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Cubano ou paraguaio?
Distribuidora
oficial dos puros habanos
no Brasil acusa tabacarias de vender
charutos falsos

Ricardo Mendonça
Claudio Rossi
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| Confraria
de fumantes: perícia irá dizer se os charutos apreendidos são mesmo
cubanos |
Uma ação
da Polícia Civil paulista provocou grande preocupação
entre os amantes de charutos. Numa operação simultânea
em oito das melhores tabacarias de São Paulo, agentes armados com
metralhadoras apreenderam cerca de 1.000 charutos
cubanos. A suspeita é de que eles sejam falsificados. A apreensão
dos produtos foi solicitada pela Puro Cigar de Habana, a empresa que recebeu
do governo de Cuba o monopólio da distribuição das
36 marcas cubanas no Brasil. Seu representante, Ernesto Lopez, alega que
algumas tabacarias estão vendendo charutos falsificados ou contrabandeados,
já que elas não compram da Puro Cigar e vendem a preços
inferiores aos da distribuidora oficial. Os donos das tabacarias defendem-se
afirmando que a denúncia é mentirosa. "A Puro Cigar tem
o monopólio da distribuição no Brasil, mas não
pode me impedir de comprar os charutos de outros países", afirma
Beto Ranieri, proprietário da tabacaria que leva seu nome.
Paulo Liebert/AE
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| Charutos
confiscados: blitz em oito tabacarias paulistas |
Essa polêmica
é resultado de uma grande confusão. Em primeiro lugar, é
preciso explicar como o charuto cubano entra no Brasil. Apenas uma empresa
em Cuba é responsável pela fabricação de todas
as marcas de charuto cubano existentes no mercado. Ela concede o direito
de distribuição a somente uma empresa por país. No
caso brasileiro, a distribuidora oficial é a Puro Cigar. Mas isso
não impede que algumas tabacarias comprem o produto de varejistas
de outros países. Beto Ranieri alega que o adquire de vendedores
da Espanha e do México. Outra maneira de o charuto cubano entrar
no Brasil é via contrabando. Basta que um intermediário
traga o artigo por debaixo dos panos, sem pagar os 152% de impostos previstos
na legislação. Existem também os charutos falsificados,
confeccionados por empresas clandestinas. Nesses casos, há de tudo.
Desde a falsificação mais grosseira, em que é visível
a precariedade do produto, até as mais sofisticadas, feitas em
Cuba mesmo e que chegam a enganar até os grandes especialistas.
Nas próximas semanas, o Instituto de Criminalística de São
Paulo promete entregar o laudo que dará o veredicto sobre a autenticidade
dos charutos confiscados. A documentação das tabacarias
também será analisada pelas autoridades competentes, que
responderão se houve alguma ilegalidade fiscal.
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