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VEJA Recomenda
DVDS
Fotos divulgação
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| Perdidos no Espaço: humor que
ainda funciona bem |
Perdidos no Espaço A Primeira Temporada (Lost in Space
The First Season, Estados Unidos, 1965. Fox) A expressão
"item de colecionador" nasceu para definir lançamentos como
essa caixa com oito discos (à venda a partir do dia 21),
que inclui todos os 29 episódios, além de um piloto
nunca levado ao ar, de uma das séries mais kitsch e divertidas
dos anos 60. Selecionada como pioneira da colonização
espacial, a família Robinson se extravia por causa das armações
do maquiavélico e pusilânime Dr. Smith (Jonathan Harris).
Revista hoje, a série surpreende pela competência com
que foi filmada dentro dos limites da televisão da época,
é claro e pelo humor, que ainda funciona muito bem. O melhor:
a caixa traz como opção a dublagem original brasileira.
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| Wayne: o maioral do western |
Rio
Grande, Rio Lobo e Jake
Grandão (Estados Unidos, 1950, 1970 e 1971. Paramount)
John Wayne, o maior de todos os nomes do western, comparece em
três ótimos momentos de sua carreira nesse pacote
e em todos eles as mulheres, mais do que os bandidos ou os índios,
é que lhe dão fortes dores de cabeça. Em Rio
Grande, de John Ford, sua mulher (Maureen O'Hara, sempre o melhor
par do astro) se planta no meio de seu regimento. Em Rio Lobo,
de Howard Hawks, Jennifer O'Neill é a moça atirada
que o envolve numa briga com um proprietário de terras inescrupuloso.
E em Jake Grandão, de George Sherman, Maureen volta
à cena no papel da ex-mulher que obriga Wayne a resgatar
o neto do casal das mãos de raptores.
LIVROS
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| Madonna e ilustração
do livro: história com moral |
Yakov
e os Sete Ladrões, de
Madonna (tradução de João Ximenes Braga; Rocco;
32 páginas; 35 reais) É o terceiro livro infantil
da cantora de Like a Virgin. Como tudo na carreira da autora,
o livro é um megaevento mundial: está sendo publicado
simultaneamente em 110 países e 38 idiomas. Madonna retrocedeu
à Europa do século XVIII para compor uma fábula
moral com uma vaga coloração mística. Para
salvar o filho doente, o sapateiro Yakov recorre a um sábio
que tem o dom de falar com os anjos. Sozinho, porém, o sábio
não é capaz de abrir as portas do céu: precisa
pedir ajuda a um divertido grupo de ladrões. As belas ilustrações
de Gennady Spirin, artista russo radicado nos Estados Unidos, contribuem
para o clima levemente anacrônico do livro que traz, vejam
só, até a velha "moral da história".
O
que Eu Amava, de Siri Hustvedt (tradução de
Sonia Moreira; Companhia das Letras; 510 páginas; 49,50 reais)
Professor universitário de história da arte, Leo
Hertzberg já está ficando cego quando decide escrever
sobre seu envolvimento com o pintor William Wechsler, que ele conheceu
nos anos 70. Os dois viveram no mesmo prédio, em Nova York,
e tiveram filhos pela mesma época. A princípio uma
tranqüila história de amizade, a narrativa aos poucos
vai desvelando um segredo perturbador. Mulher do escritor Paul Auster,
a poeta e romancista Siri Hustvedt estará com o marido no
Brasil nesta semana, participando da segunda edição
da Festa Literária Internacional de Parati. O que Eu Amava
é seu primeiro livro lançado no país. Leia
trecho.
A
Supremacia Bourne, de Robert
Ludlum (tradução de Aulyde Soares Rodrigues; Rocco;
716 páginas; 64,50 reais) Mestre dos best-sellers de espionagem,
o americano Robert Ludlum (1927-2001) dedicou uma trilogia a Jason
Bourne, um ex-agente secreto que sofre de amnésia. A Identidade
Bourne que virou filme, com Matt Damon no papel-título
e O Ultimato de Bourne já haviam sido publicados
no Brasil. Lançado só agora no país, A Supremacia
Bourne cuja versão cinematográfica estréia
nos Estados Unidos neste mês, com Damon novamente no papel
principal é na verdade o segundo livro da série.
Nessa agitada aventura, Bourne tem de encontrar um farsante que
assumiu sua identidade para cometer uma série de assassinatos
em Hong Kong.
DISCOS
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| Djavan: homenagens à família
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Vaidade,
Djavan (Luanda Records) O disco marca uma nova etapa na carreira
do cantor e compositor alagoano. Djavan desligou-se da Sony Music,
gravadora pela qual lançava discos desde 1982, e criou a
própria companhia a Luanda Records. Trancafiou-se em seu
estúdio particular ao lado de um bando de jovens instrumentistas
e de lá saiu com doze excelentes canções. O
"estilo Djavan de composição" (aquele que mistura
MPB, jazz, soul e letras cheias de palavras inventadas) marca presença
no disco, porém as melhores faixas são aquelas em
que o cantor homenageia a família. É o caso da valsa
Bailarina, que ele compôs para a mulher, e de Dorme
Sofia, uma canção de ninar feita em homenagem
à filha de 2 anos de idade.
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| Smith, do The Cure: figura exótica |
The Cure (Universal)
Robert Smith, vocalista e guitarrista do The Cure, é uma
figura exótica. Rechonchudo, veste ternos dois números
abaixo de seu tamanho, decora o rosto com maquiagem pesada e canta
como se estivesse sempre chorando. Smith também é
um compositor inspirado. Em 28 anos de carreira, sua banda transitou
por estilos que vão do rock gótico ao pop mais descompromissado,
tornando-se um dos grupos mais influentes do cenário internacional.
The Cure é o primeiro disco de material inédito
do quinteto em quatro anos e faz uma espécie de resumo de
todas as mutações musicais dos ingleses. The End
of the World se destaca em meio a um punhado de excelentes canções.
Ouça
o disco.
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