Edição 1 652 -7/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 



Foto João Ribeiro

 

Diferenças no stress

Gal Oppido


Homens e mulheres não reagem da mesma forma a situações estressantes. Essa é a conclusão de um estudo publicado recentemente pela Associação Americana de Psicologia. Os homens tendem a se isolar e se tornar agressivos quando estão estressados, enquanto as mulheres voltam as atenções para os filhos e buscam o apoio de amigos e familiares. A preferência feminina por dividir o sofrimento, afirmam os pesquisadores, pode explicar por que a expectativa de vida delas costuma ser maior.

 

O perfil do internauta consumidor

Frederico Ferrite


O comércio via internet é uma atividade ainda pouco desenvolvida, mas já é possível definir o comportamento padrão de um comprador on-line. Segundo pesquisa das empresas americanas Media Metrix e McKinsey, esse internauta é do tipo que não perde tempo. Quando entra num site de comércio eletrônico, vai direto ao produto, escolhido previamente, e o arremata sem pensar muito. O estudo revela também que, embora pessoas com esse perfil passem, em média, apenas sete horas por mês plugadas à internet, elas são responsáveis por metade de todo o dinheiro movimentado pelo comércio na rede mundial de computadores.

 

Psicólogo evita separação

A ajuda de um psicólogo pode ser a solução para casais que estão à beira da separação. Um estudo da Universidade da Califórnia acompanhou mais de 100 casais na fase mais crítica da união -- aquela em que os filhos são menores de 4 anos. A pesquisa durou seis meses. No grupo de pesquisados que não recebeu apoio de um psicólogo, registrou-se um índice de 15% de separações. Entre os casais que tiveram acompanhamento profissional, nenhum se separou.

 

Fumaça com gosto ruim

Aqueles fumantes convictos, que não trocam o prazer do cigarro por nada neste mundo, talvez mudem de idéia depois de experimentar um enxaguatório bucal desenvolvido e em fase de testes na Universidade do Estado de Nova York. Basta um bochecho do líquido para que o tabaco se torne intragável -- literalmente. Com o enxaguatório, a fumaça passa a ter um gosto muito ruim. O efeito dura pelo menos oito horas.

 

Para contar no bar

Ilustração Wander Mendes


Que o Código Penal brasileiro é ultrapassado, não é novidade. Surpresa é o que mostra um estudo da Northwest University: a legislação de alguns Estados americanos chega a ser mais confusa que a encontrada no Brasil. A lista de absurdos começa pelo Mississippi, onde quem rouba uma galinha vai para a cadeia, mas não há pena de prisão prevista para o furto de um aparelho de som. Também existem lugares em que o cidadão pode ser preso por guardar uma bijuteria encontrada no chão. A maior das esquisitices jurídicas, no entanto, vem de Michigan: lá, leva processo o marmanjo que falar palavrão em frente de mulheres ou crianças.

 

Boa notícia

Dupla solução

Claudia Jaguaribe


Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram ter chegado a uma fórmula equilibrada para tratar a depressão, doença que afeta 330 milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com o estudo, o equilíbrio envolve sessões de terapia e medicamentos receitados pelo psiquiatra. Os cientistas acompanharam um grupo de 700 pacientes, muitos dos quais deprimidos há mais de vinte anos, e descobriram que, juntas, as duas estratégias têm 85% de eficácia na redução dos sintomas da depressão, como falta de apetite e insônia.

 

Má notícia

Respiração difícil

O inverno vem aí e, com ele, as doenças do sistema respiratório, cuja incidência é favorecida pelo frio. Entre esses males, a asma é um dos mais freqüentes e atinge 150 milhões de pessoas ao redor do planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde. E a situação não tende a melhorar: de acordo com uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos, o número de casos deve dobrar nos próximos vinte anos. Além das baixas temperaturas, a má qualidade do ar em muitos lugares é a principal razão para o avanço da doença.

 

Pop stars de terno e gravata

Ilustração Wander Mendes


Quando querem mudar de emprego, alguns executivos enlouquecem os consultores especialistas. Por vezes, esses profissionais parecem astros de rock, tantas são as exigências. Uns fazem questão de regalias que poderiam muito bem sair dos próprios bolsos, como a mensalidade de clubes de lazer para toda a família. Existem também os que não abrem mão do pagamento da faculdade... da esposa! Outra imposição bastante comum é de que, se houver necessidade de mudança de cidade, a empresa banque o aluguel de casas ou apartamentos enormes. A área mínima exigida é de 300 metros quadrados, de acordo com algumas consultorias.

 

Efeito contrário

Currículos por e-mail e outras facilidades introduzidas pela internet deveriam tornar os processos de seleção mais rápidos, certo? Bem, no mercado de executivos, pelo menos, ocorre o contrário. Uma pesquisa da consultoria americana Hunt-Scanlon mostra que as contratações nos Estados Unidos, que levavam cerca de três meses em 1997, atualmente demoram pelo menos quatro. Não há um estudo sobre o assunto no Brasil, mas estima-se que por aqui os consultores gastem, em média, duas vezes esse tempo. Com mais candidatos e, portanto, mais escolha, preencher vagas se tornou um processo mais lento.

 

 

Editado por Christian Schwartz. Colaborou André Setti
e-mail: parausar@abril.com.br