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Esporte
Bonitinha e rapidinha
A mulher mais veloz do mundo
é Danica Patrick, revelação
disparada da Fórmula Indy
Michel Conroy/AP
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Tom Strick/AP
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| Na pista, de macacão, e
na festa, de decotão, com o noivo: só dá
Danica |
Carro e mulher bonita parecem
o programa perfeito para boa parte da metade masculina da humanidade.
Mas quando a mulher bonita é quem está dirigindo o
carro, e fazendo um bocado de gente comer poeira atrás dela,
as coisas começam a ficar complicadas. Danica Patrick, uma
americana de 23 anos e 1,58 metro, está vivendo todas as
contradições dessa situação. Acelerada
para a fama mundial em uma única corrida, as 500 Milhas de
Indianápolis do último dia 29, quando liderou durante
dezenove voltas e chegou em quarto lugar, ela virou sucesso instantâneo.
Danica (pronuncia-se Dânica) não é apenas a
mulher que alcançou a melhor qualificação em
corridas profissionais em todos os tempos, é também
uma gracinha morena, de cabelão e pernas bem torneadas, capaz
de usar decote até a cintura e fotografar em poses sensuais.
Ou seja, está sendo saudada como a melhor coisa que aconteceu,
em muito tempo, ao automobilismo americano em geral e à Fórmula
Indy em particular. Em contrapartida, é vista com má
vontade, suspeição ou puro e simples ciúme.
"Cheguei em segundo e a mídia
só falou dela no Brasil", avalia Vitor Meira, da mesma equipe
de Danica, pertencente ao apresentador David Letterman e ao ex-piloto
Bobby Rahal. Outros reclamam da vantagem dos meros 45 quilos da
piloto, contra competidores com o dobro do peso. No anonimato, a
testosterona sobe e alguns contam que, quando a moreninha ainda
desconhecida apareceu, eles se perguntavam se ela teria passado
no teste do sofá (ou do banco de trás?). "Se fosse
homem, não teria conseguido", diz um deles.
Danica fez a volta mais rápida
no último treino e conquistou o prêmio de novata do
ano. Na corrida, enquanto esteve na liderança, o público
delirou. A audiência bateu recorde e um novo público,
feminino, começou a se interessar por aqueles carros correndo
sem parar numa pista oval que, se não tem as emoções
da Fórmula 1, exige resistência, sangue-frio e gosto
pelo risco. "As mulheres se identificam porque é uma garota
metendo o pau nos homens", diz Felipe Giaffone, da equipe AJ Foyt.
Danica tem corrida no DNA. Seu pai, TJ Patrick, era corredor de
motocross e snowmobile. A mãe, mecânica. Conheceram-se
em uma competição. Com 10 anos, Danica começou
a competir com kart. Aos 16, foi para a Europa e chegou à
Fórmula Ford. Quando machucou os quadris numa aula
de ioga, imaginem só , conheceu o fisioterapeuta Paul
Hospenthal, de 39 anos, e não desgrudou mais dele. O casamento
está agendado para o fim do ano. O noivo faz marcação
cerrada. A custo o brasileiro Helio Castroneves conseguiu tirá-la
para dançar numa festa. Agora, vai fazer mais: vestir uma
camiseta com o nome de Danica na próxima corrida, pagamento
de uma aposta perdida chegou cinco posições
atrás dela. Não deverá ser o único.
Na torcida, só dá Danica.
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