Edição 1861 . 7 de julho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Datas
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"O talento é a chama viva dos grandes vencedores. Seu poder é capaz de fazer a história."
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão

Talento

VEJA soube mostrar com muita clareza os talentos mais valorizados pelo mercado atual. Das três características mais procuradas pelas empresas, duas são ambição e competitividade. Colocando esses valores em um simulador de sociedade, teríamos: concentração de riqueza, corrupção, guerra, individualismo, muitos bens para consumir e stress generalizado, ou seja, exatamente o mundo que temos hoje. Por isso, em vez de me adaptar aos perfis profissionais recomendados pelos especialistas, opto por abrir mão desse "sucesso" na esperança de contribuir para um mundo mais justo e solidário ("A descoberta do talento", 30 de junho).
Irvando Luiz Hoff
Brasília, DF

Parabéns, VEJA! É com grande satisfação que lemos a reportagem de capa desta semana. A identificação e a potencialização de talentos poderão num futuro bem próximo gerar empregos e profissionais altamente qualificados. Acreditamos que o comportamento empreendedor deve estar presente não só em casa, mas principalmente na formação escolar de nossas crianças e adolescentes. Eis aí um grande desafio para as escolas.
Adriana Ferri
Somma – Liderança Jovem
São Paulo, SP

A matéria dá a entender que bem-sucedidos e talentosos são aqueles que ocupam cargos gerenciais ou que são promovidos a eles. De preferência em corporações de porte. Cargos são oferecidos (raramente conquistados) por um sem-número de motivos: contato pessoal, falta de candidatos, história na empresa e – sim, claro – até pelo talento. Mas existem muitos profissionais, no Brasil e no exterior, ocupando cargos para os quais não têm qualificação, talento nem sequer inclinação. E muita gente talentosa, especialmente em áreas técnicas, prefere não se envolver com o mundo gerencial por livre escolha! O Brasil de hoje, infelizmente, só tem dois campos: o campo dos que querem ser funcionários públicos e o dos que querem estar numa grande corporação. E assim a revista perdeu uma ótima oportunidade de apresentar gente de verdadeiro talento: que largou a segurança enfadonha do ambiente corporativo e partiu para realizar toda a extensão de sua capacidade em empresas de pequeno porte – sangue de qualquer país que sonha em ser desenvolvido.
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, EUA

 

Donna Hrinak

Os Estados Unidos não têm inclinação para o imperialismo? Isso é uma brincadeira (de mau gosto) ou sua convicção, senhora Donna Hrinak? Só para lembrar: desde sua fundação, os EUA invadiram as terras dos índios, depois roubaram metade do território mexicano, invadiram países do Caribe e roubaram uma parte da Colômbia para criar o Panamá e construir o canal a seu gosto. Não aumento a lista das intervenções nas Américas, na África e na Ásia para não cansar o leitor e para ter uma chance de ter minha carta publicada. São mais de 200 anos de imperialismo puro! Pare de brincar com a inteligência dos outros, dona Donna Hrinak!
Wolfgang Meier
Santarém, PA

 

Lya Luft

Tenho certeza de que, depois que VEJA incluiu entre seus colunistas a gaúcha Lya Luft, a revista ficou mais humana. A escritora, com muita sensibilidade e simplicidade, aborda temas do dia-a-dia, mas que tocam o coração da gente. Quem não viu a foto daquele menino sendo flagelado pela mãe? Ela soube tirar de lá uma reflexão profundamente humana, ao mesmo tempo de indignação e de compaixão. Agora, ler VEJA tem outro sabor de vida ("O menino que me olha", Ponto de vista, 30 de junho).
Irmão Firmino Biazus
Diretor do Colégio Marista Rosário
Porto Alegre, RS

 

Leonel Brizola

O Diretório Regional do PDT no Rio Grande do Sul, deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores, surpreendidos com a matéria publicada pela revista VEJA, edição 1 860, de 30 de junho de 2004, sob o título "As mortes de Brizola", páginas 52, 53 e 54, de autoria de Mario Sabino, lamentam com pesar o desrespeito com aquele que foi considerado pela maioria da imprensa brasileira "o maior líder republicano do século XX". Através de um relato preconceituoso e desrespeitoso com a história brasileira, episódios contemporâneos liderados pelo ex-governador Leonel Brizola foram contados como se fizessem parte de uma anedota, e não das páginas de nossa história. Que VEJA o considerasse morto é um fato que não nos causa estranheza; que o escrevente despreze o povo brasileiro e sua reverência aos líderes que souberam honrar sua confiança e a ele dedicaram sua vida, também não estranhamos. Ainda consternados com a perda do nosso líder político, esperamos que a revista conteste as publicações estrangeiras que reconheceram a importância de Leonel Brizola para a história do Brasil: segundo o americano New York Times, foi "uma das figuras mais importantes da política brasileira"; "o veemente líder esquerdista", conforme o Washington Post; "uma das mais carismáticas e polêmicas figuras políticas de esquerda dos últimos cinqüenta anos", de acordo com o jornal inglês The Guardian; destaque para a construção do Sambódromo em seu primeiro mandato como governador do Rio de Janeiro, lembrou o Independent; também os jornais franceses Le Monde e Libération reconheceram sua liderança: "No fim da vida, Leonel Brizola denunciou a traição de seu antigo aliado, o presidente Lula, ao se submeter aos ditames do FMI", escreveu o Libération. Para o El País espanhol, Brizola foi o "velho leão da esquerda radical brasileira, um radical apaixonado, polêmico e inconformista, sempre ao lado dos trabalhadores". O jornal argentino El Clarín disse que Brizola era um dos últimos símbolos do nacionalismo latino-americano.
Matheus Schmidt Presidente regional do PDT
Giovani Cherini Deputado e líder da bancada do PDT
Nereu D'Avila Vereador e presidente do Diretório Metropolitano do PDT
Porto Alegre, RS

Seguramente não encontrarão paralelo, na imprensa séria, independente e responsável deste país, as três páginas com que VEJA registrou, em sua edição de 30 de junho, o desaparecimento dessa extraordinária personalidade da política brasileira que foi Leonel Brizola. Ofensiva, a infeliz reportagem é um compêndio de inverdades explícitas, ao associar o grande estadista à ascensão do tráfico de drogas; um manual de incompreensão histórica, ao descrever uma prestigiosa figura internacional do trabalhismo como um morto politicamente; um breviário de agravos, ao defini-lo como "um anacronismo que esperneava".
Vieira da Cunha (PDT-RS)
Deputado e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

Algum dia, alguém ainda vai escrever um livro sobre os homens que mais fizeram mal ao Brasil, e lá certamente estará o engenheiro Leonel Brizola. Político atrasado, egocêntrico, xenófobo, personalista e populista, ele repetiu durante anos várias mentiras e criou outras. Martelou na mente de uma população que não gosta de (ou não sabe) ler vários conceitos errados em economia, tornou o Brasil pior ao investimento quando encampou a ITT, jogou seu fraco cunhado João Goulart para um radicalismo que acabou por tornar o golpe militar inevitável, fez dos morros do Rio um lugar seguro para os traficantes, aliou-se ora com um ora com outro, ao sabor de seus interesses. Enfim, era um bufão, mentiroso, péssimo administrador e com a arte de encantar os inocentes e incautos. Passa da vida para a história e livra o Brasil de seus discursos atrasados e de sua postura retrógrada.
Geraldo C. Carvalho Jr.
São Paulo, SP

 

Bill Clinton

VEJA tem prestado inegável apoio à causa do livro e da leitura em nosso país, onde os leitores são escassos, as bibliotecas precárias ou inexistentes, a pirataria é alarmante e os livros ainda circulam com dificuldade. Todavia, na edição de 30 de junho ("Clinton em suas próprias palavras"), quando destacou o livro My Life, autobiografia do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, a revista cometeu um descuido jornalístico quando o articulista escreveu "Para que o leitor não precise comprar o livro, um catatau de quase 1.000 páginas, VEJA selecionou os trechos mais interessantes", no lugar da já tradicional frase "VEJA selecionou os trechos abaixo...". A revista tem o direito legítimo de criticar qualquer obra literária, de gostar ou não, de recomendar ou não sua leitura. Trata-se de um serviço muito apreciado pelos leitores. Não deveria, porém, encampar a decisão de compra, que é individual e exclusiva do mesmo leitor, assegurando que, num resumo de página e meia, estão os trechos mais interessantes. E que isso é o suficiente para substituir um livro que considera excessivamente volumoso. Quando for lançado no Brasil, quantos leitores deixarão de comprar o livro induzidos pela decisão de VEJA?
Oswaldo Siciliano
Presidente da Câmara Brasileira do Livro
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Mainardi passou dos limites. Num afã de querer sempre, e a todo custo, ser polêmico, ele foi profundamente infeliz ao concluir que o brasileiro é um vegetal, baseado nos diários de viagem de Einstein. Já que "o brasileiro é um vegetal", acho que ele (Mainardi) pertence à família das urticáceas.
Mônica de Campos França Vasconcellos
Sete Lagoas, MG

 

Música

Na matéria "Um artista especial" (30 de junho), o repórter cita a música Samba de Bênção, quando na verdade seu título é Samba da Bênção. E o verso correto é: "Moacir Santos / Tu que não és um só, és tantos / Como o meu Brasil de todos os santos", e não "Moacir Santos / Tu que não é um só, é santos / Como este Brasil de todos os santos". Outro detalhe que vale ser lembrado: Vinicius de Moraes e Moacir Santos só fizeram quatro canções juntos: Lembre-se, Menino Travesso, Se Você Disser que Sim e Triste de Quem.
José Otávio M. Badaró Santos
Lauro de Freitas, BA




Divulgação


CORREÇÕES: Na edição especial VEJA Recife (9 de junho), algumas informações sobre a gerente da área de hospitalidade do Senac Pernambuco, Valéria Peregrino, estão incorretas. Valéria tem cursos na área de gastronomia e fez MBA em gestão hoteleira. A Barragem de Camará, na Serra do Borborema (PB), tinha ao romper-se 17 bilhões de litros de água, e não 17 milhões (Datas, 30 de junho).
Na reportagem "No coração do mercado" (30 de junho), a imagem apresentada como sendo do sociólogo alemão Max Weber (que aparece na foto ao lado) na verdade é de um artista homônimo, nascido na Rússia, naturalizado americano.

 

 

Nenhuma ligação com vampiros

Na foto em que aparece em destaque o ministro da Saúde, Humberto Costa, publicada na reportagem "Vampiros no gabinete" (9 de junho), figuram também participantes do prêmio da II Mostra Nacional de Produção e Saúde da Família, realizada em Brasília, entre 1º e 3 de junho. As premiadas escreveram para dizer que não têm ligação nenhuma com as acusações de falcatrua de que são alvo homens de confiança do ministro, assunto abordado na reportagem. "Isso mancha a imagem de pessoas honestas", protestou Alessandra Silva Correa, de Uberaba, Minas Gerais, que aparece de roupa preta ao lado de Márcia Helena D. Nomelini (de verde). Logo atrás delas está Edleusa Nery Garrido, de Salvador, Bahia. "Causa profundo incômodo ver minha foto circular numa matéria de denúncia, quando em seu contexto se trata de um reconhecimento por trabalhos realizados com muito afinco", lamentou Edleusa.

 
 
 
 
topo voltar