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VEJA
Edição 2033

7 de novembro de 2007
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NESTA EDIÇÃO
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Cartas

 
"Conseguir a cura dessa doença será uma
maravilha, uma bênção para milhões de
pessoas que sofrem desse mal."

Arcangelo Sforcin Filho
São Paulo, SP

 

Diabetes

Muito boa a reportagem "Cura do diabetes – A esperança está numa cirurgia" (31 de outubro), sobre o diabetes. É a evolução da ciência, e o Brasil fazendo parte dela. Gostaria de salientar que a cirurgia é proposta tão-somente para casos de diabetes tipo 2, doença causada por um conjunto enorme de fatores. No caso do diabetes tipo 1, a cura certamente virá, mas por outros caminhos. Gostaria também de lembrar que são necessários vários anos de estudo para qualquer procedimento ser aprovado e validado, sem falar que precisamos ver quais as conseqüências negativas desses procedimentos (redução da absorção de diversos nutrientes na exclusão duodenal, por exemplo), para com isso poder tomar a decisão correta na indicação para cada pessoa. Como tudo na medicina, cada caso é um caso, cada pessoa é uma pessoa. Essa é a arte da medicina.
Marcio Krakauer
Endocrinologista, presidente da Associação de Diabetes do ABC (Adiabc)
Santo André, SP  

Nos Estados Unidos, país campeão de casos de obesidade, o diabetes tipo 2 na população infantil já supera o tipo 1. A OMS estima que existam hoje no mundo 240 milhões de diabéticos e que esse número duplicará até 2025. Um dos principais responsáveis por essa epidemia é a popularização de bebidas açucaradas. No Brasil, consomem-se 66 litros de refrigerante per capita, nos EUA 198 e no México 147. Resumindo: a cirurgia para curar o diabetes tipo 2, de origem alimentar, poderá resolver uma pequena parte desse grande problema de saúde pública do século XXI, a um custo muito alto.
Benedito Borges
Médico-cirurgião da obesidade
Cuiabá, MT  

A reportagem sobre cirurgia em pacientes diabéticos tipo 2 mostra como o Brasil está bem situado na produção científica mundial. Vale a pena ressaltar, ainda no campo do diabetes, que o Brasil é pioneiro no uso de células-tronco em pacientes com diabetes tipo 1 (juvenil). Imaginem se o Brasil tivesse uma maior verba para pesquisa.
Carlos Eduardo Barra Couri
Endocrinologista, pesquisador da equipe de transplante de células-tronco do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto-USP
Ribeirão Preto, SP  

Como médico oftalmologista, acompanho diariamente as conseqüências do diabetes mellitus tipo 1 (juvenil) e tipo 2 (adulto) nos olhos de meus pacientes, assim como outros danos no organismo causados por essa doença crônica. Apesar de ser um tratamento experimental, esse procedimento traz para a medicina a esperança de aliviar o sofrimento de milhares de doentes mundo afora.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ  

O conhecimento relacionado ao diabetes está em rápida evolução, exigindo que os profissionais envolvidos na atenção a essa doença mantenham-se atualizados. A compreensão da fisiopatologia é essencial, mas a conduta médica precisa ser determinada pelo seguimento das regras de evidência. A eficácia de qualquer terapia tem de necessariamente passar por esses processos. Como entidade científica, a SBD apóia estudos clínicos bem conduzidos que possam resultar ou não na melhoria da qualidade de vida dos pacientes acometidos. Mas somente após os resultados desses estudos e, principalmente, depois de comprovada a sua reprodutibilidade é que poderemos indicar novos procedimentos.
Marcos Antonio Tambascia
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes
Ruy Lyra
Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

 

José Mariano Beltrame

Parabéns ao senhor José Mariano Beltrame pela entrevista nas páginas amarelas de VEJA (31 de outubro). Afinal, apareceu uma autoridade com coragem de assumir publicamente a verdade, sem hipocrisia. Como pai de um seqüestrado barbaramente assassinado e ex-participante de diversos movimentos pela paz, fiquei frustrado com as autoridades, dirigentes de ONGs e similares que tripudiavam com a desgraça alheia, buscando autopromoções e espaço na mídia. Lógico que a situação dos excluídos é revoltante, principalmente num país com uma das maiores cargas tributárias do mundo. Mas a violência não vem dos pobres excluídos, mas sim da impunidade generalizada.
Eliel Romulo Araujo Nascimento
Recife, PE  

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro dá a cara a tapa e mostra a serviço de quem está. Precisamos de mais pessoas assim nos cargos essenciais. Não precisamos de políticos com suas falácias e planos mirabolantes, que servem somente para angariar votos, mas de pessoas técnicas com vontade para devolver aos cidadãos a dignidade, o direito de sair às ruas, o orgulho de ser brasileiro.
Tiago F. Oliveira
Campinas, SP  

O secretário José Mariano Beltrame mostra de forma clara, objetiva e com muita lucidez a atual situação da segurança pública no Brasil. Mostra também o que fazer para proteger o cidadão. Cabe à população fluminense continuar dando o apoio necessário para que, finalmente, a ordem seja resgatada num dos mais belos cartões-postais do Brasil e do mundo. Afinal, bandido é bandido e como tal deve ser tratado.
José Ewerton Santos Filho
Ibitiara, BA  

Acho que o Rio de Janeiro tem, no atual secretário de Segurança Pública, alguém preparado para o árduo desafio de combater a criminalidade na cidade que, no momento, dificilmente pode ser chamada de maravilhosa. O crime macula uma das principais metrópoles do Brasil. O secretário está certo: é hora de a sociedade tomar partido nessa guerra, porque no Rio de Janeiro ficar em cima do muro também é muito perigoso.
Wellington Silva
Brasília, DF  

Sem dúvida alguma, Beltrame é o melhor secretário de Segurança que o Rio de Janeiro poderia ter, por ser sério e estar disposto a enfrentar a criminalidade, e não a fazer política de segurança para subir na vida política, como fizeram os últimos ocupantes do cargo, incluindo o ex-governador Garotinho.
Manoel Coutinho
Rio de Janeiro, RJ  

O mundo do crime organizado foi completamente destrinchado. É preciso que as secretarias de Segurança Pública dos outros estados se organizem para vencer essa guerra, e o Rio de Janeiro merece uma atenção urgente. O crime infectou toda a sociedade brasileira. Em quase todas as cidades existe ao menos um bairro dominado pelo tráfico. O Brasil apodrece, e precisamos de uma resposta imediata, sem lero-lero pró-bandidos.
Rodnei Cézar dos Reis
Sacramento, MG  

A hipocrisia da nossa sociedade em relação à violência urbana foi colocada de forma clara, direta e sem medo. Quantos de nós podemos declarar de que lado estamos sem ter a culpa de aceitar outros desvios de conduta ou ilegalidades que já fazem parte da nossa rotina? Tenho quatro filhos pequenos e gosto de repetir para eles em casa que, se algum traficante de droga ou vendedor de DVD pirata dependesse de mim, estaria sem emprego, sem um único centavo no bolso e o mundo seria um lugar bem melhor para viver.
Heber Osvaldo Garrido Silva
Por e-mail  

Bastante pertinente a entrevista, nas páginas amarelas de VEJA, com o secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro. Precisamos de pessoas assim, firmes e fortes em seus posicionamentos e, acima de tudo, sem hipocrisia. Parabéns.
Guilherme Carvalho e Sousa
Teresina, PI

 

Carta ao leitor

Como historiador e assinante desta imbatível e inigualável revista, venho cumprimentar VEJA pela clareza, precisão e concisão com que desmistifica na Carta ao leitor "Debaixo do capô" (31 de outubro) o irresponsável e inconseqüente governo de JK e, com a mesma maestria narrativa, sintetiza o sério, responsável, patriótico e empreendedor governo de Castello Branco, juntamente com seus competentes e extraordinários planejadores econômicos: Octávio Gouvêa de Bulhões e Roberto Campos. Lamento profundamente que a maior parte das universidades, dos livros de história e das revistas sonegue e omita essas relevantes informações da sociedade. Graças a Deus que ainda existe VEJA, para manter a sociedade informada e para resgatar a verdadeira história do país, sem nenhum apelo ideológico nem político. Por favor, não nos abandone.
Umberto Ramos de Vasconcelos
Cuiabá, MT

Em pouco espaço (meia página) VEJA resumiu cinqüenta anos de Brasil com uma verdade tão clara que penso não haver oposições. Parabéns por mais essa.
Vicente M. S. Ávila
Patos de Minas, MG

 

Consumo

É indiscutível que a estabilidade econômica com a queda de juros estimulou o consumo ("Propulsão a crédito", 31 de outubro). Porém, alguns pontos não devem passar despercebidos pelo consumidor. Da hora em que acorda até o momento em que vai dormir, o consumidor é alvo dos mais diversos estímulos de lojas e empresas que buscam seduzir o cliente. Podem ser comerciais na TV, no rádio, na internet, promoções nas vitrines ou mesmo um discurso pronto, ensinado para os vendedores nas lojas. A falta de planejamento financeiro causa endividamento para 32% dos paulistanos, segundo pesquisa da Fecomercio.
José Zulmar Lopes
São Paulo, SP  

É muito bom saber que os brasileiros nunca compraram tantos carros – em 2007, cerca 2,5 milhões de unidades. Melhor ainda é saber que, apesar da falta de ciclovias e dos perigos que as ruas e estradas oferecem à prática do ciclismo, a previsão para este ano é que sejam vendidos mais de 5 milhões de bicicletas em todo o país, crescimento de 15,5% em relação a 2006. Mais da metade, 53% do total de bikes comercializadas, é para transporte, 29% para o público infantil, 17% para lazer e 1% para esporte. O meio ambiente agradece.
João Paulo Medrado
Belo Horizonte, MG  

Desde que comecei a entender o mundo, sempre ouvi dizer que "O Brasil é o país do futuro". Quando vejo mais pessoas tendo acesso ao consumo e aumentando seu poder de compra, sou tentado a concluir que o futuro chegou. VEJA, com muita clareza e inteligência, baseada em índices que nos colocam em posição de destaque no cenário mundial, mostra muito bem que estamos colhendo o que plantamos anos atrás. A estabilidade e a credibilidade só têm a contribuir para o crescimento sustentável de um país. Temos muito a fazer, mas já estamos de parabéns.
Gileno Moncorvo de Oliveira Júnior
Luanda, Angola

 

Constrangimento no Senado

O jornalista Otávio Cabral relata com precisão o jogo sujo contra o senador Jefferson Péres, relator do processo que investiga Renan Calheiros ("Baixaria na reta final", 31 de outubro). Somente com reportagens esclarecedoras desse tipo é que o eleitor brasileiro poderá banir essas pessoas da política, através do voto consciente.
Francisco Ribeiro Melo de Carvalho
Vitória da Conquista, BA  

O Brasil todo deveria ficar indignado. Aliás, o país já parou demais para ouvir versões desencontradas e evidentemente tendenciosas sobre os crimes do senador Renan Calheiros. Se não renunciar, devolvendo um pouco de dignidade à representação que os eleitores lhe deram de boa-fé e que ele não soube honrar, deve ser cassado por seus pares.
Flavio Lauria Ferreira
Manaus, AM  

Agora estou sabendo por que o "senador investigador" Renan Calheiros (PMDB-AL) tirou dez dias de licença-saúde. Foi para armar mais uma de suas arapucas, a fim de se defender da acusação da prática de ato ilícito (compra de veículos de comunicação em Alagoas) e tentar macular a imagem de um dos homens públicos íntegros que ainda restam neste país, o senador Jefferson Péres. Usou dos mesmos métodos do seu amigo Jader Barbalho, deputado federal (PMDB-PA), que dispensa comentários. Ô senador, seja prudente, ofereça seus punhos às algemas e siga célere rumo à cadeia, lugar onde já deveria estar. Não fique atirando pedras em quem lhe aponta os podres.
Antônio Araújo da Silva
Belém, PA

 

Gerúndio

Excelente a reportagem "Acusando, culpando e errando" (31 de outubro), sobre o gerundismo. O jornalista André Petry apresenta opiniões abalizadas sobre o emprego da forma reduzida de gerúndio no português falado e escrito no Brasil. O conjunto das observações dos diversos especialistas citados confere ao texto a devida e necessária cientificidade. Como lingüista, concordo: o gerúndio não é um bicho-de-sete-cabeças, constitui apenas uma forma verbal presente na língua há vários séculos, denotando, quando bem empregada, muito mais elegância que defeito.
Eduardo Sampaio
Maceió, AL  

Considerando que o ensino, principalmente público, no Brasil vem desmoronando nos últimos dez anos e que a competição no mercado de trabalho se acirrou ainda mais no mesmo período, a língua sofre respingos dessa realidade dupla: ao trabalhador semi-escolarizado cabe dar um verniz à linguagem, para parecer mais culto e preparado, surgindo daí não só o gerundismo excessivo mas também o "a nível de" e tantos outros exemplos que ainda estão por vir e se disseminar no conjunto da população.
Matheus Silveira Lima
Araraquara, SP

Além da demissão do gerundismo, seria importante estarem sendo postas no olho da rua, a nível de Brasil, outras esquisitices como as que são aqui grafadas em itálico. Isso poderia muito bem estartar um processo de valorização e uso da norma-padrão do idioma "sem ossos e com açúcar". Os nossos computadores, por exemplo, deixariam de ser inicializados para ser ligados, ou, vá lá, iniciados.
Paulo Gilberto Morais dos Santos
João Pessoa, PB  

Do ponto de vista gramatical, o governador do DF foi impiedoso: "demitiu" o próprio gerúndio, em vez de combater o seu uso inadequado, o gerundismo. Se há servidores com problema de linguagem, o melhor caminho seria a distribuição de uma gramática para cada um.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Stephen Kanitz

Gostaria de cumprimentar o colunista Stephen Kanitz pelo artigo "Intenções por trás das palavras" (Ponto de vista, 31 de outubro). Ele tocou num ponto de extrema importância: a valorização excessiva que se dá às obras de ficção na defesa de pontos de vista. Ainda se ensina, nas escolas, que a função da literatura é a "denúncia social", como se a retórica fosse mais importante que a análise técnica. Nossos alunos sabem tudo sobre Drummond e não sabem nada sobre economia. A facilidade de se esconder atrás da ficção é grande. Ferréz, no caso do relógio roubado de Luciano Huck, defende a criminalidade utilizando-se de um conto. Por que ousar um texto dissertativo quando se pode evitar o constrangimento de uma argumentação formal?
Ricardo Mioto
Franca, SP  

Excelente o artigo de Stephen Kanitz sobre intenções por trás das palavras. Atualizado e consistente, mostra uma faceta dos que subestimam nossa inteligência. Porém, gostaria de acrescentar a classe política no contexto, como expoente no uso das intenções citadas.
Jaime Pacheco Alves
Porto Alegre, RS

Stephen Kanitz, no seu artigo "Intenções por trás das palavras", parece ressuscitar um conceito positivista de ciência, aquele que só reconhece valor científico em um texto se este for na maior parte traduzido por símbolos, fórmulas, dados estatísticos, números, tabelas. Na área das ciências humanas, sabemos, prevalecem a interpretação e o uso (por que não?) de palavras sedutoras que enganam tanto quanto a tal linguagem matemática. Aliás, o próprio Kanitz, para convencer o leitor desse risco epistemológico, serve-se de expressão sedutora, a mesma que condena nos textos alheios. Como se vê, a linguagem, por mais neutra aparentemente, não pode desligar-se da ideologia.
Roberto Sarmento Lima
Maceió, AL  

Não há dúvida de que somos presas fáceis de quem fala bonito e escreve melhor ainda. Mas a experiência ensina que a famigerada "agenda oculta" não é exclusividade de escritores, colunistas, pseudocientistas ou professores mal remunerados, mas está enraizada também na fértil seara dos administradores, políticos e sociólogos que mimetizam seus pontos de vista sob um emaranhado de tabelas, planilhas, projeções e estatísticas pretensamente concretas, decodificáveis apenas pelos sofistas da dogmática exatidão numérica.
José A. Silva
Osasco, SP

Inteligentíssimo o artigo de Stephen Kanitz. Mas o trecho "...sempre indago se não é mais um professor querendo maiores salários..." me força uma pergunta que não quer calar. Estará na "agenda oculta" do articulista o absurdo de que neste país os professores JÁ ganham bem demais?
Airton Sampaio
Teresina, PI

 

Copa de 2014

A reportagem "O valor de uma Copa no Brasil" (31 de outubro) mostrou pontos positivos e negativos de um país que sedia uma Copa do Mundo de futebol. Ficou claro que as vantagens, como aumento de empregos, maior fluxo de turistas, entre outras, quando comparadas às despesas, são pequenas. Concordo plenamente com o economista Victor Matheson quando diz que a Copa é comparada a uma festa de casamento: muitos gastos, sem expectativas de lucros. Será que o Brasil está realmente preparado para sediar a Copa do Mundo de 2014?
Túlio Garcia Rocha
Montes Claros, MG  

A Copa de 2014 vai provar ao mundo que o Brasil não é apenas o país do futebol e do Carnaval, mas também é um país em franca evolução. Seu povo merece esse reconhecimento, pois, apesar das dificuldades, tem cidadãos que vestem a camisa do Brasil fora dos campos de futebol.
Margarida Miranda
rasília, DF  

Já que grande parte desse investimento para as obras da Copa de 2014 sairá dos bolsos do contribuinte e o retorno para esse patrocinador é altamente questionável, por que não nos preocupamos em utilizar esses recursos para fins mais emergenciais, como a democratização da educação e da saúde, além de promover melhorias na infra-estrutura? Será que nossa necessidade de auto-afirmação perante o mundo fala mais alto que o desenvolvimento do país?
José Inácio De Bortoli Filho
Ribeirão Preto, SP  

A despeito da caravana que seguiu para a Suíça, a viagem é uma grande demagogia, haja vista que não havia concorrente, tendo o Brasil vencido por WO. Mesmo estando todos lá, pelos mais variados motivos, veio de Romário a preocupação com a segurança do país, que continua liderando o ranking de assassinatos e crimes não esclarecidos. Faltou na caravana o capitão Nascimento, como garantia da ordem e da segurança.
Izabel Avallone
Alto da Boa Vista, SP

 

Cotas para deficientes

Pode parecer contraditório, mas, como deficiente física e capaz como sou, me vejo enclausurada no preconceito das pessoas. Sou publicitária, tenho MBA em marketing e falo três idiomas. Porém, a única chance que surgiu na minha carreira foi de assistente administrativo júnior. Tenho absoluta certeza de que me falta a tão requisitada "experiência", mas, há um ano trabalhando na função descrita, todas as minhas atitudes são checadas três ou quatro vezes antes de ser validadas. Sem falar no trabalho operacional que realizo diariamente. Não me canso de fazer cursos e me atualizar, pois acredito que um dia olharão para mim e me verão como uma profissional de fato e não como mais um número para o preenchimento de uma cota ("Pleno emprego", 31 de outubro).
Alessandra Figueredo
Rio de Janeiro, RJ

 

Holofote

Jorge Bornhausen está corretíssimo em associar a CPMF ao terceiro mandato de Lula ("A CPMF e a reeleição", Holofote, 31 de outubro). Está na cara que o dinheiro da CPMF servirá para comprar alguns milhões de votos ao incluir mais pessoas no Bolsa Família e apadrinhar seus eleitores em cargos do governo. É preciso ficar de olho, pois o único objetivo do PT é se perpetuar no poder.
Murilo Augusto de Medeiros
Guará II, DF

 

Beleza

Sou assinante de VEJA e fiquei feliz quando vi a reportagem "O doutor mão leve" (31 de outubro), sobre o cirurgião plástico Carlos Fernando de Almeida. Não sou famosa, mas fui operada pelo Carlos Fernando há uns sete anos (quando morava no Rio) e até hoje sou elogiada e grata pelas suas "mãos de ouro".
Simone F. Gonçalves
Brasília, DF

 

História

Cumprimento VEJA pelo registro do livro sobre os nobres cavaleiros templários ("Perdão aos templários", 31 de outubro). Aqueles que tiveram contato com a história de De Molay (último grão-mestre dos templários) e seus comandados sabem que seus ensinamentos e exemplos em nada se assemelham à heresia. De Molay foi torturado por anos, falsas confissões foram feitas, mas o fato é que sua fidelidade aos seus irmãos foi inabalável.
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP

 

Che Guevara

Li, chocado, o quadro "Viuvinhas do Che" (Cartas, 31 de outubro), no qual algumas câmaras municipais, na falta do que fazer, aprovaram sessão para desancar a edição de VEJA sobre Che Guevara. É um completo descalabro e poderia até ser engraçado se não fosse a ameaça que o ato (não isolado, percebe-se) pode significar. A liberdade de imprensa e de livre pensamento é cláusula pétrea de nossa Carta Magna. Em nenhum artigo regimental das referidas câmaras, nem mesmo nas leis orgânicas dos municípios citados na reportagem, há autorização para sessões que atentem contra a liberdade de imprensa. Portanto, seria bom que os senhores repudiassem práticas e atos que atentem contra os direitos humanos (como guerrilhas, golpes de estado, genocídio, infanticídio e tentativa de vigilância do estado contra a imprensa).
Cleiton Dias
Ceilândia, DF

 

Padre Júlio Lancellotti

Ao olhar a foto do padre Júlio Lancellotti na reportagem "O padre e a moça" (31 de outubro), senti um arrepio na espinha. Afinal, quem deveria estar preso?
Socorro Araújo
Fortaleza, CE

 

André Petry

Gostaria de entender por que o ser humano necessita de "políticas de planejamento familiar". Até passarinho, antes de cortejar a fêmea, constrói seu ninho em local seguro para mostrar que pode criar os filhotes de forma tranqüila. Só então ela permite o acasalamento. Até passarinho sabe, sem precisar de política nenhuma, que tem de ter estrutura para formar uma família ("Fábrica de marginais", 31 de outubro).
Leopoldo Buonsanti Neto

São Paulo, SP

 

Veja essa

Li na seção Veja essa (31 de outubro) a sentença do juiz mineiro que diz: "A desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher (...). O mundo é masculino!". Será que ele pensa que nasceu de chocadeira?
Vanda de Avelar
Fortaleza, CE

O governador fluminense, Sérgio Cabral, tem toda a razão quando fala da questão do número de nascimentos em populações de baixa renda (Veja essa, 31 de outubro). É preciso, urgentemente, que os governos federal e estaduais tomem a iniciativa de um programa de planejamento familiar para essas populações.
Suely Feitosa
Jaboatão, PE

Por que não existe uma política pública efetiva de controle de natalidade e planejamento familiar com operações de vasectomia e ligadura de trompas? Não me oponho à legalização do aborto, mas torná-la uma forma de diminuir o número de nascimentos é um tanto absurdo.
Maria Carolina Schneider
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

O que o governador Sérgio Cabral disse foi apenas uma adequação popular do pensamento aristotélico: "Quanto mais desenvolvida for a espécie, menor será sua prole". Daí a legalizar o aborto... Melhor seria empenhar esforços para que a espécie progrida. Tanto na "Suécia" quanto na "Zâmbia" ("No Iraque, é melhor", 31 de outubro).
Soraya M. Pellizer
São Bernardo do Campo, SP  

Vendo por trás das palavras de Diogo Mainardi, pude ler que Sérgio Cabral admitiu que o maior problema do Brasil é o brasileiro. Alvíssaras ao governador. De fato, leite com água oxigenada, gasolina batizada, políticos corruptos e corruptores, a política de saúde matando, educação de faz-de-conta, faveladas multíparas, aborto proibido (cadê o rei Felipe IV, que enfrentou a Madre Igreja?). Este país é a farsa. E os brasileiros? Meros espectadores dorminhocos dessa trama maldita.
Vanderlena Torquato
Brasília, DF  

Ao descriminar o aborto, temos de aceitar a pena de morte também. Punir o feto como forma de evitar problemas já foi argumento de um ditador conhecido mundialmente pelo seu racismo, violência, intolerância, que foi derrotado na II Guerra Mundial e teve como única saída o suicídio.
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Campos dos Goytacazes, RJ

 

Irmã Lindalva

A reportagem "Todo santo ajuda" (24 de outubro) refere-se à irmã Lindalva de Oliveira como se ela fosse natural da Bahia. Na verdade, Lindalva Justo de Oliveira nasceu no Rio Grande do Norte, mais precisamente na cidade de Açu. Quando aconteceu o crime brutal que a vitimou, ela exercia suas funções religiosas em Salvador (BA).
José Justo Salvador
Açu, RN

 

CORREÇÕES: O nome correto da delegada regional do Trabalho em São Paulo é Lucíola Rodrigues Jaime ("Pleno emprego", 31 de outubro). • A informação da assessoria da Globo de que Aguinaldo Silva trabalha sozinho na elaboração do roteiro da novela Duas Caras não procede. Ele conta com seis roteiristas auxiliares ("Noveleiro e blogueiro", 24 de outubro).

 

SEM VEJA NO PANAMÁ

O amazonense Arlesson Sicsú foi passar a lua-de-mel no Panamá e levou a edição de VEJA que trazia a reportagem "O sim da América Central" (17 de outubro) para ler durante a viagem. "Estava lendo minha revista quando de repente um panamenho me pede para dar uma olhada na matéria que falava de seu país. Emprestei a revista, pois o cidadão disse que já havia morado no Brasil, onde gostava de ler VEJA. Resumindo: perdi minha revista e, quando voltei, não a encontrei mais nas bancas aqui de Manaus." Arlesson receberá um exemplar daquela edição em sua casa.



O FUTURO

VEJA e a questão ambiental: um futuro para Cauã

Cauã Lucas dos Santos, de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, completará 1 ano de vida no próximo dia 26 e ainda não lê VEJA, a revista de seus pais, o radialista Claudiomiro Sorriso e Marisa Maders. Mas "ele é o primeiro a olhá-la". É pela geração de Cauã que a humanidade começa a discutir as questões relacionadas à preservação do planeta, tratada na reportagem de capa "SOS Terra" (24 de outubro). Os pais corujas – com toda a razão – fizeram questão de fotografar o filho com a revista.



NO INFERNO DA CALIFÓRNIA

Gustavo Fraga, médico e professor assistente de cirurgia do trauma da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado e da Sociedade Panamericana de Trauma, leu a reportagem "Inferno dos milionários" (31 de outubro) e escreve de San Diego, na Califórnia, para informar que as vítimas do incêndio que destruiu milhares de residências naquele estado americano foram atendidas na Divisão de Trauma e Queimados da Universidade da Califórnia San Diego, cujo chefe e coordenador das ações é o paulistano Raul Coimbra, que lá vive há dez anos. "A trajetória acadêmica de Coimbra é simplesmente brilhante (é um estrangeiro, chefe de um dos melhores serviços de cirurgia do trauma nos EUA, numa das melhores universidades públicas), porém conhecida apenas por poucas pessoas no Brasil", diz Fraga. Os interessados em conhecer o centro médico da universidade e o trabalho do doutor Coimbra podem acessar o site trauma.ucsd.edu/default.aspx



QUIXADÁ VERDE

Ismar Capistrano C. Filho, assessor de comunicação da Câmara Municipal de Quixadá, no Ceará, escreve para falar de um exemplo que a casa dá para a educação ambiental. É uma iniciativa limitada, mas que serve de modelo a ser seguido. "A Câmara é o primeiro órgão público brasileiro a neutralizar suas emissões de gases poluentes conforme orientação do Protocolo de Kyoto", diz Ismar. A lei foi aprovada em plenário, e no último dia 26 foi votada a dotação orçamentária para garantir sua viabilidade. "A medida permitirá ao Legislativo municipal contratar serviços de neutralização dos gases de efeito estufa decorrentes dos deslocamentos dos vereadores, do consumo de energia e do uso de materiais descartáveis. O projeto vai ser executado seguindo critérios estipulados pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), órgão científico para assuntos climáticos da ONU", como informa o site da Câmara. A medida permitirá a revitalização dos rios do município e o reflorestamento de sua Mata Atlântica local. Mais informações, no site da Câmara (www.camaraquixada.ce.gov.br/).



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