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Cartas
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"O talento é a
chama viva dos grandes vencedores. Seu poder é capaz de fazer
a história."
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão |
Talento
VEJA soube mostrar com muita clareza os talentos
mais valorizados pelo mercado atual. Das três características
mais procuradas pelas empresas, duas são ambição
e competitividade. Colocando esses valores em um simulador de sociedade,
teríamos: concentração de riqueza, corrupção,
guerra, individualismo, muitos bens para consumir e stress generalizado,
ou seja, exatamente o mundo que temos hoje. Por isso, em vez de
me adaptar aos perfis profissionais recomendados pelos especialistas,
opto por abrir mão desse "sucesso" na esperança de
contribuir para um mundo mais justo e solidário ("A descoberta
do talento", 30 de junho).
Irvando Luiz Hoff
Brasília, DF
Parabéns, VEJA! É com grande
satisfação que lemos a reportagem de capa desta semana.
A identificação e a potencialização
de talentos poderão num futuro bem próximo gerar empregos
e profissionais altamente qualificados. Acreditamos que o comportamento
empreendedor deve estar presente não só em casa, mas
principalmente na formação escolar de nossas crianças
e adolescentes. Eis aí um grande desafio para as escolas.
Adriana Ferri
Somma Liderança Jovem
São Paulo, SP
A matéria dá a entender que
bem-sucedidos e talentosos são aqueles que ocupam cargos
gerenciais ou que são promovidos a eles. De preferência
em corporações de porte. Cargos são oferecidos
(raramente conquistados) por um sem-número de motivos: contato
pessoal, falta de candidatos, história na empresa e
sim, claro até pelo talento. Mas existem muitos profissionais,
no Brasil e no exterior, ocupando cargos para os quais não
têm qualificação, talento nem sequer inclinação.
E muita gente talentosa, especialmente em áreas técnicas,
prefere não se envolver com o mundo gerencial por livre escolha!
O Brasil de hoje, infelizmente, só tem dois campos: o campo
dos que querem ser funcionários públicos e o dos que
querem estar numa grande corporação. E assim a revista
perdeu uma ótima oportunidade de apresentar gente de verdadeiro
talento: que largou a segurança enfadonha do ambiente corporativo
e partiu para realizar toda a extensão de sua capacidade
em empresas de pequeno porte sangue de qualquer país
que sonha em ser desenvolvido.
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, EUA
Donna Hrinak
Os Estados Unidos não têm inclinação
para o imperialismo? Isso é uma brincadeira (de mau gosto)
ou sua convicção, senhora Donna Hrinak? Só
para lembrar: desde sua fundação, os EUA invadiram
as terras dos índios, depois roubaram metade do território
mexicano, invadiram países do Caribe e roubaram uma parte
da Colômbia para criar o Panamá e construir o canal
a seu gosto. Não aumento a lista das intervenções
nas Américas, na África e na Ásia para não
cansar o leitor e para ter uma chance de ter minha carta publicada.
São mais de 200 anos de imperialismo puro! Pare de brincar
com a inteligência dos outros, dona Donna Hrinak!
Wolfgang Meier
Santarém, PA
Lya Luft
Tenho certeza de que, depois que VEJA incluiu
entre seus colunistas a gaúcha Lya Luft, a revista ficou
mais humana. A escritora, com muita sensibilidade e simplicidade,
aborda temas do dia-a-dia, mas que tocam o coração
da gente. Quem não viu a foto daquele menino sendo flagelado
pela mãe? Ela soube tirar de lá uma reflexão
profundamente humana, ao mesmo tempo de indignação
e de compaixão. Agora, ler VEJA tem outro sabor de vida ("O
menino que me olha", Ponto de vista, 30 de junho).
Irmão Firmino Biazus
Diretor do Colégio Marista
Rosário
Porto Alegre, RS
Leonel Brizola
O Diretório Regional do
PDT no Rio Grande do Sul, deputados estaduais e federais, prefeitos
e vereadores, surpreendidos com a matéria publicada pela
revista VEJA, edição 1 860, de 30 de junho de 2004,
sob o título "As mortes de Brizola", páginas 52, 53
e 54, de autoria de Mario Sabino, lamentam com pesar o desrespeito
com aquele que foi considerado pela maioria da imprensa brasileira
"o maior líder republicano do século XX". Através
de um relato preconceituoso e desrespeitoso com a história
brasileira, episódios contemporâneos liderados pelo
ex-governador Leonel Brizola foram contados como se fizessem parte
de uma anedota, e não das páginas de nossa história.
Que VEJA o considerasse morto é um fato que não nos
causa estranheza; que o escrevente despreze o povo brasileiro e
sua reverência aos líderes que souberam honrar sua
confiança e a ele dedicaram sua vida, também não
estranhamos. Ainda consternados com a perda do nosso líder
político, esperamos que a revista conteste as publicações
estrangeiras que reconheceram a importância de Leonel Brizola
para a história do Brasil: segundo o americano New York
Times, foi "uma das figuras mais importantes da política
brasileira"; "o veemente líder esquerdista", conforme o Washington
Post; "uma das mais carismáticas e polêmicas figuras
políticas de esquerda dos últimos cinqüenta anos",
de acordo com o jornal inglês The Guardian; destaque
para a construção do Sambódromo em seu primeiro
mandato como governador do Rio de Janeiro, lembrou o Independent;
também os jornais franceses Le Monde e Libération
reconheceram sua liderança: "No fim da vida, Leonel Brizola
denunciou a traição de seu antigo aliado, o presidente
Lula, ao se submeter aos ditames do FMI", escreveu o Libération.
Para o El País espanhol, Brizola foi o "velho leão
da esquerda radical brasileira, um radical apaixonado, polêmico
e inconformista, sempre ao lado dos trabalhadores". O jornal argentino
El Clarín disse que Brizola era um dos últimos
símbolos do nacionalismo latino-americano.
Matheus Schmidt
Presidente regional do PDT
Giovani Cherini Deputado e líder da bancada do PDT
Nereu D'Avila Vereador e presidente do Diretório Metropolitano
do PDT
Porto Alegre, RS
Seguramente não encontrarão
paralelo, na imprensa séria, independente e responsável
deste país, as três páginas com que VEJA registrou,
em sua edição de 30 de junho, o desaparecimento dessa
extraordinária personalidade da política brasileira
que foi Leonel Brizola. Ofensiva, a infeliz reportagem é
um compêndio de inverdades explícitas, ao associar
o grande estadista à ascensão do tráfico de
drogas; um manual de incompreensão histórica, ao descrever
uma prestigiosa figura internacional do trabalhismo como um morto
politicamente; um breviário de agravos, ao defini-lo como
"um anacronismo que esperneava".
Vieira da Cunha (PDT-RS)
Deputado e presidente da Assembléia Legislativa do Estado
do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS
Algum dia, alguém ainda
vai escrever um livro sobre os homens que mais fizeram mal ao Brasil,
e lá certamente estará o engenheiro Leonel Brizola.
Político atrasado, egocêntrico, xenófobo, personalista
e populista, ele repetiu durante anos várias mentiras e criou
outras. Martelou na mente de uma população que não
gosta de (ou não sabe) ler vários conceitos errados
em economia, tornou o Brasil pior ao investimento quando encampou
a ITT, jogou seu fraco cunhado João Goulart para um radicalismo
que acabou por tornar o golpe militar inevitável, fez dos
morros do Rio um lugar seguro para os traficantes, aliou-se ora
com um ora com outro, ao sabor de seus interesses. Enfim, era um
bufão, mentiroso, péssimo administrador e com a arte
de encantar os inocentes e incautos. Passa da vida para a história
e livra o Brasil de seus discursos atrasados e de sua postura retrógrada.
Geraldo C. Carvalho Jr.
São Paulo, SP
Bill Clinton
VEJA tem prestado inegável
apoio à causa do livro e da leitura em nosso país,
onde os leitores são escassos, as bibliotecas precárias
ou inexistentes, a pirataria é alarmante e os livros ainda
circulam com dificuldade. Todavia, na edição de 30
de junho ("Clinton em suas próprias palavras"), quando destacou
o livro My Life, autobiografia do ex-presidente norte-americano
Bill Clinton, a revista cometeu um descuido jornalístico
quando o articulista escreveu "Para que o leitor não precise
comprar o livro, um catatau de quase 1.000
páginas, VEJA selecionou os trechos mais interessantes",
no lugar da já tradicional frase "VEJA selecionou os trechos
abaixo...". A revista tem o direito legítimo de criticar
qualquer obra literária, de gostar ou não, de recomendar
ou não sua leitura. Trata-se de um serviço muito apreciado
pelos leitores. Não deveria, porém, encampar a decisão
de compra, que é individual e exclusiva do mesmo leitor,
assegurando que, num resumo de página e meia, estão
os trechos mais interessantes. E que isso é o suficiente
para substituir um livro que considera excessivamente volumoso.
Quando for lançado no Brasil, quantos leitores deixarão
de comprar o livro induzidos pela decisão de VEJA?
Oswaldo Siciliano
Presidente da Câmara Brasileira do Livro
Por e-mail
Diogo Mainardi
Mainardi passou dos limites.
Num afã de querer sempre, e a todo custo, ser polêmico,
ele foi profundamente infeliz ao concluir que o brasileiro é
um vegetal, baseado nos diários de viagem de Einstein. Já
que "o brasileiro é um vegetal", acho que ele (Mainardi)
pertence à família das urticáceas.
Mônica de Campos França
Vasconcellos
Sete Lagoas, MG
Música
Na matéria "Um artista
especial" (30 de junho), o repórter cita a música
Samba de Bênção, quando na verdade seu
título é Samba da Bênção.
E o verso correto é: "Moacir Santos / Tu que não és
um só, és tantos / Como o meu Brasil de todos os santos",
e não "Moacir Santos / Tu que não é um só,
é santos / Como este Brasil de todos os santos". Outro detalhe
que vale ser lembrado: Vinicius de Moraes e Moacir Santos só
fizeram quatro canções juntos: Lembre-se, Menino
Travesso, Se Você Disser que Sim e Triste de Quem.
José Otávio
M. Badaró Santos
Lauro de Freitas, BA
Divulgação
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CORREÇÕES: Na edição especial VEJA
Recife (9 de junho), algumas informações sobre
a gerente da área de hospitalidade do Senac Pernambuco, Valéria
Peregrino, estão incorretas. Valéria tem cursos na
área de gastronomia e fez MBA em gestão hoteleira.
A Barragem de Camará, na Serra do Borborema (PB), tinha ao
romper-se 17 bilhões de litros de água, e não
17 milhões (Datas, 30 de junho).
Na reportagem "No coração do mercado" (30 de junho),
a imagem apresentada como sendo do sociólogo alemão
Max Weber (que aparece na foto ao lado) na verdade é
de um artista homônimo, nascido na Rússia, naturalizado
americano.
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Nenhuma ligação
com vampiros
Na
foto em que aparece em destaque o ministro da Saúde,
Humberto Costa, publicada na reportagem "Vampiros no
gabinete" (9 de junho), figuram também participantes
do prêmio da II Mostra Nacional de Produção
e Saúde da Família, realizada em Brasília,
entre 1º e 3 de junho. As premiadas escreveram
para dizer que não têm ligação
nenhuma com as acusações de falcatrua
de que são alvo homens de confiança do
ministro, assunto abordado na reportagem. "Isso mancha
a imagem de pessoas honestas", protestou Alessandra
Silva Correa, de Uberaba, Minas Gerais, que aparece
de roupa preta ao lado de Márcia Helena D. Nomelini
(de verde). Logo atrás delas está Edleusa
Nery Garrido, de Salvador, Bahia. "Causa profundo incômodo
ver minha foto circular numa matéria de denúncia,
quando em seu contexto se trata de um reconhecimento
por trabalhos realizados com muito afinco", lamentou
Edleusa.
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