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Edição 2033

7 de novembro de 2007
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Radar

Lauro Jardim

INFRAERO

Quem a CPI salvou 1
A base governista no Senado derrubou na semana passada o relatório da CPI do Apagão Aéreo para salvar a pele do deputado petista Carlos Wilson, comandante de uma Infraero acusada de ter superfaturado 500 milhões de reais em contratos. É um bom momento para recordar uma história exemplar (e inédita) de como os negócios se davam naquela ilustre repartição entre 2003 e 2006. Certa vez, um grande fornecedor da Infraero foi procurado por Delúbio Soares. Em encontro realizado num célebre escritório de advocacia de São Paulo, Delúbio prometeu facilitar-lhe a vida na estatal – bastava que o empresário também lhe facilitasse a vida.

Quem a CPI salvou 2
Só que o mesmo empresário havia tido um encontro com o pernambucano Aristeu Chaves Filho, amigão do peito e, segundo a CPI, "lugar-tenente" de Wilson. Aristeu lhe acenava com as mesmas facilidades. Em resumo, era um tempo de gente gulosa, como se vê. Ambos, Wilson e Aristeu, safaram-se de ser indiciados pela pizza governista.

 

O tamanho do abacaxi em que ele se meteu


Adriano Machado/AE
Jobim: nada funciona direito

Nelson Jobim conseguiu, finalmente, mandar Milton Zuanazzi para casa. Os problemas que ele tem pela frente, contudo, são maiores que a substituição de um incompetente da Anac. Em primeiro lugar, a questão dos controladores de vôo está longe de ter sido resolvida. Segundo o alto-comando da Aeronáutica, os controladores têm aproveitado os dias de clima mais instável para atrasar os vôos. Não é só. Os aeroportos brasileiros estão desrespeitando uma norma internacional que exige a realização de inspeções automáticas para a detecção de explosivos e armas nas malas despachadas nos aviões que vão para os EUA e a Europa. O prazo dado pelas entidades internacionais expirou em janeiro. Em volta de Jobim só há abacaxis – estragados.

 

CPMF

De petista para tucano
Lula e Aécio Neves combinaram de conversar nesta semana sobre a CPMF.

 

ITAMARATY

Debandada no gabinete
Parte do núcleo duro de Celso Amorim no Itamaraty está prestes a desfazer-se. Ricardo Neiva Tavares, secretário de Imprensa, será transferido para a missão brasileira em Bruxelas. Além disso, a chefe-de-gabinete de Amorim, Maria Nazareth Farani, e o chefe do departamento de Assuntos Econômicos, Roberto Azevedo, estão de partida para Genebra. A missão do Brasil será desmembrada em unidades independentes. Assim, Nazareth será a embaixadora para temas políticos. E Azevedo, aliás, seu marido, será embaixador para assuntos econômicos, a área mais importante.

 

JUSTIÇA

Os novos ministros
O martelo está batido, só falta Lula assinar a nomeação dos dois novos ministros do Superior Tribunal de Justiça. São eles: o catarinense Jorge Muzzi e o paulista Sidnei Beneti.

 

ECONOMIA

Philips acusa LG de espionagem
Começa a desenhar-se uma briga pesada (e bota pesada nisso) entre dois gigantes multinacionais da eletroeletrônica. A Philips pediu que a delegacia central de Manaus abra um inquérito policial para investigar por que um funcionário da LG entrou numa de suas fábricas sob identidade falsa no dia 18 de setembro. A Philips quer que se apure um possível envolvimento do funcionário com crimes de falsidade ideológica, violação de domicílio e espionagem.

A sucessão na Starbucks
O empresário Peter Rodenbeck decidiu dar continuidade ao trabalho de sua mulher, Maria Luisa, que trouxe a Starbucks para o Brasil e morreu em acidente no mês passado: ele está assumindo a presidência da rede no país. Foi Peter quem trouxe para o Brasil o McDonald's, em 1979, e o Outback, em 1997.

O ano do cimento
Aqui e ali anda faltando cimento no país. Alguns números podem explicar isso. Quando 2007 começou, o setor estimava um crescimento de 5,5% das vendas. O resultado final é quase o dobro disso. Para 2008, a previsão é de novamente crescer 10,5%.

Meio saco para cada brasileiro
Duas comparações mais concretas para que o leitor entenda o que isso significa. Primeira: o crescimento da produção deste ano equivale ao consumo anual do Chile. Em agosto, a produção foi de 85 milhões de sacos de cimento – o que dá meio saco para cada brasileiro.

 

COPA 2014

Um gordo orçamento
Na segunda-feira passada, véspera do anúncio oficial do Brasil como país-sede da Copa de 2014, uma reunião da Fifa, realizada longe dos holofotes, sacramentou o orçamento que o comitê organizador terá para tocar o evento: um total de 473 milhões de dólares. Esse dinheiro servirá para o aluguel dos estádios da Copa, eventos, estudos – enfim, todos os gastos que não sejam os de infra-estrutura da Copa. Ricardo Teixeira acumulará a presidência da CBF com a do comitê organizador.

 

LIVROS

Um sucesso nos templos
A Larousse já mandou imprimir uma segunda edição da biografia do bispo Edir Macedo. A primeira, de 700.000 exemplares – um recorde –, está se esgotando. A segunda será de 150.000. As livrarias não são, como se pode imaginar, o ponto-de-venda principal da biografia do bispo. A obra escoa mesmo é nos templos da Universal.

 

As negociações de Serra na Suíça

Evelson de Freitas/AE
Serra abriu mão do centro de imprensa


José Serra foi mais político do que nunca em sua temporada em Zurique. Ele, que estava publicamente pleiteando para São Paulo o centro de imprensa da Copa de 2014 – um dos filés mignons do evento –, abriu mão de disputá-lo com o Rio de Janeiro. Nas conversas que teve na semana passada, Serra surpreendeu e centrou fogo no jogo de abertura e no congresso da Fifa, que se realizará no início do evento. Vai levar os dois. Deixou Sérgio Cabral eternamente agradecido. O Rio de Janeiro ficará com a partida final, com o centro de imprensa, com o centro de televisionamento e será o quartel-general da Fifa durante a Copa.

 

e-mail: ljardim@abril.com.br








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