los antes no dia-a-dia

Usar meias com pouca ou nenhuma costura

Limpar imediatamente os tênis se sentir areia ou pedrinhas

Aplicar um esparadrapo ao menor sinal de ardor, para evitar bolhas

Bolhas com até 1 centímetro de diâmetro não devem ser furadas, somente protegidas com pomada e curativo. As maiores podem ser furadas com uma agulha limpa, drenadas e tratadas com anti-séptico e curativo. Quem não tiver prática deve pedir ajuda a um especialista

 
 
 
 
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