Edição 1 652 -7/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Soldado gay morto por colegas tinha namorado transexual
Livro de fotos mostra a saga do povo da Amazônia
Redesenhado, o velho patinete está de volta
Vôlei de praia brasileiro pode bater recorde em Sydney
O Gol 1000 turbinado
Os hotéis pós-modernos chegam ao Brasil
Brasileiras pintam cabelos de loiro para vencer na vida
Prêmio para solução de enigmas da ciência dos números
Países desenvolvidos estão entulhados de PCs velhos
Bolhas do Sol podem ajudar a entender o clima na Terra
Multinacionais reservam cotas para minorias
Bolsas diminuem e as mulheres adotam uma sacola extra
Estudo diz que dom João VI foi envenenado
Escândalo de grampo e traição entre emergentes cariocas
A criminalidade apavora a classe média

Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Titular e reserva

A bolsa diminui de tamanho e as mulheres
se adaptam: carregam uma sacola extra

Bel Moherdaui

O que é preciso carregar quando se sai de casa? A resposta, claro, varia de pessoa para pessoa. Mas uma coisa é certa: o conceito de indispensável, para as mulheres, é muito mais amplo do que para os homens. Famosas pela quantidade de artigos que costumam levar a tiracolo, elas agora estão quebrando a cabeça para se adaptar à moda cruel que reduziu a bolsa amiga a proporções mínimas. O resultado, que pode ser conferido em corredores e elevadores de edifícios comerciais, são mulheres bem vestidas, carregando uma bolsinha fashion no ombro e, pendurado na mão, um sacolão com tudo a que têm direito: agenda, carregador de celular, remédios, fotos dos filhos, lenço de papel, óculos escuros, pacote de biscoito, lixa e esmalte, caderneta de telefones, documentos, bloco de anotações, canetas (várias), escova de cabelo, kit de maquiagem e garrafa de água.

O encolhimento das bolsas reedita uma idéia antiga, dos tempos das castelãs medievais, que portavam no cinto um saquinho para guardar chaves: a de que bolsa elegante é bolsa pequena. Tanto que, à noite, nunca se usou outra. A nova moda poderia servir para que as mulheres discutissem sua relação com as bolsas. Por que, afinal de contas, elas têm de carregar tanta tralha? Estudiosos do comportamento feminino acreditam que se trata de um traço de insegurança, que remonta à época em que as mulheres entraram em massa no mercado de trabalho. Tiradas do seu cotidiano doméstico, elas levaram consigo apetrechos que, de alguma forma, as ligavam ao seu antigo dia-a-dia de donas-de-casa.

A psicossociologia explica e os espertos faturam. Por exemplo: a supersacola que complementa a bolsinha pode ser de marca famosa, como Prada ou Louis Vuitton – desde que, é claro, você tenha uma conta bancária de fazer inveja ao senador Luiz Estevão. Algumas grifes, inclusive, já estão oferecendo conjuntinhos. O mais comum é que ela seja de plástico mesmo, daquelas de feira, ou até de papelão, produto da compra do último par de sa`atos. O importante é que tenha tamanho suficiente para caber tudo e resistência para agüentar o tranco. Na maioria dos casos, o sacolão só é acionado no caminho do carro para o escritório. Uma vez na mesa de trabalho, ele fica escondido num canto e a bolsinha chique ganha exclusividade. É com ela que as mulheres saem para um almoço rápido ou para um passeio.

Bom para a saúde – Quem usa conforma-se, mas sente saudade das bolsas grandonas que a moda permitia e incentivava até dois anos atrás. A felicidade acabou quando a italiana Fendi, que andava meio caída, reconquistou seu lugar ao sol com um único produto: a minúscula bolsa "baguette", compridinha e de alça curta. Em seguida, a mesma marca lançou a "croissant", mais arredondada, mas com idênticas proporções. Fazendo jus ao nome, ambas venderam como pão quente, foram copiadas mundo afora e empurraram as bolsonas para o fundo do armário, onde permanecem até hoje. Se há um lado bom nisso? Os médicos dizem que sim. "Dividir o peso entre duas bolsas é melhor para a coluna", afirma a ortopedista Cibele Réssio, da Universidade Federal de São Paulo. Como se alguma mulher fosse ligar para tal detalhe.

 
André Rolim

1. Quem sai com essa...

Conteúdo: chaves, batom, cartão de crédito, celular, documentos

 

2. ...não vive sem essa

Conteúdo: agenda, óculos escuros, carregador de celular, chiclete, aspirina, lenço de papel, garrafa de água, absorvente, carteira, documentos e papéis do trabalho, perfume, escova de cabelo, kit de maquiagem, escova e pasta de dentes