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Tecnologia
Eles estão entre nós
Enfim, uma leva de robôs domésticos
úteis
e que não custam nenhuma extravagância

Tiago Cordeiro
Toshiyuki Aizawa/Reuters
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WAKAMARU
UTILIDADE: cuidar de idosos e pessoas doentes. Lançado
pela Mitsubishi no mês passado, avisa a hora de tomar
remédio, monitora a pressão sanguínea do
paciente e despacha relatórios por e-mail ou celular.
PREÇO: 14 250 dólares |
| Apresentação de robôs domésticos numa feira
de tecnologia em Tóquio: vigias, aspiradores de pó e babás eletrônicas
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O homem sempre quis criar um ser à sua
imagem e semelhança o robô que se movimente
com a desenvoltura do ser humano e possa tomar decisões com
autonomia. Na vida real, a ciência não atingiu esse
objetivo. Os maiores sucessos até agora dizem respeito às
máquinas capazes de realizar ações repetitivas,
utilizadas em larga escala na indústria e para fins militares.
Naves robóticas mostram-se excepcionais na exploração
do espaço. A novidade do momento é o início
da produção em série de robôs para ser
usados em casa ou no escritório, cujo preço já
deixou de assustar. Por 1.199 dólares, os americanos podem
substituir o cão de guarda pelo 914 PC-BOT, um vigilante
eletrônico que, na aparência, é cópia
despudorada do R2-D2, o simpático robozinho do filme Guerra
nas Estrelas. O equipamento é basicamente um computador
sobre rodas, equipado com câmeras e dispositivos de comunicação
sem fio. Pode ser programado para reconhecer rostos e disparar um
alarme ao encontrar um desconhecido. "Estamos entrando na era dos
robôs pessoais porque finalmente dispomos da tecnologia necessária
a um custo razoável", disse a VEJA o criador do PC-BOT, o
americano Thomas Burick.
The New York Times
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Shizuo Kambayashi/AP
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914 PC-BOT
UTILIDADE: vigilância. Lançado em
maio nos Estados Unidos, é basicamente um computador
sobre rodas dotado de câmeras. Pode ser programado para
reconhecer rostos e dar um alarme quando encontra desconhecidos.
PREÇO: 1 199 dólares |
FUJITSU SERVICE ROBOT
UTILIDADE: auxiliar de escritório. Entrega
documentos, opera elevadores e faz a segurança do prédio.
Estará à venda a partir deste mês.
PREÇO: 18 000 dólares |
O exemplo acima é americano, mas a meca
da robótica doméstica é o Japão. Nos
últimos três anos, chegaram às lojas trinta
modelos de robôs domésticos. Outros onze lançamentos
estão previstos para a Expo 2005, que começou em março
e só termina em setembro. O maior filão é o
da segurança doméstica. O Nuvo, da ZMP, à venda
desde abril, é uma máquina de vigilância com
aparência humanóide que obedece a comandos de voz.
Sua função é circular pela casa, fotografá-la
e enviar as imagens por celular aos proprietários. O Banryu,
da Tmsuk, preocupa-se com indícios de incêndio ou assalto
e manda relatórios periódicos por celular. Há
também um grupo de produtos projetados para cuidar de crianças
e idosos. O PaPeRo, da NEC, é uma babá eletrônica
que conta histórias, toca músicas e sugere brincadeiras.
O robô filma as crianças e envia as imagens para o
computador dos pais. Em teste em creches e escolas japonesas desde
2003, ainda não está à venda. Um terceiro grupo
de máquina é especializado em cuidar de idosos. O
Wakamaru, da Mitsubishi, avisa a hora de tomar remédio, mede
a pressão sanguínea e manda um alerta ao parente mais
próximo se identificar algum problema.
Toshiyuki Aizawa/Reuters
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Yuriko Nakao/Reuters
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NUVO
UTILIDADE: vigilância. À venda desde abril,
a máquina japonesa reconhece vozes e pode ser controlada
por telefone celular. Atua como uma câmera móvel
de segurança e envia fotos do local por e-mail.
PREÇO: 5 500 dólares |
EMIEW
UTILIDADE: auxiliar de escritório ou doméstico.
Entrega documentos, vigia a casa e entende dezenas de ordens,
como "buscar o jornal". Está em teste no Japão,
mas só chega às lojas em 2010.
PREÇO: não definido |
Toshifumi Kitamura/AFP
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PAPERO
UTILIDADE: babá eletrônica. Conta histórias,
toca músicas e sugere brincadeiras. Filma as crianças
e envia as imagens para o computador dos pais. Em teste em creches
e escolas japonesas desde 2003, ainda não está
à venda. |
Outro mercado promissor é o de entretenimento robótico.
O brinquedo mais vendido é o Aibo, o cão eletrônico
da Sony que reage à voz do dono. Em cinco anos foram vendidas
150.000 unidades a 2.000 dólares cada uma. Estima-se que
o número de robôs domésticos com funções
de segurança e entretenimento passará dos atuais 700.000
para 2,5 milhões em dois anos. "O futuro dos robôs
está em divertir o ser humano e executar tarefas perigosas
ou repetitivas", disse a VEJA Owen Carmichael, do Instituto de Robótica
da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Um exemplo de máquina capaz de substituir o homem em tarefas
perigosas é o WallWalker, um limpador de janelas com piloto
automático que pode se pendurar do lado de fora dos arranha-céus.
Por enquanto, os aparelhos robóticos mais vendidos são
os aspiradores de pó automáticos. Há 600.000
dessas máquinas em todo o mundo, e a Federação
Internacional de Robótica prevê que serão 4,6
milhões dentro de dois anos. Custam em média 250 dólares
nos Estados Unidos. No Brasil, o aspirador-robô Trilobite,
da Electrolux, que utiliza um sistema de ultra-som para se desviar
dos degraus e dos móveis, pode ser comprado por 6.800 reais.
Desde que foi lançado, em 2003, foram vendidas aqui 120 unidades.
Alguns dos lançamentos são destinados aos escritórios.
O Fujitsu Service Robot e o Emiew fazem pequenos serviços
braçais, como carregar caixas e entregar correspondência.
O Emiew, que por enquanto só existe como protótipo,
encontra-se em teste no Japão. Sua chegada às lojas
está prevista para 2010.
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