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Edição 1 763 - 7 de agosto de 2002
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"Nós só deixaremos de sentir culpa quando tivermos a certeza da retidão de nossos atos."
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

 

Culpa

Muito me agrada o enfoque que a revista tem dado a assuntos tão pertinentes ao ser humano. Desejo, paixão, culpa. É importante que se esclareça a necessidade da busca interior de cada indivíduo direcionada à sua "cura". Em sua singularidade, o indivíduo busca a análise para identificar suas angústias. É necessário, contudo, saber da formação ética e moral do profissional em questão, para obter melhores resultados ("A culpa de cada um", 31 de julho).
Iara Carvalho Abreu
Rondonópolis, MT

A culpa é um sentimento pernicioso, incutido em nós pelo cristianismo, como forma de nos controlar. Nascemos culpados, crescemos culpados, vivemos culpados. E, em momentos de crise e de carências diversas, essa culpa se aprofunda como um fantasma incômodo e perturbador.
Jaime Luiz Leitão Rodrigues
Rio Claro, SP

Tenho 25 anos e estou começando minha vida profissional. Mas desde que estava estagiando já convivia com várias situações expostas na reportagem. No campo afetivo, em conversas com amigos, são cada vez mais comuns assuntos como o desempenho sexual e o arrependimento por não estar aproveitando a vida com mais afinco.
Marcos Paulo do Nascimento
Varginha, MG

A paciente de que fala o doutor Antonio Carlos Buzaid no quadro "Quando a morte faz parte da rotina" é minha mãe, falecida no último dia 8 de julho, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ela se foi agradecendo, pois, a despeito da gravidade de sua doença, esteve sob os cuidados desse brilhante ser humano e profissional. Minha família e eu jamais nos esqueceremos do carinho, dedicação, atenção e empenho que o doutor Buzaid e sua equipe dedicaram a nossa querida Maria Zélia.
Luis Peres
São Paulo, SP

 

David Baltimore

Muito esclarecedora a entrevista com o prêmio Nobel de Medicina David Baltimore (Amarelas, 31 de julho). A sociedade, de modo geral, precisa rever seus conceitos, destruir tabus e enxergar as pesquisas com embriões, ou mesmo a clonagem, como a esperança para os portadores dos males hoje incuráveis.
Geisa de Oliveira Araújo
Solânea, PB

Um ser humano não plenamente desenvolvido é tão humano quanto um que já o seja, pois o fato de esse processo não ter atingido seu ápice não muda o sujeito em questão. A pesquisa com células-tronco embrionárias é tão homicida quanto obrigar uma pessoa a doar seu coração, seus dois rins, todo o seu corpo para o progresso da ciência. Além disso, atualmente as pesquisas com células-tronco não embrionárias apresentam resultados mais promissores e palpáveis.
Renata Maciulis Dip
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Importante e oportuno o artigo "Livrai-nos dos crédulos" (Ponto de vista, 31 de julho), de Claudio de Moura Castro. Precisamos refletir e pôr em prática todo o nosso senso crítico, não só em relação aos candidatos à Presidência como também aos meios de comunicação, que podem manipular informações, favorecendo uns e prejudicando outros.
Natália de Vagas Godoes
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Sucessão

Excelente a reportagem "Lulalice no país das maravilhas" (31 de julho). Texto que deveria ser indicado como leitura obrigatória, principalmente para os eleitores de primeira viagem.
Carlos Martorelli
São Manuel, SP

É de grande importância desmascarar esse coelho que tantos tentam tirar da cartola. Não pode ficar o eleitor sujeito ao velho discurso salvacionista que se repete a cada eleição. Conhecer a realidade de forma ampla e racional é fundamental para um voto consciente.
João Paulo Fonsêca de Almeida
Maceió, AL

No discurso dos candidatos "de oposição" só falta eles afirmarem que, se eleitos, cada brasileiro receberá de presente um carrão novo. Talvez até achem que terão recursos para tal, com o dinheiro que conseguirão de soluções mágicas, como "o controle seletivo da remessa de divisas" e o "alongamento compulsório" da dívida pública (mais conhecidos como a dupla calote e confisco) e outras artimanhas para subtrair a poupança alheia.
Alvaro Antunes
Curitiba, PR

O artigo, que brinca com a fantasia, nos joga de frente para uma realidade nua. Para nos livrarmos desses quatro cavaleiros do apocalipse, será que apelar para Deus vale?
Henrique Osvaldo Degrazia Howes
Presidente Prudente, SP

Cumprimento VEJA pela imparcialidade quanto às intenções dos candidatos à Presidência, demonstrando assim o respeito a seus leitores e também aos eleitores, que merecem mais seriedade nessa "ciranda" de promessas abusivas, nocivas e intencionalmente enganosas.
Mirna Machado
Guarulhos, SP

 

Eleitor

Na reportagem "O retrato do eleitor" (31 de julho), VEJA aborda com muita precisão a discrepância numérica entre o total de eleitores brasileiros e aqueles que têm renda suficiente para ser contribuintes, mostrando claramente uma realidade de nosso país, em que votar é obrigatório e a melhoria das condições econômicas da população não merece a mesma prioridade. Caso os eleitores com renda abaixo de 1.000 reais por mês ficassem desobrigados de votar, sem dúvida nossos políticos teriam uma preocupação imensa em aprovar de imediato reformas no sentido de diminuir a brutal desigualdade social existente no Brasil.
Luiz Fernando Mathias
Salvador, BA

A bem da verdade, falta às pesquisas perguntar por que muitas pessoas votam na oposição no 1º turno para marcar posição e eleger oposição legislativa e, no 2º turno, votam no candidato mais preparado, para azar do Lula. Aliás, é o que acontece em muitas democracias contemporâneas.
Manoel dos Santos Filho
Rio de Janeiro, RJ

 

Laboratórios

Sobre a reportagem "Tomou Viagra" (24 de julho), informamos que, desde o início de 2002, o medicamento Ambien®, citado como pertencendo à Pharmacia, não integra mais o portfólio daquela empresa. O laboratório Sanofi-Synthélabo, que descobriu e desenvolveu a molécula, recuperou a totalidade dos direitos de promoção e venda do produto nos Estados Unidos.
Maria Cristina Moscardi
Assessoria de comunicação Sanofi-Synthélabo
Barueri, SP

 

Gente

Nunca valorizei a Academia Brasileira de Letras, por considerar suas tradições e posturas copiadas dos ingleses – até chá eles tomam. Agora, mais do que nunca, a Academia demonstra sua decadência. Envergonho-me de saber que entre nomes representativos de nossa mais alta cultura literária, como Machado de Assis e Roberto Campos, encontra-se o nome de Paulo Coelho. Definitivamente, nem no mundo literário este país pode ser considerado sério ("Senhores, engulam-me", 31 de julho).
Nilsem de Oliveira Mendes
Vespasiano, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo sempre se faz surpreendente. A leitura de seus ensaios é agradável, por seu linguajar direto e claro. Mas, ao lado das sutilezas dos temas abordados, sobressai a desenvoltura de seu raciocínio. É o caso do brilhante confronto do episódio de Canudos com o assassinato de Tim Lopes ("Os Sertões e o caso Tim Lopes", Ensaio, 31 de julho), que nos leva a refletir sobre o que vem acontecendo neste país e, agora, em época de eleições, sobre o que poderá acontecer, na medida em que os fatos políticos passados constituem lições para nos precavermos dos dissabores futuros.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Com relação à frase de Diogo Mainardi "...se os dois principais candidatos [a presidente] cumprirem suas promessas, vai aumentar a oferta de lavadores de pratos brasileiros nos Estados Unidos", informo que os brasileiros não lavam pratos nos Estados Unidos. Esse trabalho é feito pelos mexicanos. Brasileiros fazem limpeza e trabalho de engraxate ("Nós e os gringos", 31 de julho).
Luiz Lima
Nova York, Estados Unidos

No artigo "E Caetano revelou-se-me", na edição 1.760 (17 de julho), Diogo Mainardi se equivoca ao referir-se à expressão "revelou-se-me", usada por Caetano Veloso, como uma mesóclise. Na verdade, mesóclise, como o próprio nome diz (meso = meio), é a colocação do pronome oblíquo no meio do verbo, usada somente no tempo futuro, caso que ali não ocorreu. O termo empregado por Caetano Veloso constitui uma dupla colocação pronominal, caso não comum na língua portuguesa e bastante corriqueiro na língua espanhola, que, aliás, não tem a mesóclise em sua gramática.
Luiz Eduardo Pires Regadas
Guarulhos, SP

 

Bermudas

Moro em Bermudas há alguns meses. Trabalho como supervisora da recepção de um dos resorts daqui. Achei a reportagem sobre Bermudas muito interessante. Ela reflete a realidade do local. Apesar de a ilha propiciar uma qualidade de vida altíssima, existe ainda o problema do tráfico de drogas, que vem crescendo muito ultimamente. Há por volta de quarenta brasileiros morando na ilha e que trabalham em cargos variados, desde faxineiro até gerente. Adoro a ilha, mas sinto saudade dos brasileiros e do Brasil ("O paraíso (fiscal) perfeito", 31 de julho).
Mona Walker
Pembroke, Bermudas

Na reportagem, Bermudas aparece como caribenha. O referido arquipélago localiza-se em pleno Oceano Atlântico.
Plínio da Silva Russomano
Porto Alegre, RS

 

Fernando de Noronha

Salve! Até que enfim alguém falou a verdade a respeito de Fernando de Noronha. Na reportagem "Lindo, caro e sujo" (31 de julho), Noronha foi retratada como é, e não com o romantismo que contamina qualquer reportagem sobre a ilha. Turismo caro, exploração pura e simples do turista desavisado. Uma pena trazermos más lembranças de um lugar tão maravilhoso.
Inez Murari Pereira Gentil
Campo Grande, MS

Ao ler a reportagem sobre Fernando de Noronha, fiquei transtornada. Não posso confirmar o que escreveram. Trabalhei na ilha dez anos atrás e recentemente vi um melhoramento enorme, principalmente com relação à infra-estrutura. Para mim, essa reportagem não está de acordo com a realidade.
Maria de Santana Bretfeld
Bremen, Alemanha

 

Alergias

É sabido que os alergistas costumam recomendar a remoção de tapetes, carpetes e cortinas para acabar com as alergias ou diminuí-las. No entanto, com o uso de produtos adequados e a correta manutenção, eles não só não as causam como também ajudam a solucionar alguns problemas de alergia ("A guerra contra as alergias", Guia, 31 de julho).
Ricardo Preter
São Paulo, SP

 

Livros

Na reportagem de Carlos Graieb sobre o livro do filósofo Peter Singer ("O Dr. Morte da filosofia", 24 de julho) é citado um argumento do autor sobre a eliminação de crianças com lesões cerebrais que impossibilitem uma vida normal. Esse raciocínio primata seria o equivalente a alguém, quarenta anos atrás, defender a tese do extermínio de todos os portadores de câncer, que era incurável na época. Hoje, cientistas brasileiros estão dando os primeiros passos na criação de neurônios artificiais. Talvez Peter Singer possa ser socorrido por algum desses neurônios no futuro. E, para contestar essa "mente brilhante" australiana, valeu a pena ler o artigo "Uma metáfora perfeita" (24 de julho), do nosso "filósofo" Diogo Mainardi, que relata sua convivência com o assunto e produz uma frase que poderia ser traduzida e enviada para Singer: "Uma criança com paralisia cerebral é como a maçã de Newton, que, caindo, revela os mecanismos secretos de funcionamento do mundo".
Luís Gonzaga Rocha Leite
Tatuí, SP

 

Racionais

Os discos dos Racionais MC's, desde Raio X do Brasil, estão cada vez mais maduros. Sou professor e utilizo suas músicas para ilustrar aspectos que julgo relevantes na formação crítica para o pensar ("Irracionais MC's?", 24 de julho).
Rogério Basali
Campinas, SP

 

Armínio Fraga

O senhor Armínio Fraga é um ótimo exemplo de que o Brasil precisa substituir os políticos "profissionais" pelos excelentes profissionais que sabem ser "políticos" em seus atos ("Missão civilizadora", 24 de julho).
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP

 

Carta ao leitor

Sem hesitação nem mesmo dúvida, VEJA faz jus aos objetivos do americano Henry Luce – criador da Time, primeira revista semanal de informação. Política, economia, esporte, cultura e lazer são algumas das vastas áreas de informação apresentadas com muita competência por esse veículo de comunicação tão notável ("Uma semana de milhões de anos", Carta ao leitor, 17 de julho).
Marcos de Jesus Oliveira
Ceilândia, DF

 

Pascal Lamy

Muito boa a entrevista com o diplomata francês Pascal Lamy (Amarelas, 24 de julho). Fica bem claro que o potencial do Brasil no segmento agrícola é uma realidade invejável para outras nações. Continuamos a bater recordes de safras e não precisamos nos ajoelhar diante do Mercosul. Basta as condições financeiras brasileiras serem dignas e justas que nossos agricultores terão as maiores safras agrícolas do mundo.
Bruno G. Buzzulini
Campinas, SP

O senhor Pascal Lamy deu uma entrevista interessante. Primeiro ele diz que os subsídios aos agricultores europeus estão fora de discussão (ou seja, continuarão). Depois afirma que a redução do protecionismo é uma das condições para promover o desenvolvimento e que o livre-comércio entre os países é um dos pilares do crescimento sustentável.
Humberto Ayd de Oliveira
São Gonçalo, RJ

 

Saddam Hussein

Como um homem cuja crueldade só é comparável à de Hitler, Mussolini e Stalin pode ter simpatizantes no mundo civilizado? Ao patrocinar atrocidades, Saddam Hussein mostra sua feição monstruosa ("Como Saddam recompensa o terror", 24 de julho).
Sergio Fajardo
Mandaguari, PR

Morei em Jerusalém por três anos e fui vítima de um atentado em janeiro de 2002. Até hoje sonho com o horror que vi e ouvi nos momentos que se seguiram à explosão da bomba. Algumas semanas atrás, perdi um de meus melhores amigos em Israel. Ele morreu no atentado ao ônibus número 32-A, que saiu do bairro de Gilo, em Jerusalém. A foto que ilustra a reportagem me trouxe lembranças terríveis de uma terra que amo e que tive de abandonar. Mesmo diante do horror da foto, espero que ela abra os olhos de muita gente que ainda tem uma imagem errada dos cidadãos israelenses.
Flávia Rodrigues
Curitiba, PR

 

 
A caricatura do presidente George W. Bush, que ilustrou a reportagem "O império está nu" (31 de julho), é de autoria de Dálcio.


CORREÇÕES: Na reportagem "Lulalice no país das maravilhas" (31 de julho), a promessa de construir 6 milhões de casas populares em quatro anos, feita por José Serra, teria um custo anual equivalente a um terço do déficit nacional em conta corrente, que atualmente é de 23 bilhões de dólares. O nome correto da mãe do vice-presidente da República, Marco Maciel, falecida recentemente, é Carmem Sylvia Cavalcanti de Oliveira Maciel (Datas, 31 de julho).

 

JUBARTE, FRANCA E CACHALOTE

Referindo-se ao quadro "Onde e como ver baleias" (Para usar, 10 de julho), a bióloga Beatriz Kafejian escreveu: "A foto maior que ilustra a nota é de uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), e não de uma baleia-franca (Eubalaena australis)." Segundo a especialista, uma das grandes diferenças entre as duas espécies são as nadadeiras peitorais. "A baleia jubarte tem nadadeiras muito grandes, que podem medir cerca de um terço do seu comprimento total, daí a origem do nome científico, do grego mega (grande) e ptero (asa ou nadadeira). Já a baleia-franca tem nadadeiras peitorais menores e em forma de trapézio", explica Beatriz. Se dessa vez a jubarte tomou o lugar da baleia-franca, na reportagem "A pista que vai quebrar o gelo" (22 de novembro de 2000) foi a franca que apareceu como sendo um cachalote. No quadro "Erro de baleia" (Cartas, 13 de dezembro de 2000), a bióloga Carla Marto da Silva fez a retificação e citou uma característica da espécie que a diferencia das outras: "A baleia-franca tem na testa uma 'verruga' branco-amarelada".



A NOTA DE VEJA VIROU LEI

Leitores da cidade de Itu, no interior paulista, interessaram-se pela nota "Receba o seguro obrigatório" (Para usar, 13 de fevereiro), que orientava sobre como requerer o seguro obrigatório referente a veículos automotores, e sugeriram à Câmara Municipal a criação de uma lei que impusesse a afixação de cartazes em pontos estratégicos da cidade com orientações a respeito. Em sessão extraordinária realizada em 29 de abril, um projeto nesse sentido foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da cidade. Dias depois, o prefeito Lázaro Piunti sancionou a lei, que entrou em vigor no dia 31 de maio último. "Trata-se de uma lei com alcance social muito grande. A revista VEJA, ao publicar informações como as da seção Para usar de 13 de fevereiro, entre tantas outras, presta importante serviço aos leitores e fortalece a idéia de que todo trabalho desenvolvido com seriedade, transparência e criatividade dá resultados impressionantes", escreveu o leitor José Carlos Clementino.

 

PARAÍSO POLÊMICO


A reportagem "Lindo, caro e sujo" (31 de julho) mostrou, com base em observações de repórteres de VEJA e denúncias levadas ao Ministério Público, alguns problemas do paraíso turístico e ecológico de Fernando de Noronha. O administrador do lugar, Sérgio José Salles Vaz, escreveu à redação negando que haja esgoto contaminando o mangue e garantiu que os negociantes locais se estão esforçando para melhorar os serviços aos turistas. Ele creditou as críticas a uma "maldosa denúncia da Assembléia Popular Noronhense". A Assembléia também escreveu à redação e atribuiu as críticas a "inverdades veiculadas pela própria Administração Geral de Fernando de Noronha, com a clara intenção de justificar seus projetos de implantação de hotéis ou resorts ou ainda pousadas de charme" na ilha. Alheios ao bate-boca, alguns dos 235 leitores que escreveram a VEJA comentando o assunto quiseram saber se ainda vale a pena viajar para Fernando de Noronha. Vale. O lugar tem uma beleza natural raramente encontrada em outras partes do mundo, e a reportagem de VEJA teve por objetivo destacar alguns aspectos que podem e devem ser melhorados.

 

FALIDO NÃO!


Para explicar o contexto da frase "O Flamengo fingia que me pagava e eu fingia que jogava" (Veja essa, 24 de julho), dita pelo jogador Vampeta, VEJA utilizou o termo falido ao referir-se ao time carioca. O flamenguista Filipe Nogueira se manifestou: "Até onde sei, ainda não foi decretada a falência do Flamengo, o que só poderia ser feito através de sentença judicial transitada em julgado". O leitor está certo. O Flamengo realmente não está falido. A expressão foi utilizada no sentido mais amplo, encontrado nos dicionários. O Aurélio, por exemplo, informa, entre outras acepções: "Falir: ser malsucedido, malograr-se, fracassar; perder as forças, desfalecer; minguar" etc. Expressões que são adequadas ao time do qual Vampeta fez parte. Mas é bom atentar para o que diz o leitor Mauricio Cezar Pimentel, de Vitória, Espírito Santo, para quem o pentacampeão Vampeta não estava fingindo que jogava: "O que ele joga é aquilo mesmo – quase nada!".



 
 
   
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