Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 763 - 7 de agosto de 2002
Geral Ginástica
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Descendentes de orientais operam as pálpebras
Aprovado o uso do Xenical no tratamento do diabetes
Academias melhoram desempenho dos funcionários
Mergulho em águas profundas no litoral brasileiro
A dieta coletiva de Lagoa dos Três Cantos
As grifes diminuem o tamanho dos manequins
A prática homossexual e o risco de Aids entre ianomâmis
Australianos desenvolvem motor hipersônico
Como estão sendo forjados os supermaratonistas

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Malhação capitalista

Academias em empresas fazem
muito bem aos funcionários – e
mais ainda aos negócios

Anna Paula Buchalla

 
Reginaldo Teixeira
Ginástica na Coca-Cola: avaliação física a cada três meses

A idéia surgiu nos Estados Unidos, é claro. Com um contingente altíssimo de funcionários gordos e sedentários, as empresas resolveram fazer as contas do prejuízo causado pelos maus hábitos. Descobriram que não era pouco o dinheiro que perdiam com as faltas ao trabalho e os gastos com doenças. Os cálculos mostram que, em 1980, os custos do sistema de saúde americano com tratamentos de distúrbios decorrentes de um estilo de vida inadequado foram de 173 bilhões de dólares. Em 2000, atingiram inacreditáveis 910 bilhões. Cerca de 30% dessa conta é paga pelas empresas. A quantia é tão alta que justifica investimentos pesados em programas de prevenção. Em outras palavras, a ordem é botar os funcionários para malhar. Entre tantos outros benefícios, os exercícios fortalecem o sistema imunológico, baixam a ansiedade e melhoram o humor. Das 1.000 maiores companhias do país, 93% hoje possuem uma academia de ginástica. Já são 4.300 empresas equipadas com o que batizaram de "fitness corporativo" para seus funcionários. É a malhação capitalista, baseada na constatação de que funcionário saudável trabalha melhor e falta menos. Em números, isso significa que, para cada dólar investido em atividade física, se economizam 3,2 dólares em custos médicos.

A preocupação dos americanos já fez eco no Brasil. Há pouco mais de um ano, as empresas nacionais passaram a investir em academias de ginástica. Se você está imaginando uma salinha improvisada, com uma esteira num canto, uma bicicleta ergométrica no outro e uma TV antiga no meio, esqueça. Para funcionarem de fato, esses programas exigem um ambiente e características técnicas semelhantes aos das melhores academias. É preciso ter professores bem preparados, aparelhos de primeira linha e programas que incentivem os funcionários a suar a camiseta. "O fitness isolado vira recreação. Um programa, para dar certo, tem de ser atrativo o suficiente para manter os alunos e ter preocupação com os resultados", diz o médico Carlos Heitor Bergallo, consultor de saúde e fitness para empresas. Além do incentivo à malhação, as empresas brasileiras passaram a controlar o cardápio dos bandejões e a custear exames de rotina, como check-ups anuais.

 
Selmy Yassuda
Academia da Souza Cruz: redução de 40% nas visitas ao ambulatório

O grande chamariz dos programas de ginástica está em oferecer aos funcionários a possibilidade de freqüentar a academia a qualquer hora do dia, sem desembolsar nem um tostão. De tempos em tempos, eles são submetidos a avaliações físicas para saber a quantas anda o objetivo de seus programas. Na Coca-Cola, as aferições são trimestrais. A adesão à academia na sede da empresa, no Rio de Janeiro, chega a 40% – um recorde se comparado aos níveis médios mundiais, de 15% a 20%. O caso da maior fabricante de cigarros do Brasil, a Souza Cruz, também é exemplar. Os resultados do programa de fitness estão compensando o investimento de 1,2 milhão de dólares: com a adesão de 80% dos funcionários, as consultas nos ambulatórios da companhia caíram quase 40% desde a inauguração da academia, no ano passado. Se boa parte não fumasse, os resultados seriam ainda melhores.

Na Johnson & Johnson, em São José dos Campos, a inauguração do centro de convivência com sala de ginástica, no ano passado, foi acompanhada de uma iniciativa meio enervante por parte do departamento de recursos humanos. No fim do dia, os 4.000 funcionários recebiam a seguinte mensagem na tela do computador: "Hora da ginástica!" Parecia ordem de patrão, mas foi recebida com simpatia. No escritório central da rede de supermercados Pão de Açúcar, em São Paulo, a infra-estrutura inclui exames físicos detalhados, como a medição dos índices de gordura corporal, e assistência nutricional. Lá, freqüentam a academia 1 200 dos 2 000 funcionários. São mais de 1.000 metros quadrados de instalações e equipamentos comparáveis aos dos melhores centros de ginástica. O hospital paulista Santa Joana montou um espaço exclusivo para exercícios aeróbicos e de musculação. As instalações esportivas à disposição de 3.000 médicos incluem quadras de tênis. "As pessoas se esquecem de que médicos também sofrem com problemas de pressão alta, excesso de gordura e sedentarismo", diz o personal trainer Eduardo Sant'Anna, que coordena a academia. Então fica combinado assim: não basta ter carteira assinada. É preciso também dispor de academia no serviço.




   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS