Edição 1908 . 8 de junho de 2005

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Guia

Na trilha do trekking

Fotos Lailson Santos
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Campeonatos de trekking


Estima-se que pelo menos 300 000 brasileiros sejam adeptos do trekking, a caminhada em grupo que explora a natureza e mistura aventura, esporte e turismo. O número de praticantes cresce a cada ano no Brasil e no exterior. Na Alemanha, 62% da população se dedica a essa prática, segundo pesquisa divulgada no mês passado. Para lançar-se nessa aventura a pé, não há limite de idade nem é preciso ter preparo de atleta. Basta reunir um grupo de amigos e começar com trilhas que não exijam tanto esforço e possam ser feitas com segurança. Agências especializadas oferecem todo tipo de roteiro, dos curtos para iniciantes aos de longa distância para quem já tem traquejo. A vantagem é o acompanhamento de guias, que conhecem bem o trajeto e estão preparados para situações inesperadas. Outra forma de praticar o trekking é participar de competições conhecidas como enduro a pé. As equipes devem fazer um percurso no tempo exato estipulado pela organização da prova. As próximas páginas reúnem informações úteis para quem deseja entrar na onda do trekking, a começar pelos equipamentos que deixam a caminhada mais confortável.

BONÉ
Deve ser de cor clara e tecido leve, que seque rapidamente. Alguns modelos, como o da foto, têm proteção extra atrás, para o pescoço.

MOCHILA
Para caminhadas de um dia, as de 10 a 15 litros são suficientes. Para trekkings mais longos, vale optar pelos modelos de 20 ou 25 litros. O material deve ser leve, com bolsos de fácil acesso. Faixas ajustáveis na cintura e no peito ajudam na fixação.

CAMISETA
A melhor é a de cor clara e tecido que facilite a eliminação do suor. A de manga longa protege os braços de arranhões e picadas e do sol.

BERMUDA OU CALÇA
O ideal é que o tecido seja leve e de secagem rápida. Alguns modelos de calça têm um zíper na altura da coxa que permite transformá-los em bermuda. Outra opção são leggings em Lycra ou Supplex.


ÓCULOS
Além de protegerem dos raios solares, são uma barreira contra galhos e insetos nas trilhas. Para mata fechada e escura recomendam-se modelos de lentes transparentes.

CALÇADOS
Quem não está acostumado com terrenos irregulares deve optar pelas botas, que protegem os tornozelos. Os tênis para trekking, com solado de boa aderência, são leves, previnem bolhas e têm melhor drenagem que os tênis convencionais.


GARRAFINHA
Item essencial para as trilhas. As de alumínio conservam por mais tempo a água fresca e não passam gosto para ela.

MEIAS
Há modelos desenvolvidos para caminhadas, que se ajustam melhor aos pés e têm menos costuras.

Fontes: Eleonora Audrá e Silvia Guimarães, atletas de corrida de aventura, e Socorro Machado, diretora de uma empresa de roupas esportivas

 

Caminhar no exterior

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Agências que levam você até as melhores trilhas do mundo

Trekkings podem proporcionar contato com algumas das paisagens mais deslumbrantes do mundo: as terras geladas da Patagônia e a cadeia de montanhas do Himalaia podem ser desbravadas a pé e estão entre os roteiros internacionais mais procurados. Algumas dessas trilhas atraem milhares de ecoturistas por ano. Mas a exuberância tem preço: além de pagar a viagem, é preciso caprichar na preparação física e gastar um pouco mais com equipamentos.

TRILHA INCA (PERU)
Percurso de 45 quilômetros até a cidade sagrada inca de Machu Picchu, no Peru. O trajeto de quatro dias passa por sítios arqueológicos, floresta e picos de até 4 200 metros. Há uma trilha alternativa, mais fácil, de apenas dois dias.

PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE
A Patagônia chilena pode ser desbravada em trekkings que percorrem regiões com lagos, rios e montanhas nevadas. O ponto alto do passeio é o Paine Grande, uma torre com mais de 3 000 metros de altitude. No parque, há circuitos com diferentes durações e graus de dificuldade.

NEPAL
Conhecido por ter o pico mais alto do mundo, o Everest, o Nepal tem inúmeras trilhas pelas cadeias do Himalaia abertas a turistas. Uma das mais populares é a que leva até o acampamento na base do Everest.

CAMINHO DE COMPOSTELA
Os trekkers percorrem em um mês cerca de 800 quilômetros para chegar à cidade de Santiago de Compostela, no oeste da Espanha. Há quatro percursos principais.

 

No Brasil

Petrópolis–Teresópolis
A caminhada de 42 quilômetros cruza o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Apesar do nome, o percurso começa em Teresópolis e pode durar de dois a quatro dias. O ponto culminante é a Pedra do Sino, com mais de 2 200 metros de altitude. É preciso pagar taxas para entrar no parque, usar o camping e fazer a trilha. O melhor período para se aventurar é entre abril e outubro, fora da época das chuvas.  

Vale do Pati
O trajeto entre as cidades de Andaraí e Lençóis, na Chapada Diamantina, na Bahia, é considerado um dos mais bonitos do país. Seus morros e cachoeiras são percorridos em três a cinco dias, conforme o grau de dificuldade do percurso, em um caminho outrora usado por garimpeiros de diamante.


Editado por Eduardo Burckhardt. Colaborou Letícia Sorg

 
 
 
 
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